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Parque Tia Nair lança projeto de rearborização e mobiliza comunidade

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Com o plantio inicial de 52 mudas de árvores, de um total previsto de 300, a Prefeitura de Cuiabá deu início, na última sexta-feira (5), a uma ampla ação de arborização no Parque Tia Nair, dentro do projeto “Tia Nair Mais Verde”, idealizado pela Secretaria de Ordem Pública (Sorp). A iniciativa marcou o Dia do Voluntariado e abriu as primeiras etapas de um esforço contínuo para reforçar a identidade da capital como “Cidade Verde”.

Sorp inicia campanha para recuperar áreas desarborizadas do parque

A secretária de Ordem Pública, Juliana Palhares, destacou que a ação nasceu da percepção de que o parque perdeu parte de sua cobertura vegetal ao longo dos anos, comprometendo a temperatura e o conforto de quem utiliza o espaço.

“Sentimos que o parque foi se desarborizando. Há muitos espaços vazios e nossa temperatura está cada vez mais elevada. As pessoas vêm fazer atividades físicas, piqueniques, passear… E, se tivermos uma temperatura mais agradável — e as árvores trazem esse conforto térmico — por que não?”, afirmou.

A campanha começa com o plantio de 52 mudas selecionadas pelo Horto Florestal, priorizando espécies floríferas para gerar impacto visual imediato. Em seguida, uma etapa com árvores frutíferas será incluída, após estudo técnico das espécies mais adequadas ao ecossistema.

Para isso, o apoio técnico do Horto foi essencial. O diretor de Planejamento Ambiental, Fábio Moura, explicou que o trabalho envolveu analisar solo, clima e insolação para selecionar espécies nativas do Cerrado, resistentes ao período de seca. Entre elas:

  • Ipê-rosa

  • Ipê-amarelo

  • Ipê-branco

  • Ipê-de-jardim

  • Flamboyanzinho

  • Flamboyã

  • Jacarandá

A secretária Juliana Palhares enfatizou o caráter coletivo da iniciativa. “Conclamamos a sociedade que usa o Parque Tia Nair a cuidar junto com a gente. É preservar as árvores, os gradis, não jogar lixo. Quem ama Cuiabá, cuida de Cuiabá.”

Comunidade é chamada a participar e fortalecer o sentimento de pertencimento

Juliana reforçou que a participação da população tem um papel fundamental na sustentabilidade dos espaços públicos. “Quando eu participo, quando ponho minha energia e meu amor, eu cuido melhor. Esse sentimento de pertencimento é o que precisamos resgatar nos parques e na cidade.”

Após o término das ações no Tia Nair, a Sorp pretende ampliar o projeto para outros parques e áreas públicas.

Idealizadora do projeto destaca objetivo: tornar o parque mais aconchegante

A coordenadora técnica e idealizadora do projeto, Ana Beatriz de Freitas Siqueira, observou que o parque estava com poucas árvores, prejudicando o sombreamento e o conforto térmico. Como usuária frequente, ela identificou a carência e propôs a iniciativa para devolver frescor, beleza e bem-estar ao espaço.

A ação está dividida em fases:

  • 1ª fase: plantio de cerca de 52 mudas;

  • 2ª fase: expansão do plantio para cobrir todo o parque;

  • Fase futura: possibilidade de replicação do modelo em outros parques de Cuiabá.

Um esforço conjunto

A ação também conta com a participação da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb). O coordenador técnico de zeladoria, Eliaquim da Silva Bendô, explicou que o órgão mapeou os pontos ideais para o plantio e participou da primeira etapa. “O objetivo é ampliar sombra, conforto térmico e paisagismo, beneficiando frequentadores que utilizam o espaço para lazer, esportes e convivência.”

A integração entre Sorp, Horto Florestal e Limpurb reforça o compromisso da gestão municipal com a sustentabilidade e o bem-estar dos usuários do parque. As ações realizadas hoje plantam não apenas árvores, mas o futuro de uma cidade mais bonita, mais fresca e mais acolhedora para todos.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Prefeitura interdita condomínio abandonado por riscos à saúde pública

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A Prefeitura de Cuiabá interditou preventivamente nesta sexta-feira (5) um condomínio de casas abandonado localizado na Rua Nossa Senhora de Santana, na região Centro-Sul da capital. A ação integrada foi coordenada pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), por meio da Operação Escudo Urbano, com a participação das secretarias municipais de Obras, Saúde, Limpurb e Defesa Civil.

Durante a vistoria, equipes técnicas utilizaram drones para avaliar as condições da área e constataram a presença de diversos fatores de risco à saúde pública e à segurança da comunidade. A secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, destacou que o município acompanha a situação do imóvel desde 2023 e que as tentativas de contato com os proprietários não tiveram êxito.

“Resgatamos todo o histórico de fiscalizações do imóvel e verificamos que a situação vem se agravando ao longo dos anos. Encontramos diversos vetores de doenças e riscos que comprometem a saúde e a segurança da população. Diante disso, adotamos a interdição preventiva e iniciaremos medidas administrativas para minimizar os impactos causados pelo abandono”, afirmou.

Segundo a Vigilância em Saúde Ambiental, foram identificadas condições favoráveis à proliferação de pombos, escorpiões, morcegos e mosquitos transmissores de doenças como dengue, zika e chikungunya. A bióloga e especialista da Vigilância em Saúde Ambiental, Maria Angélica, explicou que a estrutura degradada facilita a presença de animais que representam risco à saúde humana.

“Foi observada a existência de aberturas nos telhados que permitem a entrada de pombos, transmissores de doenças, além de grande quantidade de matéria orgânica acumulada. Também identificamos possíveis criadouros do Aedes aegypti, como recipientes que acumulam água e uma caixa d’água aberta. O local apresenta características favoráveis à presença de escorpiões e outros vetores”, relatou Maria Angélica.

A Defesa Civil emitiu laudo confirmando o comprometimento estrutural das edificações. De acordo com o secretário municipal de Defesa Civil, Alessandro Borges, a ausência de cobertura em grande parte das construções acelerou o processo de deterioração.

“Realizamos uma vistoria nesta edificação em dezembro do ano passado e constatamos que praticamente não existe mais cobertura de telhado em boa parte das construções. Além do risco de desabamento, há um cenário de insalubridade que afeta as pessoas que moram, trabalham e circulam na região”, explicou.

Morador da região há décadas, Paulo Molina relatou que o abandono do condomínio gera insegurança constante para quem vive nas proximidades.

“A principal preocupação é a periculosidade do local. Já vimos pessoas entrando para se esconder nas casas abandonadas. Muitos estudantes passam por aqui à noite, e isso gera medo. Além do risco de doenças, convivemos diariamente com a insegurança provocada pelo abandono desse imóvel.”

Ao longo de 2025, a Secretaria realizou três ações fiscais no local para notificar o responsável pelo imóvel a realizar a limpeza e a manutenção da área. Como as tentativas de contato não tiveram resultado, foi necessária a adoção da interdição preventiva, medida amparada pela Portaria nº 36/2026, publicada na Gazeta Municipal desta sexta-feira (5). A norma regulamenta o processo administrativo cautelar de interdição total ou parcial de imóveis urbanos com risco iminente, previsto na Lei Complementar nº 589/2025.

Uma nova ação fiscal integrada será realizada na próxima semana para a lavratura de autos de infração e a execução de medidas de intervenção no imóvel. A Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb) e a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras participarão da operação para minimizar os impactos do abandono. Caso a limpeza da área seja executada pelo município, os custos das ações serão cobrados dos proprietários do imóvel.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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