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Águas Cuiabá é condenada por cobrar taxa indevida e cortar água de morador da capital

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vela-se indevida, pois representa tentativa de repasse ao consumidor de custo que integra o risco da atividade econômica da concessionária”, registrou.

Além disso, a Justiça considerou ilegal a interrupção do fornecimento de água motivada pelo não pagamento da tarifa questionada. Segundo a decisão, a suspensão só é válida quando baseada em débito legítimo, o que não ocorreu no caso analisado. “A interrupção de serviço essencial somente se legitima quando fundada em inadimplemento de obrigação válida, o que não se verifica”, pontuou o juiz.

O entendimento também levou em conta que o fornecimento de água é um serviço essencial e deve ser prestado de forma contínua. Para o magistrado, a conduta da empresa violou princípios fundamentais, como a dignidade da pessoa humana.

Diante disso, a concessionária foi condenada ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 3 mil, além de ser obrigada a restabelecer o fornecimento de água de forma definitiva. A decisão também declarou inexigível a cobrança de R$ 658,22 referente à taxa de ligação.

Na fundamentação, o juiz ressaltou que a privação de água vai além de mero aborrecimento. “A privação de serviço essencial ultrapassa o dissabor cotidiano e atinge diretamente a esfera existencial do consumidor”, destacou.

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Diamantino

Órgãos públicos se reúnem para revisar fluxograma de emissão de declarações de óbito em Diamantino

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A Prefeitura de Diamantino, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou, no dia 8 de outubro, na Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), campus Diamantino, uma reunião com representantes de órgãos públicos para discutir a reorganização do fluxograma de emissão de Declaração de Óbito (DO) no município.

O encontro contou com a participação de representantes da Secretaria Municipal de Saúde, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), do Instituto Médico Legal (IML), das Polícias Militar e Civil, da Equipe Multiprofissional de Atenção Domiciliar (EMAD), do Hospital Municipal São João Batista (HMSJB), da equipe e-Multi, das Estratégias de Saúde da Família (ESFs) e do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM).

A reunião teve como objetivo revisar o fluxo de atendimento implantado em 2019, alinhar as atribuições de cada instituição envolvida e estabelecer procedimentos para a emissão das declaração de óbito, conforme as normas vigentes.

Durante o encontro, foram discutidas as diferentes circunstâncias em que ocorrem os óbitos, incluindo mortes por causas naturais e não naturais, em domicílio, em estabelecimentos de saúde, fora do território de abrangência dos serviços e de pessoas sem vínculo com a rede municipal de saúde.

A secretária municipal de Saúde, Adélia Maria, explicou que a revisão busca adequar o fluxograma à realidade dos serviços municipais.

“O município já contava com um fluxograma desde 2019, mas identificamos situações em que os procedimentos previstos não correspondiam à realidade dos nossos serviços. Por isso, apresentamos uma proposta de reorganização para ser discutida com as instituições envolvidas. Nosso objetivo é estabelecer responsabilidades claras e garantir que cada ocorrência receba o encaminhamento adequado.”

A proposta apresentada pela Secretaria Municipal de Saúde também prevê a padronização dos procedimentos e a definição das responsabilidades de cada serviço. As discussões realizadas durante o encontro servirão de base para os ajustes no documento, considerando as contribuições dos representantes das instituições participantes.

Prefeitura de Diamantino

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