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Tainá Marrirú é a primeira indígena a disputar o Miss Brasil Mundo

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O Miss Brasil Mundo 2026 entra para a história devido a uma participação inédita: Tainá Marrirú, primeira mulher indígena a disputar o título nacional.

Do povo Karajá e natural de Aldeia de Santa Isabel do Morro, localizada na Ilha do Bananal, em Tocantins, Tainá Marrirú é formada em Educação Física e atua como pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz. Além disso, é atleta e treinadora de vôlei.

A Miss Tocantins participa de concursos de beleza desde os 16 anos. Em 2019 representou o Brasil no Miss Teen Mesoamérica Internacional, ficando em terceiro lugar.

Ela conta que já passou por diversas situações de discriminação durante esta trajetória em busca da afirmação de sua identidade.

“Preconceito é duro, mas a gente tem que pensar a todo instante que nós não somos vítimas dessas histórias. Nós somos nossos protagonistas”.

No campo da pesquisa, o trabalho de Tainá Marrirú tem foco na prevenção do suicídio indígena, utilizando a Educação Física como ferramenta de promoção da saúde mental. A partir desses estudos, ela criou o Projeto Ahãdu, iniciativa voltada ao cuidado físico e emocional de crianças indígenas, integrando esporte, identidade cultural e bem-estar.

O Miss Brasil Mundo 2026 acontece de 28 a 31 de janeiro, em Brasília.


Fonte: EBC Cultura

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Feira do Livro de SP reúne de autores consagrados aos independentes

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Em São Paulo, a quinta edição da Feira do Livro segue até domingo (7) com centenas de autores e expositores na Praça Charles Miller no Pacaembu, com entrada gratuita.

Esse é o quinto ano do festival literário que reúne mais de 160 expositores, entre editoras, livrarias e instituições dedicadas ao livro e à leitura. A programação traz três palcos oficiais e três de atividades paralelas.

O diretor-geral da Feira do Livro, Paulo Werneck, comenta sobre o destaque para a literatura latino-americana.

“A gente sempre teve grandes autores da América Latina visitando a feira. Então vai ter a Pilar Quintana, por exemplo, é uma das maiores autoras do mundo atualmente. Ela escreveu aquele livro A Cachorra, que é um livro muito celebrado. E a Alejandro Droznes, que é um autor que fala sobre a Copa Libertadores da América e a história da América Latina. Vem gente de várias regiões: Chile, Argentina, Colômbia…”

O evento traz autores consagrados como Ana Maria Machado e Silviano Santiago, além de nomes da nova safra, e livreiros independentes de São Paulo, que falam sobre o Mapa das Livrarias de Rua.

A literatura infanto-juvenil marca presença, em atividades como o bate-papo com Madu Costa, autora do livro “Trança a trança”, sobre uma avó que trança o cabelo da neta. A escritora explica que o livro ilustrado celebra o pertencimento e a ancestralidade do povo negro.

“Essa ancestralidade permanece no sorriso que a menina e a avó entregam. Elas de pé no chão, no quilombo, da roda, do contato com a terra.  Dessa coisa da herança ancestral,  num texto que tem tantas camadas, dá um tratado sobre as relações africanas e as heranças africanas na constituição da nossa identidade”.

A feira também discute questões contemporâneas, como o genocídio na Palestina, com o cientista político Norman Finkelstein, e o excesso de tempo de tela entre as crianças, num papo com os escritores infantis Jaminho Alves e Luis Lodi.

A programação da Feira do Livro é gratuita e os detalhes estão no site afeiradolivro.com.br

* Com colaboração de Victor Ribeiro.


Fonte: EBC Cultura

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