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Paula Calil anuncia concurso para ampliar número de servidores da Câmara de Cuiabá

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Cuiabá

A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), anunciou o início do planejamento para a realização de um concurso público no Legislativo cuiabano. A medida tem como objetivo fortalecer a estrutura administrativa da Casa, ampliar o quadro de servidores efetivos e garantir mais eficiência nos serviços prestados à população.

As primeiras tratativas ocorreram durante uma reunião com representantes da Controladoria Interna, Procuradoria da Câmara, Secretaria de Gestão Orçamentária e Financeira e especialistas na área de concursos públicos. O encontro teve como foco a discussão de aspectos técnicos, administrativos e jurídicos necessários para a realização do certame.

“O fortalecimento da Câmara passa pela valorização do servidor efetivo e pela construção de uma estrutura técnica permanente, preparada para atender a população com eficiência e responsabilidade”, afirmou Paula Calil.

Os estudos em andamento avaliam a criação e ampliação de cargos efetivos em áreas estratégicas, como controle interno, tecnologia da informação, gestão administrativa, licitação, procuradoria e apoio técnico especializado.

A proposta preliminar prevê a criação de até 43 cargos efetivos, distribuídos entre funções de níveis fundamental, médio e superior. A iniciativa atende recomendações dos órgãos de controle e busca ampliar a capacidade operacional e fiscalizatória do Legislativo municipal.

Durante a reunião, também foram discutidos o cronograma preliminar, os critérios técnicos para a realização do concurso, os mecanismos de transparência e as medidas de segurança jurídica que irão nortear o processo.

A Câmara reforçou que o planejamento ainda está em fase inicial e que não houve definição de banca organizadora nem contratação de empresa responsável pelo concurso. Todo o processo seguirá os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, conforme prevê a legislação.

A data de realização do concurso, assim como o edital e o número definitivo de vagas, será divulgada após a conclusão dos estudos técnicos e dos procedimentos administrativos necessários para a implantação do certame.

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Cuiabá

“Estranho é achar ruim combater facção”, diz Abilio após Lula criticar decisão dos EUA sobre PCC e CV

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que considera “estranho” qualquer reação contrária à decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

A declaração foi dada ao comentar os desdobramentos da medida anunciada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que oficializou a inclusão das duas facções brasileiras na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras.

Durante entrevista, Abilio defendeu que as facções criminosas recebam o tratamento mais rigoroso possível por parte das autoridades. Segundo ele, o reconhecimento internacional pode fortalecer ações de combate ao crime organizado. O prefeito citou, inclusive, manifestações do governador Mauro Mendes, que também sinalizou apoio ao endurecimento das medidas contra organizações criminosas que atuam em Mato Grosso.

A medida anunciada pelos Estados Unidos passa a valer a partir de 5 de junho e permite que o governo norte-americano amplie mecanismos de bloqueio financeiro, sanções e monitoramento de atividades ligadas às facções. Marco Rubio afirmou que PCC e Comando Vermelho estão entre as organizações criminosas mais violentas do Brasil e possuem ramificações que alcançam outros países da América Latina e até mesmo território norte-americano.

Questionado sobre críticas de especialistas que apontam possíveis impactos diplomáticos e riscos para a cooperação entre Brasil e Estados Unidos, Abilio rebateu. “Se alguma representação da segurança nacional entende que os Estados Unidos, dentro da sua legalidade, dentro do seu território, reconhecer que o PCC e o Comando Vermelho são organizações terroristas vai prejudicar a relação, estranho está essa relação”, afirmou.

O prefeito também disse considerar incoerente qualquer resistência ao enfrentamento das facções criminosas. “Estranho está quem quer achar que a relação só fica boa se os Estados Unidos não perseguirem ou não combaterem o crime organizado e as facções criminosas no Brasil”, declarou.

A decisão norte-americana provocou reações dentro do governo federal. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a classificação e afirmou que o combate às facções deve ser conduzido pelas autoridades brasileiras, dentro das leis e da soberania nacional. O tema passou a gerar debate entre integrantes do governo, parlamentares e especialistas em segurança pública.

Além das discussões políticas, a medida também levantou questionamentos sobre possíveis reflexos nas relações diplomáticas e na cooperação entre os dois países no combate ao crime transnacional. Nos Estados Unidos, a justificativa apresentada pelo governo é de que PCC e Comando Vermelho ampliaram sua atuação para além das fronteiras brasileiras, movimentando recursos e mantendo conexões internacionais.

Ao comentar o assunto, Abilio voltou a reforçar o foco no combate ao crime organizado. “Estranho é um Ministério da Justiça, estranho é algum representante das forças armadas achar ruim combater facção criminosa”, afirmou. Para o prefeito, o debate deve estar concentrado no enfrentamento das organizações criminosas e não nas críticas à decisão adotada pelos Estados Unidos.

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