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Prefeitura de Cuiabá garante prioridade a professores de Artes e anuncia salas exclusivas para a disciplina

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, se comprometeu com a criação de salas específicas para a disciplina de Artes e garantiu que professores com formação na área terão prioridade para ministrar as aulas. O anúncio foi feito durante reunião neste sábado (29) com docentes de Artes e representantes do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Cuiabá (Sintep), que haviam solicitado que as aulas de Educação Artística fossem ministradas por professores habilitados.

Brunini afirmou que, somente em casos excepcionais, quando não houver disponibilidade de um professor de Artes, a disciplina poderá ser assumida por um pedagogo. “A prioridade é o professor de Artes. Só na ausência comprovada dessa possibilidade seria um professor de Pedagogia”, garantiu o prefeito.

Sobre a criação de salas exclusivas para Artes, o prefeito recebeu apoio dos professores e do Sintep, que se colocou à disposição para contribuir com ideias. Segundo Brunini, o tema será debatido em nova reunião com o secretário municipal de Educação, Amauri Monge, que não pôde participar por estar em viagem.

“Eu me comprometo, meu desejo é ter uma sala própria de Artes. Vou conversar com o secretário Amauri e falar: 2026 e 2027 nossa missão é ter uma sala própria para isso. A partir daí não teremos mais a discussão sobre contraturno. Teremos um espaço adequado para o material e para as atividades”, afirmou.

Na reunião, também foram debatidas alterações na grade curricular, como a redução de aulas de Artes para duas aulas padrão no terceiro ano, a obrigatoriedade da aula de Inglês e a inclusão de Informática na grade curricular comum.

O prefeito também apresentou a proposta de aulas integradas entre Artes e outras disciplinas, permitindo dinâmicas como feiras temáticas, oficinas práticas e apresentações artísticas. “Nosso objetivo é melhorar os métodos de ensino e otimizar a jornada de trabalho dos professores, sem que o professor de Artes precise se deslocar de escola em escola de maneira obrigatória. Cada profissional irá exercer sua formação específica”, explicou Brunini.

Além disso, será avaliada a possibilidade de organizar a jornada do professor de Artes dentro do projeto, evitando deslocamentos excessivos. Para isso, o prefeito se reunirá na segunda-feira com o secretário de Educação para discutir o adiamento dos prazos de atribuição de aulas, que passariam de 4 para 9 de dezembro.

Participaram da reunião o vereador Mário Nadaf, a secretária de Comunicação, Ana Karla, a presidente do Sintep de Cuiabá, Marivone Pereira, e sua equipe, que somavam quase 50 professores da rede municipal.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Trocado na véspera, Maluf rompe silêncio e diz que Wellington “descartou” compromisso firmado

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O empresário Marcelo Maluf (Novo) decidiu se manifestar nesta sexta-feira (7) após ser retirado da chapa encabeçada pelo senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso. Em nota enviada à imprensa, ele criticou duramente a condução da mudança e afirmou que sua indicação para a vice havia sido formalizada após uma construção política que envolveu os partidos aliados.

Maluf afirmou que foi comunicado pelo próprio Wellington de que outro nome seria escolhido para a vaga. A decisão foi tomada na noite de quinta-feira (6), quando o PL definiu o médico Alencar Farina como novo candidato a vice-governador.

Para o empresário, a alteração não representa apenas uma mudança na composição eleitoral, mas uma quebra de compromisso.

“Não se trata apenas de uma mudança de candidatura. Trata-se da forma como a política é conduzida.”

Segundo Maluf, sua participação na chapa não nasceu de uma negociação informal. Ele afirmou que aceitou o convite depois de uma decisão política que, inclusive, foi levada à convenção partidária.

“Foi uma escolha política apresentada, construída e formalizada dentro do processo partidário, inclusive com a realização da convenção.”

A partir da definição, afirmou o empresário, pessoas foram mobilizadas e uma estrutura de campanha começou a ser organizada.

“Fiz isso de boa-fé, acreditando na palavra empenhada e na seriedade de uma decisão tomada por quem pretende governar Mato Grosso.”

A manifestação ocorre apenas dois dias depois de Maluf confirmar publicamente sua indicação para a vice. Durante a convenção do Novo, na quarta-feira (5), ele chegou a descartar a possibilidade de uma nova mudança.

“Martelo batido, prego batido e ponta virada”, disse na ocasião.

Na mesma oportunidade, Maluf confirmou a aliança entre Novo, PL e MDB e afirmou que as siglas haviam chegado a um consenso para caminhar juntas nas eleições.

A escolha de Farina representa uma mudança de última hora na chapa de Wellington, depois de semanas de negociações envolvendo a vaga de vice. Antes de ser indicado, Maluf havia desistido de uma pré-candidatura própria ao Governo pelo Novo para contribuir com a composição liderada pelo senador.

Na nota desta sexta-feira, Maluf ampliou as críticas e afirmou que quem pretende comandar o Estado precisa demonstrar capacidade de cumprir compromissos políticos.

“Quem pretende governar um Estado precisa, antes de tudo, demonstrar que sua palavra tem valor. Precisa respeitar compromissos, aliados e pessoas que aceitaram caminhar ao seu lado.”

O empresário também afirmou que não pretende naturalizar o episódio como parte da disputa eleitoral.

“Não faço política dessa maneira e não aceitarei naturalizar esse tipo de comportamento.”

Ao concluir, Maluf disse que deixa a situação com a consciência tranquila e atribuiu a responsabilidade pela decisão aos responsáveis pela mudança.

“Saio deste episódio com a consciência tranquila. Cumpri rigorosamente aquilo que assumi. Outros terão de responder pelas escolhas que fizeram e pela maneira como decidiram fazê-las.”

Nota na íntegra:

Política se faz com responsabilidade, compromisso, seriedade e, sobretudo, palavra. Infelizmente, o senador Wellington Fagundes e o Partido Liberal de Mato Grosso demonstraram enorme dificuldade em compreender o significado desses princípios – o que só contribui para apodrecer a boa política.

Aceitei o convite para integrar, como candidato a vice-governador, a chapa liderada pelo senador Wellington Fagundes. A decisão não foi fruto de uma conversa informal ou de uma possibilidade lançada ao acaso. Foi uma escolha política apresentada, construída e formalizada dentro do processo partidário, inclusive com a realização da convenção.

A partir dessa decisão, compromissos foram assumidos, pessoas foram mobilizadas, estratégias foram definidas e todo um projeto de campanha começou a ser estruturado. Fiz isso de boa-fé, acreditando na palavra empenhada e na seriedade de uma decisão tomada por quem pretende governar Mato Grosso.

Hoje fui comunicado pelo senador Wellington Fagundes de que outro nome será indicado para ocupar a vaga de vice.

Não se trata apenas de uma mudança de candidatura. Trata-se da forma como a política é conduzida.

Quem pretende governar um Estado precisa, antes de tudo, demonstrar que sua palavra tem valor. Precisa respeitar compromissos, aliados e pessoas que aceitaram caminhar ao seu lado. Não é possível pedir confiança a mais de três milhões de mato-grossenses quando não se consegue honrar compromissos assumidos dentro da própria casa.

O que ocorreu comigo representa uma falta de respeito não apenas pessoal, mas política. Um projeto foi prejudicado, pessoas que acreditaram nele foram desconsideradas e compromissos formalmente construídos foram simplesmente descartados.

Não faço política dessa maneira e não aceitarei naturalizar esse tipo de comportamento.

Mato Grosso merece uma política feita com seriedade, previsibilidade e respeito. Quem muda compromissos conforme as conveniências do momento precisa explicar à sociedade por que sua palavra de hoje deverá merecer confiança amanhã.

Saio deste episódio com a consciência tranquila. Cumpri rigorosamente aquilo que assumi. Outros terão de responder pelas escolhas que fizeram e pela maneira como decidiram fazê-las.

Marcelo Maluf

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