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Escolas e creches de Cuiabá terão cuidadoras para alunos com deficiência desde o primeiro dia de aula

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O secretário de Educação, Amauri Monge Fernandes, assegura que as crianças neuro-divergentes matriculadas nas escolas e creches de Cuiabá terão, desde o primeiro dia de aula, a ser iniciado no dia 2 de fevereiro, o acompanhamento de cuidadoras, as chamadas CADs (Cuidadoras de Aluno com Deficiência).

“Você pai e você mãe, fique tranquilo. Todas as cuidadoras já estarão prontas para atender no primeiro dia de aula. O prefeito Abilio Brunini e a primeira dama Samantha Iris determinou que façamos o melhor atendimento as nossas crianças atípicas. Estaremos avançando ainda mais em 2026. É exatamente o que estamos fazendo”, destaca.

Na gestão do prefeito Abilio Brunini, a Prefeitura de Cuiabá faz a contratação direta das cuidadoras, o que vai permitir um aumento de 40% no salário, conforme prevê a Lei 7.436/2025.

A atual gestão também está expandindo às salas multifuncionais, espaços adaptados para atender crianças neuro divergentes. Para entender mais, clique AQUI e AQUI.

Convocação

A Secretaria Municipal de Educação (SME) publicou na terça-feira (13) a convocação de 1.190 candidatos para a função de Cuidador de Aluno com Deficiência. Destes, são 799 para jornada de 30 horas e 391 para jornada de 40 horas semanais, contemplando todas as regionais do município. Além desse chamamento inicial, o secretário reforça que estarão disponíveis 1.800 cargos para acategoria.

A coordenadora de educação especial, professora Neuraides Ribeiro, explica que a semana pedagógica, a ser realizada no período que antecederá o início do ano letivo, vai qualificar as cuidadoras de alunos com deficiência. No mesmo período, já estará definida à necessidade a ser preenchida em cada unidade de ensino.

“Na semana pedagógica, as cuidadoras serão recepcionadas e abordaremos em palestra como melhor desempenhar a profissão. Nós faremos a organização e o preenchimento das cuidadoras de acordo com as necessidades. Haverá compartilhamento quando necessário, porém, o mais importante é que todas as unidades de ensino serão contempladas, diante do compromisso da atual gestão municipal em garantir boas condições de aprendizagem aos alunos neuro divergentes”, reforça.

Reconhecimento

A presidente da Associação dos Amigos dos Autistas Neurodiversos e Pessoas com Doenças Raras Presidente (AMAND-MT), Helena Amaral, esteve presente no gabinete do secretário Amauri Monge Fernandes na manhã desta quinta-feira (15).

Ela elogiou as ações da Prefeitura de Cuiabá, ressaltando que é fruto de um diálogo permanente iniciado no primeiro semestre do ano passado.

“Essas medidas começaram a ser desenhadas em abril de 2025 a partir de uma audiência púbica da qual o secretário Amauri Monge fez o compromisso com as crianças atípicas de avançar no atendimento e formação. Foi criada uma comissão permanente da qual faço parte. Esse trabalho é resultado de muito diálogo e saímos satisfeitos porque fomos ouvidas, mas, principalmente, atendidas”.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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José Riva chama Mauro de “falso moralista” e defende denúncia de Janaina sobre caso da Oi

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O ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, José Geraldo Riva, elevou o tom contra o ex-governador Mauro Mendes (União) em meio à disputa eleitoral de 2026. Em declaração divulgada pela Gazeta Digital, Riva classificou Mauro como “falso moralista” ao comentar a Operação Heritage, que investiga um suposto esquema envolvendo um acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa de telefonia Oi.

A investigação apura possíveis irregularidades em um acordo judicial e administrativo que envolveu aproximadamente R$ 308 milhões. A operação foi deflagrada pela Polícia Federal por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) e teve entre as medidas cumpridas a apreensão do passaporte de Mauro Mendes.

Riva saiu em defesa da denúncia apresentada por sua filha, a deputada estadual Janaina Riva (MDB), que atualmente disputa uma vaga ao Senado e tem Mauro como um de seus principais adversários na corrida eleitoral. Segundo o ex-deputado, a denúncia não foi vazia e teria elementos suficientes para justificar a abertura da investigação.

“Quando o STF determina essa operação, é lógico que eles viram fundamento. Não é porque a Janaina fez uma denúncia vazia. Ela existe: são R$ 308 milhões que, comprovadamente, parte foi desviada”, afirmou.

Ao atacar Mauro, Riva também fez referência ao discurso de cobrança moral adotado pelo ex-governador contra adversários políticos. Para ele, antes de apontar erros de outras pessoas, Mauro deveria observar também a própria trajetória e as acusações que agora estão sob investigação.

“Antes de você falar dos outros, você tem que olhar para si. É muito fácil chegar aqui e atacar todo mundo, mas a gente tem que olhar também para nossas práticas”, disparou.

O ex-presidente da Assembleia ainda recorreu ao conhecido ditado “faça o que eu falo, mas não o que eu faço” para reforçar a crítica e afirmou que qualquer pessoa que cometer irregularidades deve responder perante a Justiça, independentemente de posição política.

“A gente erra, a gente paga. Eu paguei, ele vai pagar, e todo mundo que errar está sujeito a pagar perante a Justiça. Não é o Mauro, é o Mauro, é o Lula, é todo mundo que errar”, declarou.

Riva também mencionou os ataques que, segundo ele, sua família sofreu ao longo dos anos e citou nominalmente sua esposa, Janete Riva, afirmando que ela teria sido alvo de críticas de Mauro.

A manifestação ocorre em um momento de forte acirramento entre Mauro Mendes e Janaina Riva. A deputada é uma das principais adversárias do ex-governador na disputa pelo Senado, e o caso envolvendo a Oi se tornou mais um ponto de confronto entre os dois grupos políticos.

Mauro, por sua vez, nega ter obtido qualquer vantagem indevida no acordo e classifica as acusações como uma “armação política” e uma tentativa de desgastá-lo eleitoralmente. Segundo a versão do ex-governador, o entendimento com a Oi teria encerrado um litígio considerado vantajoso para os cofres públicos.

A Operação Heritage investiga justamente se o acordo foi utilizado para mascarar repasses e eventual lavagem de dinheiro público. As apurações apontam que cerca de R$ 308,1 milhões foram movimentados por meio de fundos de investimento e empresas interpostas. Até o momento, as suspeitas são objeto de investigação e não representam condenação dos envolvidos.

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