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Entrega de 754 moradias marca novo capítulo da habitação em Primavera do Leste

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A Prefeitura de Primavera do Leste participou, na manhã desta sexta-feira (26), da cerimônia de entrega de 754 moradias do Residencial Jardim dos Ipês I, um dos maiores empreendimentos habitacionais já realizados no município. A iniciativa representa mais um importante avanço na redução do déficit habitacional e garante dignidade e qualidade de vida para centenas de famílias primaverenses.


O Residencial Jardim dos Ipês I é resultado de uma parceria entre a Pacaembu Construtora, o Governo Federal, por meio do programa Minha Casa, Minha Vida – modalidade FGTS, do Ministério das Cidades, a Caixa Econômica Federal, o Governo de Mato Grosso, por meio do programa Ser Família Habitação, executado pela MT PAR, além da Prefeitura de Primavera do Leste.


Durante a cerimônia, o diretor-presidente da Pacaembu Construtora, Fernando, reafirmou o compromisso da empresa com a entrega de empreendimentos de qualidade, destacando a importância da parceria entre o poder público e a iniciativa privada.


“A Pacaembu segue comprometida em entregar empreendimentos habitacionais com infraestrutura completa, segurança e qualidade de vida para as famílias. Trabalhamos em conjunto com os governos para ampliar o acesso à moradia digna e transformar a realidade de milhares de brasileiros”, destacou.


Representando o Governo Federal, o secretário-adjunto do Ministério das Cidades, Augusto Rabelo, ressaltou a importância da cooperação entre União, estados e municípios para fortalecer a política habitacional brasileira.


“A retomada e o fortalecimento dos programas habitacionais demonstram o compromisso do Governo Federal em garantir moradia digna para as famílias brasileiras. Esse resultado só é possível graças ao trabalho conjunto entre os entes federativos e os parceiros envolvidos”, afirmou.


O diretor da MT PAR, Wener Santos, representando o Governo de Mato Grosso, destacou que o programa Ser Família Habitação tem ampliado significativamente o acesso das famílias mato-grossenses à casa própria por meio da união entre Estado, municípios e iniciativa privada.


Já o superintendente da Caixa Econômica Federal em Mato Grosso, João Henrique da Cruz, enfatizou o papel da instituição financeira na operacionalização dos financiamentos e ressaltou que os subsídios oferecidos pelos governos Federal e Estadual foram determinantes para viabilizar a aquisição dos imóveis.


O prefeito Sérgio Machnic celebrou a entrega das moradias e destacou que a habitação continua sendo uma das prioridades da administração municipal. Segundo ele, o município trabalha para ampliar ainda mais a oferta de moradias populares nos próximos anos.


“Quando assumimos a gestão encontramos uma grande demanda habitacional. Hoje damos mais um passo importante para reduzir esse déficit, graças à união entre a Prefeitura, os vereadores, a Caixa Econômica, os governos Estadual e Federal e a iniciativa privada. Nosso objetivo é construir mais de cinco mil casas populares para tirar as famílias do aluguel e garantir mais dignidade para a população”, afirmou.


O prefeito também anunciou novos investimentos para atender os moradores do bairro.


“Aproveitamos ainda para ressaltar que aqui neste bairro teremos a construção de uma Estratégia Saúde da Família (ESF) para atendimento à população, bem como uma escola que irá receber cerca de 400 estudantes. Dessa forma ampliamos ainda mais o nosso compromisso em atender à população primaverense”, destacou.


Entre os novos moradores, o sentimento era de emoção e gratidão. Após mais de 16 anos pagando aluguel, Mário recebeu as chaves da casa própria e comemorou a conquista.


“É a realização de um sonho. Foram 16, 17 anos pagando aluguel e agora chegou o momento de ter um lar para os meus filhos. Isso vai ajudar muito a nossa família. É uma felicidade enorme, só tenho a agradecer”, disse emocionado.


