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Projeto isenta setor agropecuário de corte linear em incentivos tributários

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O Projeto de Lei Complementar (PLP) 34/26, do deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), exclui os incentivos tributários do setor agropecuário da redução linear de benefícios fiscais federais prevista na Lei Complementar 224/25. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.

A lei instituiu um regime de revisão estrutural de incentivos e benefícios tributários federais, com corte linear e poucas exceções. O projeto busca incluir entre essas exceções os tratamentos tributários relativos a insumos agropecuários e aos créditos presumidos vinculados à cadeia do agro (desde sementes e adubos ao frango, porco, laranja, café, algodão e outros produtos).

Impacto estimado
Segundo Lupion, a redução linear poderia gerar um impacto de aproximadamente R$ 4,3 bilhões apenas em insumos agropecuários – como defensivos, sementes, adubos e fertilizantes – e de R$ 1,5 bilhão na distribuição desses produtos.

Estudos setoriais citados pelo autor apontam ainda efeitos sobre cadeias como: soja e biodiesel (cerca de R$ 500 milhões), aves, ovos e suínos (entre R$ 350 e R$ 400 milhões), lácteos (cerca de R$ 280 milhões) e carne bovina (cerca de R$ 520 milhões).

Para Lupion, esses números mostram que os incentivos em questão não funcionam como privilégio setorial, mas como mecanismos de neutralidade econômica para evitar a cumulatividade tributária em cadeias produtivas longas e intensivas em insumos.

A aplicação do corte linear sobre insumos agropecuários e créditos presumidos recompõe carga tributária justamente onde o sistema deveria garantir neutralidade de custos, na opinião de Lupion. “A redução linear, aplicada sem distinção entre ‘gasto tributário’ e ‘incentivo de neutralidade produtiva’, termina por internalizar tributo como custo, reforçando cumulatividade econômica e deteriorando a competitividade do agro brasileiro”, argumentou.

O deputado alerta ainda para o risco de repasse inflacionário, especialmente em alimentos e combustíveis, com impacto direto sobre o poder de compra da população.

Próximos passos
Ainda não foram definidas as comissões que analisarão o texto. O Plenário da Câmara aprovou, em maio, regime de urgência para o projeto; com isso, ele pode ser votado diretamente no Plenário, sem passar antes pelas comissões da Câmara.

Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei complementar

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Ana Chalub

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Cuiabá

Ex-chefe de gabinete de Katiuscia Mantelli assume Secretaria de Cultura; Secom segue sem comando

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A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Paula Calil (PL), nomeou Felipe Motta Carvalho e Oliveira como o novo secretário de Apoio à Cultura da Câmara Municipal. Ele assume no lugar de Daniele Rocha Rafael Alves, que ficou pouco mais de um mês na função. O novo gestor é ex-chefe de gabinete da vereadora Katiuscia Mantelli (Podemos).

Já Kelwin Lucas Teixeira foi escolhido como o novo secretário de Patrimônio e Serviços. Ele foi nomeado no lugar de Elaine Freire Alves. O novo gestor era assessor parlamentar do vereador Kássio Coelho (Podemos).

As nomeações ocorreram após exonerações retroativas publicadas pela chefe do Legislativo e mostram uma recomposição parcial do primeiro escalão da Casa. A Secretaria de Comunicação (Secom) segue sem titular desde a saída do jornalista Everaldo José da Silva, o Ever Jota.

O comunicador era indicação de Katiuscia, acordo firmado durante as negociações para a escolha da novo presidente da Câmara no biênio 2025-2026. Com a saída de Ever, segundo apurou a reportagem, houve um acerto para que ela indicasse o novo gestor da Cultura. Felipe foi o escolhido.

O combinado entre Paula e Katiuscia não deve prosseguir para a próxima eleição da Mesa Diretora. Isso porque a parlamentar do Podemos já informou que não votará a favor do projeto de resolução apresentado pelo vereador Marcus Brito Júnior (PV) para permitir que Paula se candidate à reeleição. Já Kássio é integrante de um grupo de 14 parlamentares que apoiam Calil.

Os novos secretários

Felipe e Kelwin estão nos cargos desde quinta-feira (9). As exonerações de Daniele e Elaine foram publicadas com efeitos retroativos. Daniele deixou a Secretaria de Apoio à Cultura a partir de 7 de julho, enquanto Elaine foi exonerada da Secretaria de Patrimônio e Serviços a partir de 8 de julho.

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