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Júlio Campos denuncia supostas tentativas de cooptação antes de convenção do União Brasil

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O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) afirmou nesta quarta-feira (15) que aliados do senador Jayme Campos receberam denúncias sobre supostas tentativas de influenciar convencionais do partido às vésperas da convenção estadual da sigla, marcada para o dia 30 de julho. O encontro definirá se o União Brasil lançará candidatura própria ao Governo de Mato Grosso ou manterá apoio ao projeto de reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

Segundo o parlamentar, os relatos partiram de filiados do interior do Estado, que informaram sobre a atuação de emissários junto a prefeitos e convencionais para tentar interferir no resultado da votação.

Ao comentar o assunto, Júlio afirmou que as movimentações já estariam ocorrendo.

“Já começou. Nós estamos ainda recebendo as denúncias do interior, de que alguns emissários já estão chegando a determinados convencionais do partido, oferecendo coisas”, declarou.

O deputado ressaltou, no entanto, que o grupo ainda reúne informações antes de adotar qualquer medida formal. De acordo com ele, caso as denúncias sejam confirmadas, o episódio será levado ao Ministério Público Eleitoral para investigação.

“Nós estamos patrulhando isso, porque isso é caso de gravidade. Se isso realmente for constatado, nós vamos acionar o Ministério Público Eleitoral para acompanhar de perto isso”, afirmou.

Apesar das suspeitas levantadas, Júlio Campos demonstrou confiança no resultado da convenção e disse acreditar que os convencionais manterão independência na decisão sobre os rumos do partido.

“Estamos plenamente confiantes de que a grande maioria dos militantes, filiados e convencionais são pessoas dignas, honradas, que não vão aceitar propostas indecorosas vindas de determinados empresários que têm grandes interesses no Governo de Mato Grosso”, declarou.

A convenção estadual do União Brasil será responsável por definir a posição da legenda para as eleições estaduais, em um cenário de disputa interna entre os grupos que defendem candidatura própria e aqueles favoráveis à manutenção da aliança com o Republicanos.

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Prestadora de serviço aciona Justiça e cobra indenização de R$ 65 mil por trabalho em pesquisa ligada a Fávaro

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Uma prestadora de serviços entrou com uma ação na Justiça contra o senador Carlos Fávaro (PSD), cobrando indenização de R$ 65 mil por danos morais, após alegar ter sido submetida a condições consideradas degradantes durante a realização de uma pesquisa de campo em Cuiabá.

A ação foi protocolada no dia 26 de junho por Patrícia Cristina da Silva. Segundo a petição, ela teria sido contratada em maio para aplicar questionários em bairros da periferia da Capital, incluindo Pedra 90 e Tijucal, em um trabalho que teria sido solicitado pela equipe ligada ao senador.

De acordo com a autora da ação, os prestadores de serviço enfrentavam longos períodos de trabalho em áreas externas, sob altas temperaturas, sem que fosse disponibilizada água potável pela equipe responsável pela contratação.

A mulher relata ainda que o acordo inicial previa o pagamento fixo de R$ 1.850,00 pela realização da atividade. Porém, conforme a ação, posteriormente teria ocorrido uma mudança na forma de remuneração, que passou a considerar pagamento por comissão conforme a quantidade de pesquisas realizadas e comprovadas.

Na petição, Patrícia afirma que realizou 499 questionários durante o período contratado, mas que parte do trabalho não teria sido remunerada. Ela também relata que havia cobrança de envio de fotos das residências visitadas por meio do aplicativo WhatsApp, como forma de acompanhamento da execução do serviço.

A ação judicial solicita o pagamento de indenização por danos morais em razão das condições relatadas pela prestadora. O trabalho mencionado no processo não consta na prestação de contas do senador Carlos Fávaro junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O caso agora deverá ser analisado pela Justiça, que irá avaliar os argumentos apresentados pela autora e as eventuais manifestações da parte citada no processo.

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