Várzea Grande
Prestadora de serviço aciona Justiça e cobra indenização de R$ 65 mil por trabalho em pesquisa ligada a Fávaro
Várzea Grande
Uma prestadora de serviços entrou com uma ação na Justiça contra o senador Carlos Fávaro (PSD), cobrando indenização de R$ 65 mil por danos morais, após alegar ter sido submetida a condições consideradas degradantes durante a realização de uma pesquisa de campo em Cuiabá.
A ação foi protocolada no dia 26 de junho por Patrícia Cristina da Silva. Segundo a petição, ela teria sido contratada em maio para aplicar questionários em bairros da periferia da Capital, incluindo Pedra 90 e Tijucal, em um trabalho que teria sido solicitado pela equipe ligada ao senador.
De acordo com a autora da ação, os prestadores de serviço enfrentavam longos períodos de trabalho em áreas externas, sob altas temperaturas, sem que fosse disponibilizada água potável pela equipe responsável pela contratação.
A mulher relata ainda que o acordo inicial previa o pagamento fixo de R$ 1.850,00 pela realização da atividade. Porém, conforme a ação, posteriormente teria ocorrido uma mudança na forma de remuneração, que passou a considerar pagamento por comissão conforme a quantidade de pesquisas realizadas e comprovadas.
Na petição, Patrícia afirma que realizou 499 questionários durante o período contratado, mas que parte do trabalho não teria sido remunerada. Ela também relata que havia cobrança de envio de fotos das residências visitadas por meio do aplicativo WhatsApp, como forma de acompanhamento da execução do serviço.
A ação judicial solicita o pagamento de indenização por danos morais em razão das condições relatadas pela prestadora. O trabalho mencionado no processo não consta na prestação de contas do senador Carlos Fávaro junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O caso agora deverá ser analisado pela Justiça, que irá avaliar os argumentos apresentados pela autora e as eventuais manifestações da parte citada no processo.
Várzea Grande
Wanderley Cerqueira diz que alertou Várzea Grande sobre risco de colapso financeiro desde o início do ano
O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira, afirmou que vem alertando a população e a administração municipal, desde o início de 2026, sobre o risco de uma grave crise financeira no município.
Segundo o parlamentar, diversas entrevistas concedidas ao longo do ano trouxeram advertências sobre o comprometimento do orçamento da Prefeitura de Várzea Grande, em razão de adesões de atas, gastos elevados e da ausência de um controle financeiro mais rigoroso por parte da gestão municipal.
“Desde o começo do ano venho alertando que Várzea Grande poderia enfrentar uma situação muito difícil até o final de 2026. Como contador e auditor público, acompanho os números do município e sempre manifestei preocupação com o rumo das contas públicas”, declarou Wanderley Cerqueira.
Declaração de calamidade financeira
A manifestação do presidente ocorre após a prefeita Flávia Moretti publicar o Decreto nº 68/2026, que declarou situação de calamidade financeira e fiscal por 180 dias e estabeleceu medidas de contenção de despesas.
O decreto aponta, entre os principais fatores da crise, o bloqueio judicial de R$ 19,7 milhões referentes a precatórios, além de restrições orçamentárias e insuficiência de caixa para manutenção dos serviços públicos essenciais.
Críticas à condução da crise
Na avaliação de Wanderley Cerqueira, a atual situação confirma os alertas que ele vinha fazendo ao longo do ano. O presidente da Câmara também rebate interpretações de que o Legislativo teria responsabilidade pela crise financeira enfrentada pelo município.
“O papel da Câmara sempre foi fiscalizar e alertar. Nós fizemos isso. Não é correto atribuir ao Legislativo uma responsabilidade que decorre da gestão financeira do Executivo”, afirmou.
Debate sobre a Câmara
O tema ganhou força após a Prefeitura encaminhar pedido de reconhecimento da calamidade financeira à Câmara Municipal para fins de aplicação dos efeitos previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal.
Aliados do presidente sustentam que os alertas feitos por Wanderley Cerqueira não foram considerados pela administração municipal. Já a Prefeitura argumenta que as medidas adotadas agora são necessárias para preservar a continuidade dos serviços essenciais e recuperar o equilíbrio das contas públicas.
Formação técnica
Wanderley Cerqueira tem destacado sua formação como contador e auditor público para justificar as advertências feitas anteriormente sobre a situação fiscal do município. Segundo ele, a combinação de despesas elevadas, contratos e compromissos financeiros poderia levar Várzea Grande a uma situação de forte restrição orçamentária.
Com a declaração oficial de calamidade financeira pela Prefeitura, o debate entre Executivo e Legislativo tende a se intensificar nos próximos dias, especialmente em torno do reconhecimento formal da crise pela Câmara Municipal e das medidas de recuperação fiscal propostas pela gestão.
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