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Abilio vê projeto de Paula prejudicado com adiamento de eleição da Mesa Diretora

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que o possível adiamento da eleição da Mesa Diretora da Câmara pode acabar prejudicando o projeto da presidente da Casa, Paula Calil (PL), que tenta viabilizar a reeleição para o biênio 2027/2028.

A declaração foi dada após vereadores iniciarem discussões para mudar para novembro a data do pleito interno, atualmente marcado para 25 de agosto.

A proposta surgiu depois da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que anulou a eleição antecipada da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande por entender que a votação ocorreu fora do princípio da contemporaneidade.

Questionado se a mudança poderia beneficiar o grupo de Paula ao dar mais tempo para articulações, Abilio avaliou que o cenário tende a gerar desgaste político prolongado.

“Não sei. Eu acho pior, porque protela, deixa mais para frente e essa situação fica complicada por mais tempo. Por mim, entendo que se não tivesse problema, se tivesse uma questão de legalidade, a data era agora, mas acho que eles terão que rever isso”, afirmou.

Apesar de apoiar o nome de Paula para permanecer no comando da Câmara, o prefeito reconheceu que há risco jurídico caso a eleição seja mantida em agosto. Segundo ele, o entendimento consolidado pelo STF em casos semelhantes abre espaço para judicialização.

“O fato hoje é que existe um risco. Se os vereadores quiserem correr esse risco, qualquer um pode judicializar. Acredito que há uma probabilidade muito grande de ganhar na Justiça, derrubando a data da votação”, disse.

Abilio destacou que o Regimento Interno da Câmara de Cuiabá prevê há anos a realização da eleição no dia 25 de agosto, mas ponderou que recentes decisões do Supremo mudaram o cenário jurídico.

“Por mais que já tenha no município de Cuiabá, no regimento interno, há muitos anos a data do dia 25, a partir do momento que há uma alteração de decisão e um entendimento coletivo do Supremo Tribunal Federal, não sobre uma única ação, mas sobre mais de dez ações que já foram apresentadas, e eles formaram um entendimento”, argumentou.

A principal proposta em discussão é uma emenda apresentada pelo vereador Mário Nadaf (PV), que prevê a realização da eleição da Mesa Diretora na primeira semana de novembro, após as eleições estaduais de outubro.

Para Abilio, insistir na votação antecipada pode expor a Câmara a uma derrota judicial.

“Fazer uma votação no dia 25 só para expor a Câmara, não sei se acho que é prudente. Mas se caso eles quiserem, é decisão deles”, completou.

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Cuiabá

“Estranho é achar ruim combater facção”, diz Abilio após Lula criticar decisão dos EUA sobre PCC e CV

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que considera “estranho” qualquer reação contrária à decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

A declaração foi dada ao comentar os desdobramentos da medida anunciada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que oficializou a inclusão das duas facções brasileiras na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras.

Durante entrevista, Abilio defendeu que as facções criminosas recebam o tratamento mais rigoroso possível por parte das autoridades. Segundo ele, o reconhecimento internacional pode fortalecer ações de combate ao crime organizado. O prefeito citou, inclusive, manifestações do governador Mauro Mendes, que também sinalizou apoio ao endurecimento das medidas contra organizações criminosas que atuam em Mato Grosso.

A medida anunciada pelos Estados Unidos passa a valer a partir de 5 de junho e permite que o governo norte-americano amplie mecanismos de bloqueio financeiro, sanções e monitoramento de atividades ligadas às facções. Marco Rubio afirmou que PCC e Comando Vermelho estão entre as organizações criminosas mais violentas do Brasil e possuem ramificações que alcançam outros países da América Latina e até mesmo território norte-americano.

Questionado sobre críticas de especialistas que apontam possíveis impactos diplomáticos e riscos para a cooperação entre Brasil e Estados Unidos, Abilio rebateu. “Se alguma representação da segurança nacional entende que os Estados Unidos, dentro da sua legalidade, dentro do seu território, reconhecer que o PCC e o Comando Vermelho são organizações terroristas vai prejudicar a relação, estranho está essa relação”, afirmou.

O prefeito também disse considerar incoerente qualquer resistência ao enfrentamento das facções criminosas. “Estranho está quem quer achar que a relação só fica boa se os Estados Unidos não perseguirem ou não combaterem o crime organizado e as facções criminosas no Brasil”, declarou.

A decisão norte-americana provocou reações dentro do governo federal. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a classificação e afirmou que o combate às facções deve ser conduzido pelas autoridades brasileiras, dentro das leis e da soberania nacional. O tema passou a gerar debate entre integrantes do governo, parlamentares e especialistas em segurança pública.

Além das discussões políticas, a medida também levantou questionamentos sobre possíveis reflexos nas relações diplomáticas e na cooperação entre os dois países no combate ao crime transnacional. Nos Estados Unidos, a justificativa apresentada pelo governo é de que PCC e Comando Vermelho ampliaram sua atuação para além das fronteiras brasileiras, movimentando recursos e mantendo conexões internacionais.

Ao comentar o assunto, Abilio voltou a reforçar o foco no combate ao crime organizado. “Estranho é um Ministério da Justiça, estranho é algum representante das forças armadas achar ruim combater facção criminosa”, afirmou. Para o prefeito, o debate deve estar concentrado no enfrentamento das organizações criminosas e não nas críticas à decisão adotada pelos Estados Unidos.

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