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Tainá Marrirú é a primeira indígena a disputar o Miss Brasil Mundo

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O Miss Brasil Mundo 2026 entra para a história devido a uma participação inédita: Tainá Marrirú, primeira mulher indígena a disputar o título nacional.

Do povo Karajá e natural de Aldeia de Santa Isabel do Morro, localizada na Ilha do Bananal, em Tocantins, Tainá Marrirú é formada em Educação Física e atua como pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz. Além disso, é atleta e treinadora de vôlei.

A Miss Tocantins participa de concursos de beleza desde os 16 anos. Em 2019 representou o Brasil no Miss Teen Mesoamérica Internacional, ficando em terceiro lugar.

Ela conta que já passou por diversas situações de discriminação durante esta trajetória em busca da afirmação de sua identidade.

“Preconceito é duro, mas a gente tem que pensar a todo instante que nós não somos vítimas dessas histórias. Nós somos nossos protagonistas”.

No campo da pesquisa, o trabalho de Tainá Marrirú tem foco na prevenção do suicídio indígena, utilizando a Educação Física como ferramenta de promoção da saúde mental. A partir desses estudos, ela criou o Projeto Ahãdu, iniciativa voltada ao cuidado físico e emocional de crianças indígenas, integrando esporte, identidade cultural e bem-estar.

O Miss Brasil Mundo 2026 acontece de 28 a 31 de janeiro, em Brasília.


Fonte: EBC Cultura

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Aplicativo lista e ensina receitas da culinária ancestral baiana

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Várias delícias da culinária ancestral baiana, muitas delas presentes no nosso dia a dia, além das histórias ligadas aos pratos, agora podem ser acessadas gratuitamente no aplicativo e no site “Guia Culinária Afro-Baiana”, que será lançado logo mais, às 19h, na Casa Zumvi, no Rio Vermelho, em Salvador.

O evento contará com um bate-papo sobre “Contribuições africanas para a culinária da Bahia”, com o idealizador do projeto, o pesquisador e doutor em Estudos Étnicos e Africanos, Wagner Rocha.

O guia digital reúne receitas de 31 pratos, onde comê-los e a história dessas iguarias que fazem parte da cultura alimentar. A ideia é conectar saberes, sabores e histórias de quem faz da comida uma forma de existir.

Wagner acredita que o aplicativo contribuirá para a preservação do patrimônio cultural representado pelas comidas e receitas que compõem a culinária brasileira.

“E que o guia surge como essa ferramenta para popularizar esse saber, para tornar esse conhecimento cada vez mais acessível, e que as histórias dos cadernos de receita de mãezinha, de minha avó, das minhas tias, as comidas que eu lembro na infância, das festas populares da Bahia, elas continuem sendo preservadas, especialmente nos restaurantes e estabelecimentos dos bairros, das comunidades periféricas, das periferias de Salvador e de todo o Brasil.”, diz.

Wagner destaca que o novo guia tem também o papel de desmistificar histórias sobre alguns pratos.

“É muito recorrente entre o público em geral imaginar que as comidas à base de vísceras, elas surgiram nas senzalas, a partir dos povos escravizados, utilizando as sobras dos alimentos preparados nas casas-grandes, quando, na verdade, muitas dessas comidas têm origem na Península Ibérica, na Europa. O sarapatel, por exemplo, vem do zarapatel, uma comida espanhola. A feijoada não surgiu nas senzalas. A técnica de cozimento também tem muito a ver com a culinária portuguesa”, fala.

Tanto o aplicativo quanto o site têm interação totalmente intuitiva, com a navegação dependendo do interesse do usuário. Nos destaques do dia, é possível ver fotos dos pratos, descrições e tags culinárias. Já nos verbetes culturais, são contadas a história, a origem e o significado cultural de cada receita. Em outro link, é possível acessar o preparo detalhado com ingredientes, tempo para produção, dificuldade e passo a passo completo.

Para quem quer só saborear e aproveitar as delícias, a plataforma traz os eventos gastronômicos e restaurantes que preservam a tradição culinária, funcionando como um roteiro para quem quer conhecer a gastronomia baiana com influências africanas e indígenas.

*Com produção de Luciene Cruz


Fonte: EBC Cultura

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