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Águas Cuiabá é condenada por cobrar taxa indevida e cortar água de morador da capital

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vela-se indevida, pois representa tentativa de repasse ao consumidor de custo que integra o risco da atividade econômica da concessionária”, registrou.

Além disso, a Justiça considerou ilegal a interrupção do fornecimento de água motivada pelo não pagamento da tarifa questionada. Segundo a decisão, a suspensão só é válida quando baseada em débito legítimo, o que não ocorreu no caso analisado. “A interrupção de serviço essencial somente se legitima quando fundada em inadimplemento de obrigação válida, o que não se verifica”, pontuou o juiz.

O entendimento também levou em conta que o fornecimento de água é um serviço essencial e deve ser prestado de forma contínua. Para o magistrado, a conduta da empresa violou princípios fundamentais, como a dignidade da pessoa humana.

Diante disso, a concessionária foi condenada ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 3 mil, além de ser obrigada a restabelecer o fornecimento de água de forma definitiva. A decisão também declarou inexigível a cobrança de R$ 658,22 referente à taxa de ligação.

Na fundamentação, o juiz ressaltou que a privação de água vai além de mero aborrecimento. “A privação de serviço essencial ultrapassa o dissabor cotidiano e atinge diretamente a esfera existencial do consumidor”, destacou.

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Várzea Grande

Projeto da Guarda Municipal leva orientação sobre proteção infantil a alunos da zona rural

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Estudantes do 3º ao 5º ano da Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Benedito Abraão Nassarden, localizada na comunidade Formigueiro, na zona rural, receberam nesta quarta-feira (17) a visita dos bonecos do Projeto Arte de Proteger, desenvolvido pela Guarda Municipal, para abordar um tema de grande relevância: o combate ao abuso e à exploração sexual infantil.

Durante a ação, os alunos participaram de atividades educativas, receberam orientações e interagiram com os bonecos, que, de forma lúdica, transmitiram mensagens sobre autocuidado, respeito, proteção pessoal e a importância de buscar ajuda de um adulto diante de situações que possam representar riscos.

O aluno Brayan Santos, de 10 anos, aprovou a iniciativa e afirmou que pretende compartilhar os ensinamentos com outras crianças.

“Gostei da apresentação dos bonecos e dos ensinamentos que eles passaram. É importante não falar com estranhos, não aceitar balas e não entrar em veículos de pessoas desconhecidas”, comentou.

Moradora da comunidade rural, a merendeira Loislaine Pereira de Oliveira, mãe de uma aluna da escola, destacou a importância do projeto para abordar um assunto que ainda é considerado tabu por muitas famílias.

“As crianças de hoje estão muito mais informadas, mas é fundamental que sejam constantemente orientadas sobre os perigos que podem surgir no dia a dia. Como mãe, me sinto mais segura ao ver que minha filha aprende formas de se proteger. A escola tem sido uma grande parceira nesse processo. Nós conversamos sobre o assunto em casa, e a unidade escolar reforça esse aprendizado”, afirmou.

A diretora da instituição, Rosalina Costa Santos, ressaltou a parceria da Guarda Municipal com as escolas e a contribuição do projeto para ampliar os temas trabalhados em sala de aula.

“A questão do abuso e da exploração sexual é amplamente discutida na unidade e integra diversas ações desenvolvidas pela escola. O projeto da Guarda Municipal vem ao encontro desse trabalho, abordando o tema de forma lúdica e envolvente para as crianças. Somos muito gratos por essa parceria”, disse.

A inspetora Inês Guimarães explicou que o projeto foi criado há 20 anos a partir da necessidade de a Guarda Municipal atuar nas escolas com ações de educação para o trânsito.

“A receptividade foi tão positiva que percebemos a necessidade de ampliar os temas abordados, incluindo meio ambiente, bullying, racismo e prevenção ao abuso e à exploração sexual infantil. Neste caso, a iniciativa surgiu a partir da própria escola”, relatou.

Segundo a inspetora, a metodologia utilizada pelos bonecos tem apresentado resultados positivos entre os estudantes.

“O projeto amplia seu alcance e contribui para a formação de crianças mais conscientes. Elas ouvem, aprendem e reproduzem o que foi ensinado, tornando-se multiplicadoras dessas informações. Essa interatividade fortalece a escuta e a capacidade de observação das crianças”, completou.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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