Cuiabá

Abilio ironiza acusações de pedalada fiscal e cita pedal da Semob

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Cuiabá

 O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), ironizou nesta segunda-feira (2) as acusações de que a Prefeitura teria praticado pedaladas fiscais relacionadas à execução orçamentária da Educação. A declaração foi dada durante entrevista coletiva ao comentar questionamentos feitos por adversários políticos sobre restos a pagar deixados para o exercício seguinte.

Ao abordar o tema, Abilio fez referência ao tradicional Pedal da Semob, realizado semanalmente na Orla do Porto. “Toda terça-feira tem um pedal da Semob saindo da Orla do Porto. Inclusive eu pretendo dar uma passada lá hoje”, brincou. (Rdnews)

Em tom descontraído, o prefeito afirmou que as únicas pedaladas que apoia são as realizadas de bicicleta. “É importante que as pedaladas sejam na bicicleta e não em outros rolos”, disse, em referência às críticas direcionadas à administração municipal.

Na sequência, Abilio negou qualquer irregularidade fiscal e argumentou que os restos a pagar fazem parte da execução financeira prevista na legislação orçamentária. Segundo ele, a prática é autorizada pela Lei Orçamentária Anual (LOA) e ocorre regularmente na administração pública.

O prefeito ainda acusou adversários de distorcerem informações para construir narrativas políticas. “Aquilo que eles chamam de pedalada, a gente chama de LOA. A LOA prevê a possibilidade de execução financeira com restos a pagar para o ano seguinte”, afirmou. Segundo Abilio, a gestão continuará prestando esclarecimentos aos órgãos de controle sempre que houver questionamentos sobre a execução das contas públicas.

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Cuiabá

Dra. Mara cobra soluções para pontos finais precários do transporte coletivo em Cuiabá

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Fiscalizações realizadas pela vereadora revelaram problemas estruturais, falta de manutenção e condições precárias enfrentadas por motoristas e usuários; audiência buscou identificar responsáveis e cobrar soluções

A situação dos pontos finais do transporte coletivo de Cuiabá esteve no centro de uma audiência pública realizada nesta quarta-feira (3), na Câmara Municipal.

Convocado pela vereadora Dra. Mara, o debate reuniu representantes da Prefeitura, órgãos de fiscalização, concessionárias, trabalhadores e usuários do sistema para discutir problemas que, segundo a parlamentar, se arrastam há anos sem solução definitiva.

A audiência teve como ponto de partida fiscalizações realizadas pela própria vereadora em diferentes regiões da Capital. Durante as visitas, foram constatadas estruturas deterioradas, banheiros em condições inadequadas de uso e ausência de espaços apropriados para descanso e alimentação dos motoristas.

Ao apresentar os relatos, Dra. Mara questionou quem responde pela manutenção dos pontos finais e quais medidas efetivas estão sendo adotadas para corrigir as irregularidades encontradas.
“O que vimos em campo demonstra uma realidade que não pode ser ignorada. Existem trabalhadores cumprindo jornadas extensas sem a estrutura mínima necessária, enquanto a população também enfrenta dificuldades diariamente. Precisamos identificar responsabilidades e cobrar providências”, afirmou.

Durante o debate, uma das principais questões levantadas foi justamente a divisão de atribuições entre o município, as empresas concessionárias e os órgãos responsáveis pela fiscalização do sistema.
Representantes da administração pública e da agência reguladora apresentaram esclarecimentos sobre as competências de cada setor, mas a discussão evidenciou a necessidade de maior integração e fiscalização permanente.

Dados apresentados pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana apontam que o transporte coletivo de Cuiabá movimenta mais de 156 mil passageiros por dia e opera com 91 linhas. Apesar dos investimentos anunciados pela gestão municipal e da renovação da frota, usuários e trabalhadores relataram que problemas estruturais continuam presentes em diversos pontos da cidade.

Outro tema que chamou atenção foi o volume de recursos públicos destinados ao sistema. Segundo informações apresentadas pelo prefeito Abilio Brunini, o custo operacional da tarifa ultrapassa R$ 11 por passageiro, enquanto o usuário paga R$ 4,95, sendo a diferença subsidiada pelo município. O dado reforçou questionamentos sobre a qualidade dos serviços oferecidos diante dos investimentos realizados.

Ao final da audiência, Dra. Mara defendeu que os encaminhamentos não fiquem apenas no campo das discussões e resultem em medidas concretas.
Para a parlamentar, o primeiro passo é garantir transparência sobre as responsabilidades de cada ente envolvido e estabelecer um cronograma de ações para corrigir as deficiências identificadas nas fiscalizações.

“O cidadão paga a tarifa, o município investe recursos públicos e os trabalhadores mantêm o sistema funcionando. O mínimo que se espera é respeito e condições adequadas para todos. Nossa função agora é acompanhar os desdobramentos e cobrar que as soluções saiam do papel”, concluiu.

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