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Mutirão da Prefeitura de Cuiabá atende mulheres para ultrassonografia de mama

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Aos 40 anos e com histórico familiar de câncer de mama, Cristiane Figueiredo da Silva Guimarães, moradora do bairro Jardim Paraná, foi uma das mulheres atendidas no primeiro mutirão de exames realizado neste sábado (4) pela Prefeitura de Cuiabá, no Hospital São Benedito. Ela está entre as 20 pacientes que realizaram o exame de ultrassonografia de mama na unidade de saúde administrada pela Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP).

“Na minha família já houve casos de câncer de mama, da minha avó. Então insisti muito para conseguir fazer. É importante a gente se cuidar, buscar informações e realizar os exames. Muitos pensam que, ao procurar um médico, só vão descobrir doenças, mas não é assim. O importante é cuidar da saúde, e isso deve ser prioridade. Sou grata pela oportunidade de estar aqui hoje”, afirmou Cristiane, paciente encaminhada pela Unidade de Saúde da Família (USF) do Três Barras.

O mutirão de exames de ultrassonografia de mama e transvaginal no Hospital São Benedito faz parte da programação do Outubro Rosa 2025, campanha mundial voltada à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama e do colo do útero.

Segundo o diretor da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, Israel Paniago, neste primeiro dia foram agendados 35 pacientes; porém, 20 mulheres compareceram para realizar o exame de ultrassonografia de mama. Ele destacou os horários alternativos disponíveis para a realização dos exames preventivos, atendendo especialmente as trabalhadoras.

“Os atendimentos estão sendo realizados aos sábados, a partir das 7h30, e durante a semana, nas terças, quartas e quintas-feiras, a partir das 17h. Esse formato foi pensado para atender mulheres que trabalham e não conseguem vir em horário comercial. O Outubro Rosa é um mês de conscientização da saúde da mulher, e a Prefeitura está ampliando os serviços para atender essa demanda”, afirmou Israel.

O médico radiologista Gabriel Chemin, responsável pelos atendimentos no mutirão, destacou que os exames são rápidos, seguros e entregues imediatamente às pacientes. Segundo ele, a principal orientação é que as mulheres levem exames anteriores para facilitar a comparação nos laudos.

“O ultrassom de mama é complementar à mamografia, que deve ser feita a partir dos 40 anos. Aqui no mutirão, a paciente sai no mesmo dia já com o laudo em mãos para levar ao médico. Nosso objetivo é ampliar o acesso e reforçar a importância da prevenção. Temos visto cada vez mais casos em mulheres jovens, e por isso essas campanhas são fundamentais”, explicou.

O mutirão seguirá durante os quatro sábados de outubro, com capacidade para atender de 30 a 35 pacientes por dia. Além disso, o hospital manterá a oferta de exames durante a semana, nos períodos matutino e noturno, ampliando o acesso para mulheres que não conseguem comparecer em horário comercial. Ao todo, estão previstos 510 exames ao longo do mês no Hospital São Benedito, sendo 320 de ultrassonografia de mama e 190 transvaginais.

#PraCegoVer

A foto mostra o médico radiologista Gabriel Chemin atendendo uma das pacientes no Hospital São Benedito.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Dra. Mara cobra soluções para pontos finais precários do transporte coletivo em Cuiabá

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Fiscalizações realizadas pela vereadora revelaram problemas estruturais, falta de manutenção e condições precárias enfrentadas por motoristas e usuários; audiência buscou identificar responsáveis e cobrar soluções

A situação dos pontos finais do transporte coletivo de Cuiabá esteve no centro de uma audiência pública realizada nesta quarta-feira (3), na Câmara Municipal.

Convocado pela vereadora Dra. Mara, o debate reuniu representantes da Prefeitura, órgãos de fiscalização, concessionárias, trabalhadores e usuários do sistema para discutir problemas que, segundo a parlamentar, se arrastam há anos sem solução definitiva.

A audiência teve como ponto de partida fiscalizações realizadas pela própria vereadora em diferentes regiões da Capital. Durante as visitas, foram constatadas estruturas deterioradas, banheiros em condições inadequadas de uso e ausência de espaços apropriados para descanso e alimentação dos motoristas.

Ao apresentar os relatos, Dra. Mara questionou quem responde pela manutenção dos pontos finais e quais medidas efetivas estão sendo adotadas para corrigir as irregularidades encontradas.
“O que vimos em campo demonstra uma realidade que não pode ser ignorada. Existem trabalhadores cumprindo jornadas extensas sem a estrutura mínima necessária, enquanto a população também enfrenta dificuldades diariamente. Precisamos identificar responsabilidades e cobrar providências”, afirmou.

Durante o debate, uma das principais questões levantadas foi justamente a divisão de atribuições entre o município, as empresas concessionárias e os órgãos responsáveis pela fiscalização do sistema.
Representantes da administração pública e da agência reguladora apresentaram esclarecimentos sobre as competências de cada setor, mas a discussão evidenciou a necessidade de maior integração e fiscalização permanente.

Dados apresentados pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana apontam que o transporte coletivo de Cuiabá movimenta mais de 156 mil passageiros por dia e opera com 91 linhas. Apesar dos investimentos anunciados pela gestão municipal e da renovação da frota, usuários e trabalhadores relataram que problemas estruturais continuam presentes em diversos pontos da cidade.

Outro tema que chamou atenção foi o volume de recursos públicos destinados ao sistema. Segundo informações apresentadas pelo prefeito Abilio Brunini, o custo operacional da tarifa ultrapassa R$ 11 por passageiro, enquanto o usuário paga R$ 4,95, sendo a diferença subsidiada pelo município. O dado reforçou questionamentos sobre a qualidade dos serviços oferecidos diante dos investimentos realizados.

Ao final da audiência, Dra. Mara defendeu que os encaminhamentos não fiquem apenas no campo das discussões e resultem em medidas concretas.
Para a parlamentar, o primeiro passo é garantir transparência sobre as responsabilidades de cada ente envolvido e estabelecer um cronograma de ações para corrigir as deficiências identificadas nas fiscalizações.

“O cidadão paga a tarifa, o município investe recursos públicos e os trabalhadores mantêm o sistema funcionando. O mínimo que se espera é respeito e condições adequadas para todos. Nossa função agora é acompanhar os desdobramentos e cobrar que as soluções saiam do papel”, concluiu.

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