Cuiabá

Vereador lamenta manutenção de veto sobre PL da mama densa

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Cuiabá

Assessoria vereador Didimo Vovô&nbsp

O vereador Dídimo Vovô (PSB) demonstrou insatisfação com a manutenção do veto do Executivo, aposto ao projeto que prevê a realização de exames de ressonância magnética em mulheres diagnosticada com mama densa. A votação ocorreu em 11 de setembro, durante sessão que analisou o parecer da Comissão de Constituição,&nbsp Justiça e Redação (CCJR). O veto,&nbsp encaminhado pelo Executivo municipal e o parecer da CCJR foram mantidos pela maioria dos parlamentares, o que resultou no arquivamento da proposta.

Segundo Dídimo, a decisão precisaria ser revista já que “o texto original do projeto estava amparado pela Constituição Federal”, conforme destacou. “A manutenção do veto demonstra o alinhamento político com Executivo municipal”, complementou.

“Distorceram os fatos e criaram narrativas para justificar suas atitudes. Os mesmos vereadores que aprovaram o projeto em duas etapas foram os que seguiram a orientação do prefeito para derrubar a proposta. É revoltante”, afirmou.

O parlamentar destacou que a fila para o exame de ressonância magnética em Cuiabá&nbsp chega a ultrapassar um ano de espera.

“Imagine a situação de uma mulher que precisa desse exame, mas só consegue realizá-lo depois de mais de 12 meses. Esse é um tempo precioso em que ela poderia estar em tratamento, aumentando as chances de cura. Muitas vezes, o diagnóstico chega tarde demais para reverter o quadro clínico. Quem perde com isso são as mulheres da nossa capital”, frisou.

Dídimo ressaltou ainda que o projeto não traria custo adicional aos cofres públicos. Em conjunto com outros quatro vereadores havia proposto a destinação de R$ 1 milhão em emendas parlamentares cada um para a aquisição do equipamento de ressonância ou contratação de exames na rede privada, suprindo o déficit existente.

“Mesmo assim, a proposta não sensibilizou aqueles que votaram pela manutenção do veto. É muito mais importante promover políticas públicas efetivas do que simplesmente usar um laço rosa em outubro. O enfrentamento ao câncer de mama deve ser prioridade durante todos os meses do ano”, reforçou.

O vereador também destacou a satisfação em ser reconhecido pela vereadora Maria Avallone, que, ao retornar às atividades na Casa, o parabenizou pela iniciativa em&nbsp apresentar o projeto.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Comerciantes impulsionam economia no Festival da Pamonha na Comunidade Rio dos Peixes

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Com foco nos comerciantes da região, o 7º Festival da Pamonha da Comunidade Rio dos Peixes segue movimentando a economia local e fortalecendo a agricultura familiar. Realizado às margens da MT-251, o evento reúne produtores e trabalhadores que encontram na tradição do milho uma importante fonte de renda e visibilidade.

Presidente da Associação dos Pamonheiros e à frente da organização desde a primeira edição, Katia Maraiki Schroeder destaca o crescimento contínuo do festival e o impacto direto para quem vive da produção. “Esse evento é muito importante para nós. A cada ano o sucesso é maior. Aumentou a quantidade de milho e de produtores. Começamos com nove e hoje já são 14, e só cresce”, informou.

A diversidade de produtos também chama atenção e amplia as oportunidades de venda ao longo dos dias de evento.

“Hoje tem uma variedade muito grande: licor de milho, bolinho frito, picolé de pamonha, cural, milho cozido e bolo. A cada ano aumenta mais. E os preços são acessíveis, entre R$ 10 e R$ 15, para todo mundo poder consumir”, disse Katia.

Além das tradicionais pamonhas doces, salgadas e recheadas, o público encontra variedade de produtos derivados do milho ao longo do festival. Entre eles estão cural, milho cozido, bolos, doces e até licor de milho, reforçando a diversidade gastronômica e a identidade cultural da região.

A expectativa de público também reforça o potencial econômico para os comerciantes. “A gente calcula entre 4 mil e 5 mil pessoas por dia, porque aqui é rota de passagem. Muita gente para, consome e segue viagem. Isso movimenta bastante.”

Na ponta da venda, quem também sente esse impacto é o comerciante Léo Rodriguez, que trabalha em uma das pamonharias participantes e destaca os produtos mais procurados.

“A nossa especialidade é o caldo de quenga, que é um prato típico, mas também temos pamonha doce e salgada, cural, bolo de milho e sopa paraguaia. O que mais sai é a pamonha e o caldo”, contou.

Com opções variadas, os preços seguem uma média acessível, o que ajuda a atrair consumidores. Para além das vendas, Léo reforça o papel social do festival na geração de renda para trabalhadores da comunidade.

“Ajuda muito, principalmente quem trabalha de forma informal. É uma renda extra, um complemento. Além disso, o pessoal divulga o próprio trabalho, que já é tradição. Isso aqui alimenta muitas famílias”, comentou.

Com apoio institucional da Prefeitura de Cuiabá e presença do prefeito Abilio Brunini na abertura, o festival segue até o dia 21 de abril, consolidando-se como um dos principais eventos gastronômicos e culturais da região.

Segundo o secretário municipal de Agricultura e Trabalho, Vicente Falcão, o festival vai além da valorização cultural e tem impacto direto na economia, ao envolver centenas de trabalhadores e movimentar toda a cadeia produtiva do milho, da produção à comercialização.

“Isso impacta diretamente na economia. São cerca de 300 pessoas trabalhando no evento, desde a produção até as barracas. É um ciclo completo, da terra ao balcão, que gera renda, fortalece a agricultura familiar, garante alimento de qualidade e ainda fecha com sustentabilidade, reaproveitando os resíduos na própria produção”, pontuou.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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