Com investimento superior a R$ 150 milhões, o Residencial Jardim dos Ipês I também impulsionou a economia local durante sua construção, gerando mais de 2.300 empregos diretos e indiretos. Além da entrega das moradias, o empreendimento representa um importante avanço no desenvolvimento urbano de Primavera do Leste, que segue investindo em infraestrutura, serviços públicos e qualidade de vida para acompanhar o crescimento do município.

Prefeitura de Primavera do Leste

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Gestão Sérgio Machnic reforça responsabilidade fiscal e organização urbana, mas medidas geram repercussão política em Primavera do Leste

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A Prefeitura de Primavera do Leste tem buscado justificar, nos últimos dias, uma série de medidas administrativas que acabaram ganhando repercussão nas redes sociais e acirrando o debate político no município. Entre elas estão a suspensão temporária do pagamento em pecúnia de férias e licenças-prêmio de servidores e a intensificação da fiscalização sobre ambulantes e o uso de espaços públicos.

Em notas e manifestações oficiais, a gestão afirma que não houve retirada de direitos do funcionalismo. A administração sustenta que a Lei Complementar nº 279/2001 permanece em vigor e que férias e demais benefícios seguem garantidos, sem alterações na legislação que rege a carreira dos servidores.

O ponto mais sensível, no entanto, está na suspensão do pagamento em dinheiro dessas verbas, prática que vinha sendo adotada mediante disponibilidade orçamentária. Segundo a Prefeitura, a medida é temporária e se baseia em critérios de responsabilidade fiscal, com o objetivo de evitar desequilíbrios nas contas públicas.

Embora a justificativa apresentada pela administração esteja fundamentada na necessidade de controle financeiro, a decisão gerou questionamentos e passou a ser alvo de interpretações divergentes no debate público local.

Em outra frente, a fiscalização de Posturas também passou a ser alvo de discussões. A Prefeitura afirma que o trabalho é técnico, legal e orientativo, sem qualquer intenção de inviabilizar a atuação de ambulantes, food trucks e pequenos empreendedores.

De acordo com dados apresentados pela própria gestão, o município conta com 289 alvarás ativos para ambulantes, sendo que uma pequena parcela, cerca de 5%, teria sido notificada por irregularidades. Ainda assim, na prática, a presença mais intensa da fiscalização em determinados pontos da cidade tem sido interpretada por parte da população como um endurecimento das regras.

A gestão argumenta que há também demanda dos próprios comerciantes regularizados por maior equilíbrio na ocupação dos espaços públicos, o que inclui áreas de grande circulação e lazer, como o entorno do Lago Municipal. O objetivo declarado é garantir organização urbana, segurança e o uso coletivo dos espaços.

O secretário de Segurança Pública e Mobilidade Urbana, Oseias de Souza, reforça que a atuação dos fiscais é baseada na legislação e que não há direcionamento para restringir atividades econômicas, mas sim para corrigir situações de irregularidade.

A gestão do prefeito Sérgio Machnic sustenta que o caminho adotado está alinhado a uma diretriz de desenvolvimento do município, com foco na responsabilidade fiscal, no fortalecimento da economia local e na criação de um ambiente mais previsível para investimentos e geração de renda.

Nos bastidores do debate público, a administração avalia que parte das críticas e interpretações mais duras tem sido potencializada pelo ambiente político, especialmente em períodos de maior tensão entre grupos de oposição e situação, o que contribui para ampliar narrativas em torno de decisões administrativas.

No campo administrativo, a Prefeitura reafirma que todas as medidas seguem dentro da legalidade e do interesse público, com prioridade para a manutenção do equilíbrio das contas e a continuidade dos serviços essenciais.

Ao final, o cenário revela uma gestão pressionada por duas frentes simultâneas: de um lado, a necessidade de manter a responsabilidade fiscal em dia; de outro, a cobrança social por previsibilidade e estabilidade na aplicação das regras, em um contexto em que o crescimento urbano exige, cada vez mais, decisões de ordenamento e planejamento de longo prazo.

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