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Vacinação domiciliar amplia proteção contra influenza para pacientes acamados e com mobilidade reduzida em Cuiabá

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Cuiabá

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), tem intensificado as estratégias para ampliar a cobertura vacinal contra a influenza e garantir que a imunização chegue também às pessoas com dificuldades de locomoção. Para isso, as equipes das 72 Unidades de Saúde da Família (USFs) da capital realizam a vacinação domiciliar de pacientes acamados e com mobilidade reduzida. Dados atualizados em 3 de junho mostram que a cobertura vacinal nos grupos prioritários está em 33,45%.

A ação integra os esforços do município para aumentar os índices de vacinação, que seguem abaixo da meta de 95% preconizada pelo Ministério da Saúde. No mesmo período, os casos da doença registraram aumento de 153,46% em relação ao ano passado.

A vacinação em domicílio é destinada a pacientes que apresentam impossibilidade ou grande dificuldade de deslocamento até uma unidade de saúde. O atendimento contempla pacientes acamados, pessoas com mobilidade severamente reduzida, portadores de doenças incapacitantes que impeçam o deslocamento, indivíduos que recebem cuidados domiciliares permanentes e outras situações avaliadas pela equipe da Unidade de Saúde da Família de referência. Cada solicitação passa por análise técnica dos profissionais de saúde, que verificam se o paciente atende aos critérios estabelecidos para receber a vacina em casa.

Para solicitar o atendimento, um familiar ou responsável deve procurar a Unidade de Saúde da Família mais próxima da residência do paciente e informar a necessidade da visita. A equipe da unidade avalia a situação clínica e as condições de mobilidade do usuário e, caso os critérios sejam atendidos, agenda a vacinação no domicílio.

A secretária adjunta de Atenção Primária, Cinara Brito, destaca que a estratégia busca garantir acesso igualitário à imunização, especialmente para os pacientes mais vulneráveis.

“A vacinação domiciliar é uma importante ferramenta de inclusão e cuidado. Muitas pessoas deixam de se vacinar porque enfrentam dificuldades para sair de casa, e nosso papel é justamente levar esse serviço até elas. Com o apoio das equipes das Unidades de Saúde da Família, conseguimos proteger pacientes acamados e com mobilidade reduzida, garantindo acesso à vacina e fortalecendo a prevenção contra a influenza”, afirmou.

Além da aplicação da vacina contra a gripe, as equipes também orientam familiares e cuidadores sobre a importância da imunização e verificam a necessidade de atualização de outras vacinas previstas no calendário nacional.

O reforço da vacinação ocorre em um momento de alerta para o aumento dos casos da doença na capital. No mesmo período de 2025, foram registrados 621 casos de influenza A e B entre moradores de Cuiabá. Em 2026, esse número saltou para 1.574 casos, representando aumento de 153,46%. Das 2.034 notificações registradas neste ano, 828 ocorreram entre crianças de 0 a 6 anos, faixa etária mais afetada pela doença.

A influenza é uma infecção viral aguda que afeta o sistema respiratório e possui alta transmissibilidade. A doença pode causar febre, tosse, dor de garganta, dores no corpo e cansaço, podendo evoluir para complicações graves, internações e até óbitos, especialmente entre crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a vacina contra a influenza está disponível em todas as 72 Unidades de Saúde da Família de Cuiabá. Já os pacientes que não conseguem se deslocar até uma unidade podem receber a imunização em casa, desde que atendam aos critérios definidos pelas equipes de saúde. A medida busca ampliar a proteção dos grupos mais vulneráveis, elevar os índices de cobertura vacinal no município e contribuir para reduzir a circulação do vírus e evitar casos graves da doença.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Aliado de Janaina, Léo Bortolin vê fim de ciclo após derrota da família Riva

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O deputado estadual eleito Léo Bortolin (MDB) avaliou as derrotas de Janaina Riva e Jéssica Riva nas eleições deste ano e afirmou que o resultado representa o encerramento de um ciclo político para a família. Historicamente próximo do grupo, o parlamentar evitou fazer críticas diretas, mas destacou que a resposta das urnas deve ser respeitada.

“Eu acho que, como eu falei, é um ciclo, é um ciclo e acho que a urna falou por si só. O reflexo da sociedade”, declarou Léo.

Janaina disputou uma das duas vagas ao Senado por Mato Grosso, mas terminou a eleição em terceiro lugar. Jéssica, por sua vez, tentou retornar à Assembleia Legislativa, mas também não conseguiu uma das 24 cadeiras disponíveis.

Com os dois resultados, a família Riva ficará, a partir de 2027, sem representantes eleitos nos principais espaços do Legislativo estadual e federal. A presença do grupo na política de Mato Grosso remonta a 1994, quando José Riva iniciou sua trajetória como deputado estadual.

A declaração de Léo ganha peso pela relação política que mantém com Janaina. O deputado eleito pelo MDB esteve entre os aliados do grupo durante a campanha e agora passa a integrar a próxima composição da Assembleia, justamente em um cenário no qual os Riva não terão uma cadeira na Casa.

Apesar da derrota, a avaliação de Léo não foi acompanhada de uma conclusão sobre o futuro político da família. Ao resumir o resultado como reflexo da sociedade, o parlamentar destacou o papel da escolha feita pelos eleitores no pleito deste ano.

O resultado das eleições também atingiu outras famílias tradicionais da política mato-grossense. Campos, Fávaro e Pinheiro igualmente chegam à próxima legislatura sem representantes eleitos diretamente para alguns dos principais cargos disputados em 2026, em um cenário de renovação da composição política do Estado.

A partir de 2027, a família Riva deixa de ocupar diretamente mandatos eletivos em Mato Grosso, após mais de três décadas de presença contínua no cenário político estadual. A ausência, porém, não permite concluir, por si só, qual será o papel do grupo nas próximas disputas e articulações políticas.

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