Várzea Grande

Várzea Grande mantém vigilância após resultado positivo preliminar para sarampo 

Publicado em

Várzea Grande

O caso em questão é de uma criança de nove anos, que já recebeu alta médica, encontra-se sem sintomas e sem exantemas (as manchas características na pele) e segue sua rotina normalmente

A Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande informa que, dos seis casos de sarampo que estavam sob investigação, o último apresentou resultado positivo para IgM, exame de sorologia que indica exposição recente ao vírus.

Conforme protocolo do Ministério da Saúde, uma segunda coleta sorológica será realizada entre 15 e 25 dias após a primeira amostra, para confirmar ou descartar o diagnóstico da doença.

O caso em questão é de uma criança de nove anos, que já recebeu alta médica, encontra-se sem sintomas e sem exantemas (as manchas características na pele) e segue sua rotina normalmente.

No último sábado (4), duas novas crianças, uma de 1 ano e outra de 5 anos, deram entrada no Pronto-Socorro Municipal com sintomas semelhantes, como febre e exantema. A de cinco anos ficou internada de sábado até segunda-feira e já recebeu alta. A outra, de um ano, permanece em isolamento domiciliar, sendo acompanhada pela equipe de Vigilância Epidemiológica.

De acordo com a gerente da Vigilância Epidemiológica do Município, Alessandra Carreira, as investigações preliminares apontam que nenhuma das crianças teve contato com pessoas diagnosticadas com sarampo e nem viajaram recentemente para locais com circulação do vírus.

Além desses casos, a Secretaria também registrou o caso de uma criança de 11 anos com suspeita da doença. Ela e o irmão também passaram por coleta de exames laboratoriais.

TRATAMENTO – Quanto ao tratamento não há um protocolo específico, mas, segundo o que preconiza o Ministério da Saúde, o tratamento que se faz é somente contra sintomas como a febre, mal estar. Alessandra reforça, que nesses casos é muito importante a ingestão de líquidos, ter uma boa alimentação e controle da febre.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça a importância da vacinação contra o sarampo, disponível em todas as unidades básicas de saúde do Município. A imunização é a principal forma de prevenção contra o vírus, que é altamente contagioso e pode causar complicações graves, especialmente em crianças.

“É fundamental que as famílias atualizem o cartão de vacinas, tanto de adultos quanto de crianças. A vacinação é a forma mais eficaz de evitar a disseminação do sarampo em Várzea Grande”, reforçou Alessandra Carreira.

AÇÃO – A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou que o Município tem intensificado as campanhas de imunização justamente para evitar o retorno de doenças já erradicadas.

“A vacinação é uma das maiores conquistas da saúde pública. É por meio dela que conseguimos impedir que doenças antigas, como o sarampo, voltem a circular e comprometam a saúde da população. Por isso, nossas equipes seguem mobilizadas, levando informação e vacina até as comunidades”, afirmou Deisi Bocalon.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Várzea Grande

Agentes comunitários de Várzea Grande reforçam atuação no combate à hanseníase

Publicados

em

Os agentes comunitários de saúde de Várzea Grande estão no centro de uma estratégia que busca transformar a realidade de uma das doenças mais antigas ainda presentes no Brasil: a hanseníase. Mais de 80 profissionais participaram, nesta semana, de dois dias de capacitação realizados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, dentro de um projeto piloto idealizado pela Frente Parlamentar de Enfrentamento à Hanseníase.

A iniciativa, presidida pelo deputado estadual Dr. João (MDB), marca o início de uma mobilização que pretende alcançar os 142 municípios de Mato Grosso. Durante o encontro, os participantes receberam treinamento para fortalecer a identificação precoce da doença, ampliar a busca ativa de casos e contribuir para a redução da transmissão.

Segundo o parlamentar, a proposta é estruturar uma rede de profissionais preparados para atuar diretamente nos territórios. “Este é o pontapé inicial para colocarmos em prática a capacitação de todos os profissionais de saúde. Vamos percorrer os municípios, qualificar as equipes, intensificar a busca ativa, realizar diagnósticos e garantir o tratamento, com o objetivo de tirar Mato Grosso dessa triste liderança em casos de hanseníase”, afirmou.

Para quem atua diretamente nas comunidades, o conhecimento adquirido representa mais segurança no atendimento. A agente comunitária Mariazinha da Silva, da unidade do bairro Vila Arthur, destacou a importância da qualificação. “A capacitação é essencial para quem está na ponta, em contato direto com a população. Ela amplia o conhecimento, melhora a identificação precoce dos casos, qualifica a orientação aos pacientes e ajuda a reduzir o preconceito que ainda existe sobre a doença”, relatou.

De acordo com ela, momentos como esse também fortalecem o trabalho em equipe e ampliam a capacidade de acolhimento e acompanhamento dos pacientes.

A enfermeira responsável técnica pela linha de cuidado em hanseníase no município, Adriana Matos, reforçou o papel estratégico dos agentes comunitários. “Essa capacitação é um divisor de águas. O agente está dentro das casas, conhece o território e a rotina das famílias. Ao identificar uma mancha suspeita ou perda de sensibilidade, ganhamos tempo precioso. O diagnóstico precoce não é apenas sobre curar, mas sobre evitar sequelas irreversíveis e interromper a cadeia de transmissão”, destacou.

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Janaína Pauli, ressaltou que o enfrentamento da doença depende da atuação integrada entre instituições e do vínculo com a população. “Mato Grosso é considerado endêmico porque realiza busca ativa dos casos. Além do estigma, um dos grandes desafios é o abandono do tratamento. Por isso, é fundamental que os agentes de saúde sejam essa ponte, sensibilizando pacientes que muitas vezes permanecem em casa por vergonha de procurar atendimento”, explicou.

TRATAMENTO PELO SUS – A hanseníase tem tratamento gratuito e cura, disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A qualificação dos agentes comunitários reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado, fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e garantir mais qualidade de vida aos pacientes.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA