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Prefeitura de Cuiabá participa de audiência para debater ataques violentos em escolas

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Cuiabá

O secretário municipal de Cultura, Johnny Everson, representando o município de Cuiabá, participou nesta semana de uma audiência pública realizada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) para debater medidas de prevenção e combate à violência escolar. A iniciativa foi requerida pela deputada estadual Sheila Klener e reuniu representantes de diversas áreas estratégicas, como segurança pública, Tribunal de Justiça, Ministério Público, educação, cultura e esporte.

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin), parceira da iniciativa, esteve representada pelo superintendente em Mato Grosso, Felipe Midon. Também houve a participação de profissionais por meio de videoconferência, que explanaram sobre diversos conteúdos considerados “perigosos” oferecidos pela internet e acessíveis a crianças e adolescentes.

Para a parlamentar, a violência escolar tem múltiplas causas, que vão desde o bullying e problemas familiares até o envolvimento com facções criminosas.

A presença da Secretaria de Cultura no debate representa o entendimento de que o enfrentamento à violência no ambiente escolar exige ações intersetoriais, que ultrapassem as barreiras tradicionais da segurança e da educação formal. Johnny Everson destacou a importância de uma abordagem inteligente e estratégica, com a união de diferentes saberes e áreas de atuação.

“A própria nomenclatura do encontro já revela a busca por um nível de inteligência superior para encontrar soluções para esse problema. A Abin é uma agência de inteligência brasileira que, ao lado dos especialistas da educação – que convivem diariamente com nossas crianças – pode auxiliar na construção de uma resposta efetiva. E, estrategicamente, é agora que a educação se soma à cultura e ao esporte para agir de forma transversal e formalmente articulada”, afirmou o secretário.

Johnny também ressaltou que, embora ainda não exista uma solução única ou ferramenta definitiva para lidar com a violência nas escolas, o momento é propício para construir estratégias conjuntas, que aliem conhecimento técnico, sensibilidade social e políticas públicas bem estruturadas.

“Todos esses conhecimentos, todas essas expertises distintas, fundidos com a orientação da inteligência nacional, têm tudo para trazer um resultado. Agora, qual estratégia, qual mecanismo, qual ferramenta? Eu ainda não consigo imaginar algo que seja de fato efetivo. Mas estou torcendo para que dê certo”, completou.

Ao final, o secretário reiterou o compromisso da pasta com a pauta e colocou a Secretaria Municipal de Cultura à disposição para colaborar com ações e projetos que promovam a cultura da paz, do respeito e da valorização do indivíduo, fortalecendo o convívio social nas escolas e comunidades.

“Mais uma vez, eu convido: a Secretaria de Cultura está de portas abertas para contribuir com soluções criativas, humanas e eficazes”, finalizou.

A audiência pública representou um passo importante na busca por soluções integradas para um problema que atinge diretamente o ambiente escolar, exigindo não apenas vigilância, mas também prevenção, acolhimento e construção de cidadania por meio da cultura e do diálogo.

Entre as propostas para mudar esse cenário de violência nas escolas, os participantes defenderam que só a educação pode reverter o quadro.

Apontamentos

Para evitar a violência nas escolas, foi destacada a importância dos agentes de pátio no ambiente escolar. Os convidados do dispositivo de honra também afirmaram não ser utopia sonhar com uma escola pública que tenha qualidade e estrutura semelhantes às particulares.

Por outro lado, verificou-se que muitos pais da atualidade estão ausentes da vida dos filhos, não apenas da escolar.

“A violência nas escolas aumentou muito. E nos leva a uma reflexão: o que estamos passando para os jovens? Precisamos, sim, de mais investimentos na segurança e na educação. Somos um Estado campeão no agronegócio, temos que ser campeões em tudo, inclusive na educação”, destacou a vereadora Maria Avalone, participante do evento.

Outro apontamento foi o de que as secretarias precisam do apoio da família. “Mas as famílias estão deixando a educação por conta das escolas. A atribuição da escola é ensinar.”

Um professor revelou que “somos a geração de pais que mais errou na educação dos filhos”, por diversos fatores, entre eles o desejo de “evitar que passem pelo que passamos” e a tentativa de ser amigo dos filhos. “Os filhos estão conectados com o mundo pela internet, mas completamente desconectados da família”, pontuou.

#PraCegoVer

A foto mostra as autoridades no dispositivo de honra, entre elas o secretário de Cultura, Johnny Everson. Ao centro, está a parlamentar Sheila Klener, autora da audiência pública. Um banner com informações sobre o tema da audiência está fixado em local visível ao público.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Comerciantes impulsionam economia no Festival da Pamonha na Comunidade Rio dos Peixes

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Com foco nos comerciantes da região, o 7º Festival da Pamonha da Comunidade Rio dos Peixes segue movimentando a economia local e fortalecendo a agricultura familiar. Realizado às margens da MT-251, o evento reúne produtores e trabalhadores que encontram na tradição do milho uma importante fonte de renda e visibilidade.

Presidente da Associação dos Pamonheiros e à frente da organização desde a primeira edição, Katia Maraiki Schroeder destaca o crescimento contínuo do festival e o impacto direto para quem vive da produção. “Esse evento é muito importante para nós. A cada ano o sucesso é maior. Aumentou a quantidade de milho e de produtores. Começamos com nove e hoje já são 14, e só cresce”, informou.

A diversidade de produtos também chama atenção e amplia as oportunidades de venda ao longo dos dias de evento.

“Hoje tem uma variedade muito grande: licor de milho, bolinho frito, picolé de pamonha, cural, milho cozido e bolo. A cada ano aumenta mais. E os preços são acessíveis, entre R$ 10 e R$ 15, para todo mundo poder consumir”, disse Katia.

Além das tradicionais pamonhas doces, salgadas e recheadas, o público encontra variedade de produtos derivados do milho ao longo do festival. Entre eles estão cural, milho cozido, bolos, doces e até licor de milho, reforçando a diversidade gastronômica e a identidade cultural da região.

A expectativa de público também reforça o potencial econômico para os comerciantes. “A gente calcula entre 4 mil e 5 mil pessoas por dia, porque aqui é rota de passagem. Muita gente para, consome e segue viagem. Isso movimenta bastante.”

Na ponta da venda, quem também sente esse impacto é o comerciante Léo Rodriguez, que trabalha em uma das pamonharias participantes e destaca os produtos mais procurados.

“A nossa especialidade é o caldo de quenga, que é um prato típico, mas também temos pamonha doce e salgada, cural, bolo de milho e sopa paraguaia. O que mais sai é a pamonha e o caldo”, contou.

Com opções variadas, os preços seguem uma média acessível, o que ajuda a atrair consumidores. Para além das vendas, Léo reforça o papel social do festival na geração de renda para trabalhadores da comunidade.

“Ajuda muito, principalmente quem trabalha de forma informal. É uma renda extra, um complemento. Além disso, o pessoal divulga o próprio trabalho, que já é tradição. Isso aqui alimenta muitas famílias”, comentou.

Com apoio institucional da Prefeitura de Cuiabá e presença do prefeito Abilio Brunini na abertura, o festival segue até o dia 21 de abril, consolidando-se como um dos principais eventos gastronômicos e culturais da região.

Segundo o secretário municipal de Agricultura e Trabalho, Vicente Falcão, o festival vai além da valorização cultural e tem impacto direto na economia, ao envolver centenas de trabalhadores e movimentar toda a cadeia produtiva do milho, da produção à comercialização.

“Isso impacta diretamente na economia. São cerca de 300 pessoas trabalhando no evento, desde a produção até as barracas. É um ciclo completo, da terra ao balcão, que gera renda, fortalece a agricultura familiar, garante alimento de qualidade e ainda fecha com sustentabilidade, reaproveitando os resíduos na própria produção”, pontuou.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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