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Mato Grosso e Pará chegam a consenso no STF para regularizar imóveis na divisa entre os estados

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As Procuradorias Gerais de Mato Grosso e do Pará vão iniciar um processo conjunto de regularização fundiária e mapeamento cartográfico na região de divisa entre os dois Estados.

“Essa conciliação representa um primeiro passo formal de cooperação entre os dois estados para resolver os impactos administrativos, fundiários e sociais decorrentes da definição da linha divisória entre Mato Grosso e Pará. O acordo firmado permite avançar na construção de soluções técnicas e jurídicas para garantir segurança aos produtores rurais, regularidade dos registros imobiliários e proteção aos direitos da população que vive e trabalha na região”, afirmou o procurador-geral de Mato Grosso, Francisco Lopes.

O consenso foi firmado durante reunião, nesta quarta-feira (10.6), no Supremo Tribunal Federal (STF), após a audiência de conciliação que discutiu os efeitos da decisão que manteve os limites territoriais entre Mato Grosso e Pará. Na área em questão, vivem 12 mil paraenses em uma área de 600 mil hectares paralela a Paranaíta e Vila Rica e que dependem dos serviços públicos municipais e estaduais de Mato Grosso, como saúde, educação e segurança.

Pelo termo firmado, os estados se comprometeram a realizar, em até 30 dias, um mapeamento cartográfico conjunto dos imóveis titulados por Mato Grosso que estejam localizados em território paraense, conforme a linha divisória definida na Ação Cível Originária (ACO) 714. O objetivo é identificar e organizar as informações fundiárias necessárias para a regularização dessas propriedades.

Um levantamento do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat) apontou a existência de pelo menos 123 títulos definitivos expedidos por Mato Grosso entre 1959 e 1966 em áreas que, pela decisão do STF, pertencem ao Pará. Essas propriedades abrangem mais de 600 mil hectares e criam um cenário de insegurança para produtores e moradores da região.

Na sequência, o Estado do Pará deverá apresentar ao STF um compilado de dados dos imóveis para que sejam solicitadas aos cartórios de registro de imóveis as cadeias dominiais completas, desde a origem dos títulos. Após a entrega das informações cartorárias, Mato Grosso e Pará terão 90 dias para elaborar um diagnóstico da regularização fundiária e apresentar um plano de trabalho conjunto.

Além das medidas fundiárias, Mato Grosso pediu prazo adicional de 30 dias para apresentar novas propostas de acordo para os serviços públicos das demais áreas. O Pará terá mais 30 dias para analisar essas sugestões, e as partes poderão solicitar nova audiência de conciliação para discutir pontos ainda pendentes.

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Potência econômica, Rondonópolis precisa avançar na industrialização, diz presidente da Fiemt

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Evento organizado pela Casa da Indústria formada Sindimec Sul, Siar Sul MT e Sinduscon Sul MT,  reuniu empresários para debater o desenvolvimento do setor

Foto:Marcos Miraglia – Ascom Prefeitura de Rondonópolis

A necessidade de ampliar a industrialização de Rondonópolis foi o principal tema da 8ª edição do Café da Indústria, realizada nesta terça-feira (09.06). O encontro reuniu empresários, lideranças do setor produtivo, autoridades e contou com a presença do presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel, e do prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira.

Durante o evento, Silvio Rangel apresentou um panorama econômico elaborado pelo Observatório de Mato Grosso, destacando que Rondonópolis segue como um dos principais pólos econômicos do estado. O município possui o segundo maior Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso, com R$ 16,57 bilhões, e concentra uma das mais importantes estruturas logísticas do país, com o maior terminal ferroviário de grãos da América Latina.

Apesar dos avanços, os dados mostram que a participação da indústria na economia local tem permanecido praticamente estável nos últimos dez anos. Em 2016, o PIB industrial representava 26% da economia municipal. Em 2023, essa participação foi de 24%. No mercado de trabalho, a indústria respondia por 22% dos empregos formais em 2016 e passou para 20% em 2025.

“Rondonópolis é um dos grandes motores econômicos de Mato Grosso. Tem localização estratégica, infraestrutura logística diferenciada, grandes empresas instaladas e uma vocação natural para a industrialização. Mas os números mostram que precisamos avançar. A economia da cidade cresceu, porém a participação da indústria permanece praticamente no mesmo patamar há uma década. Precisamos transformar ainda mais nossa produção em produtos industrializados, agregando valor, gerando empregos de qualidade e aumentando a competitividade da região”, afirmou o presidente da Fiemt, Silvio Rangel.

Segundo os dados apresentados, Rondonópolis possui atualmente 1.361 indústrias, responsáveis por mais de 16,2 mil empregos formais. O setor industrial representa 24% do PIB municipal, índice superior à média estadual, e continua sendo um dos principais indutores do crescimento econômico local.

O prefeito Cláudio Ferreira destacou que a administração municipal tem trabalhado para criar um ambiente favorável aos investimentos, com foco na liberdade econômica, redução da burocracia e execução de projetos estruturantes.

“Nosso compromisso é criar as condições para que quem produz, investe e gera empregos possa crescer. Não aumentamos impostos, reduzimos burocracias, regulamentamos a Lei da Liberdade Econômica e estamos investindo em infraestrutura, educação, saúde e mobilidade urbana. Rondonópolis tem potencial para ser uma das cidades mais competitivas do Brasil e queremos construir esse futuro em parceria com o setor produtivo”, afirmou o prefeito.

Cláudio Ferreira também ressaltou a importância da articulação institucional para viabilizar investimentos estratégicos para o município, citando obras de infraestrutura, melhorias na saúde pública e ações voltadas à qualificação profissional como fatores fundamentais para sustentar o crescimento econômico nos próximos anos.

O Café da Indústria é um tradicional encontro de networking e debate promovido pela Casa da Indústria de Rondonópolis, vinculada à Fiemt. O evento reúne empresários, lideranças e autoridades para discutir temas relacionados ao desenvolvimento econômico, políticas públicas e oportunidades de negócios para a região.

A organização do evento é realizada pelos sindicatos que compõem a Casa da Indústria de Rondonópolis: Sindimec Sul; Siar Sul MT e Sinduscon Sul MT, além de diretores da Fiemt no município.

Texto: Ana Rosa Fagundes – Ascom Fiemt

Foto:Marcos Miraglia – Ascom Prefeitura de Rondonópolis

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