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Morre Influenciador “Xô Mano que Mora Logo Ali” após luta contra o câncer

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O humorista e digital influencer José Didier Provenzano, conhecido como Xô Mano que Mora Logo Ali, morreu na manhã desta quinta-feira (21). Ele estava internado no Hospital de Câncer de Cuiabá.

“Xô Mano” vinha lutando contra um câncer desde o segundo semestre de 2025. Em outubro, ele foi internado no Hospital Geral de Cuiabá após passar mal em casa com um quadro de anemia severa e infecção grave.

Posteriormente, foi transferido para o Hospital de Câncer. Nas redes sociais, ele informou que um câncer que teve um 2020 voltou. Na nova internação, ainda precisou retirar um rim.

Ele seguiu fazendo tratamento com quimioterapia e hemodiálise. Mesmo com a saúde debilitada, seguiu fazendo publicações nas redes sociais, mantendo conteúdo com humor.

Nesta quarta-feira, o influencer retornou ao hospital sentindo muitas dores. Tinha um quadro de infecção e anemia muito grave e acabou não resistindo.

CARREIRA

José Didier Provenzano deu vida ao personagem Xô Mano que Mora Logo Ali em 2014. Na ocasião, usava as redes sociais – Facebook e Instagram – para fazer sátiras sobre Cuiabá, seu linguajar e suas particularidades.

Inicialmente, usava uma máscara, mas depois retirou o adereço e mostrou sua cara.

Com crescimento do personagem, possui quase 300 mil seguidores no Instagram, profissionalizou-se e se tornou um dos mais conhecidos influenciadores cuiabanos.

Ainda não há informações sobre velório e sepultamento.

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A infância não pode esperar

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Por Mohamed Kassen Omais

Neste 27 de julho, quando celebramos o Dia do Pediatra, mais do que homenagear uma especialidade médica, somos convidados a refletir sobre uma responsabilidade que começa muito antes de qualquer doença aparecer: garantir às nossas crianças a oportunidade de crescer e se desenvolver com saúde e qualidade de vida.

A pediatria tem uma particularidade que a torna única: o paciente nem sempre consegue explicar o que sente, muitas vezes não sabe dizer onde dói e, em algumas situações, sequer percebe que algo está diferente. Por isso, cuidar de uma criança exige conhecimento técnico, mas também escuta, observação, sensibilidade e proximidade com a família.

O olhar do pediatra precisa enxergar além da queixa, uma consulta não deve ser apenas uma resposta para uma febre, uma tosse ou uma dor. Ela também é uma oportunidade para acompanhar o crescimento, observar o desenvolvimento, avaliar hábitos, orientar a alimentação, conferir a vacinação e conversar sobre aspectos que fazem parte da rotina daquela criança.

É nesse acompanhamento contínuo que a prevenção ganha força.

Uma criança acompanhada de perto permite que mudanças sejam percebidas com mais rapidez. Alterações no desenvolvimento, dificuldades de aprendizagem, problemas relacionados ao sono, questões nutricionais ou sinais que indiquem a necessidade de uma avaliação especializada podem ser identificados mais cedo. E, na saúde, reconhecer um problema no momento certo pode mudar completamente o caminho a ser seguido.

Por isso, o cuidado pediátrico não deve ser lembrado somente quando a criança adoece.

Como médico e pediatra, aprendi que cada criança traz consigo uma realidade diferente. Não existe cuidado verdadeiramente integral sem considerar o ambiente em que ela vive, as relações que estabelece e as condições que influenciam sua saúde. Por isso, o diálogo com os pais e responsáveis é parte essencial do nosso trabalho.

Neste Dia do Pediatra, minha homenagem vai para todos os profissionais que escolheram dedicar sua trajetória à infância. Mas também deixo um convite às famílias: não esperem a doença para procurar cuidado. O acompanhamento regular, a prevenção e a orientação médica são investimentos que podem produzir resultados para toda a vida.

A infância passa rápido. O cuidado, quando chega no tempo certo, pode deixar marcas para sempre.

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