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Documentário resgata memória do Cais do Valongo

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O Cais do Valongo, localizado na Zona Portuária do Rio de Janeiro, representa um dos capítulos mais dolorosos e, por muito tempo, esquecidos da história brasileira. Entre 1775 e 1830, foi o maior porto de entrada de africanos escravizados nas Américas.

A história do local, o impacto e as transformações sociais a partir da luta e da resistência do povo negro é tema do documentário “Representando o Passado Morto-Vivo da Escravidão: Contestação e Coprodução Global, Nacional e Local”. A obra é fruto de um projeto coletivo, com participação da UFF, Universidade Federal Fluminense, em parceria com institutos nacionais e internacionais, como explica a professora do departamento de História da UFF, Ynaê Lopes dos Santos, uma das responsáveis pela produção.

 “Esse projeto, ele é capitaneado por uma universidade na Inglaterra e por uma universidade na África do Sul, e no Brasil ele é coordenado por mim, pela Universidade Federal Fluminense. O objetivo do projeto é analisar como a escravidão e o comércio transatlântico de africanos escravizados são lembrados ou esquecidos em diferentes partes do mundo”.

Com financiamento internacional, o filme, ressalta a professora, também prevê revelar as engrenagens de funcionamento do racismo por meio da análise da escravidão e a partir do ponto de vista de pessoas negras.

“Um dos grandes diferenciais desse documentário é que ele é produzido e pensado a partir de uma perspectiva de pessoas negras. Então, as entrevistas que nós fizemos, a forma como o roteiro foi estruturado, tudo isso passa por um crivo de uma intelectualidade e de um movimento social negro que entende que a história da escravidão não é só uma história de dor, mas é, sobretudo, uma história de resistência”.

 O objetivo do longa é ressaltar como a escravidão ainda impacta todos os âmbitos da sociedade e mostrar o passado e o presente de luta e resistência do povo negro.

 “A gente quer mostrar como que o passado da escravidão ele continua ‘morto-vivo’, como diz o título do documentário, nas nossas estruturas sociais, no racismo recreativo, na desigualdade econômica e, principalmente, na forma como a gente lida com a memória desse período”.

 Só no ano passado, o Brasil bateu recorde de denúncias de trabalhadores em condições análogas à escravidão, com mais de 4.500 casos registrados. Para Ynaê, uma maneira de combater essa exploração é retornar às memórias do passado, porém por uma perspectiva de protagonismo negro, um dos objetivos do documentário, que tem previsão de estreia para 2028.


Fonte: EBC Cultura

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Cine Sesi promove oficinas de audiovisual e sessões gratuitas na Bahia

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Mais de 18 filmes, oficinas de capacitação técnica, debates com realizadores e sessões especiais. Tudo isso a partir desta terça-feira (8), no 3º Cine Sesi, com programação nas cidades de Salvador e Cachoeira, na Bahia. 

As atividades desta terça acontecem no Centro Cultural Sesi Casa Branca, no bairro do Caminho de Areia, em Salvador, a partir de 18h30.

Na abertura, serão exibidos curtas, com a presença do Bando de Teatro Olodum, companhia negra com mais de 30 anos de história e homenageada desta edição.

O festival tem mais de uma semana de sessões de cinema e transmissões online para vários públicos. Na sessão Baianinha, curtas infantis contam com atividades pedagógicas logo após a exibição.

Já nas sessões de homenagem, acontece a exibição de importantes longas do cinema nacional, como Ó Paí, Ó, nesta quarta-feira, e Besouro, além do documentário Bando, um Filme, de Lázaro Ramos e Thiago Gomes, na quinta, dia 10.

Nas sessões Memória do Agora, um espaço para produções recentes. Já a sessão Memória e Legado traz as obras consagradas como Longe do Paraíso, de Orlando Senna, e Malês, de Antonio Pitanga.

No dia 15, a programação será no Cine Theatro Cachoeirano, na cidade de Cachoeira.

Em paralelo a tudo isso, estão programados outros eventos e oficinas para a prática do mercado de cinema, como assistente de figurino e atuação.

Os ingressos devem ser retirados nos canais oficiais do evento. Todo festival é de graça e segue até o dia 16 de setembro.

Quem não puder participar de sexta a domingo, ficará disponível uma seleção de filmes no canal do Sesi Bahia no YouTube.


Fonte: EBC Cultura

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