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Primavera do Leste participa de fórum regional e reforça compromisso com políticas públicas para crianças e adolescentes

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A Prefeitura de Primavera do Leste, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, participou na última sexta-feira (24) do Fórum de Saúde Mental de Crianças e Adolescentes da Região Centro-Oeste, realizado em Goiânia. O encontro reuniu profissionais, gestores e representantes da rede de atenção psicossocial para debater estratégias voltadas ao fortalecimento das políticas públicas na área.


A participação no fórum reforça o compromisso da gestão municipal em avançar na qualificação dos serviços de saúde, com atenção especial à saúde mental de crianças e adolescentes — pauta considerada prioritária dentro das ações da Secretaria.


Durante o evento, a coordenadora da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) do município Nátalye Souza destacou a relevância do espaço de diálogo e construção coletiva.


“A importância da participação nesse fórum está no protagonismo das crianças e adolescentes na construção das políticas de saúde mental. É fundamental ouvir a perspectiva da infância e da adolescência, por meio de suas vivências, pensamentos e histórias de vida. Entender o que eles precisam, o que deve ser melhorado dentro da rede, para que sejam de fato ouvidos, legitimados e acolhidos, não só na saúde, mas também em áreas como cultura, esporte, educação e moradia”, ressaltou.


O fórum teve como tema central a construção de políticas públicas com foco intergeracional, promovendo a escuta ativa e a inclusão de crianças e adolescentes nos processos de decisão. A iniciativa fortalece a integração entre os municípios e contribui para a construção de uma rede mais humanizada, eficiente e alinhada às necessidades da população.

Prefeitura de Primavera do Leste

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Vira Saúde: Entenda o plano de Sérgio para enfrentar o colapso de saúde em Primavera

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Com foco em aumentar equipes de saúde e zerar filas de anos em 90 dias, programa tenta reverter herança de uma década de subplanejamento na rede básica.

Primavera do Leste vive um paradoxo demográfico que atingiu o limite crítico em 2026. Entre 2010 e 2022, a população saltou 63,47% — um crescimento dez vezes superior à média nacional. No entanto, enquanto a economia e os bairros avançavam, a rede de atenção primária estagnava. O resultado é um diagnóstico severo: o município chegou a 2026 com apenas 64% de cobertura de Saúde da Família, o pior índice da Regional Sul de Mato Grosso. Hoje, quatro em cada dez primaverenses não têm vínculo com um médico de bairro, o que empurra uma média de 600 pessoas por dia para a UPA — onde 78% dos atendimentos são casos leves que deveriam ser resolvidos em postos de saúde.

O programa “Vira Saúde”, lançado pela gestão Sérgio Machnic, é a resposta estruturada a esse cenário de “omissão silenciosa” acumulada em dez anos. O conflito é de tempo e escala: o eleitorado, que deu ao prefeito mais de 60% dos votos em 2024 sob a promessa de “virar a saúde”, tem pressa. A gestão, por outro lado, herdou uma máquina pública desenhada para uma cidade de 50 mil habitantes, mas que precisa atender quase 100 mil. O desafio de Sérgio é descomprimir a rede enquanto constrói uma estrutura que suporte o futuro de Primavera.

A arquitetura do plano divide-se em nove entregáveis com metas monitoradas quinzenalmente. O dado mais urgente é a fila reprimida: 14.143 pessoas aguardam por exames ou cirurgias, o que representa 14% da população total. No topo dessa lista, pacientes esperam por uma cirurgia de pterígio há dois anos.

Para reverter isso, o programa ataca em três pilares. O primeiro é o atendimento imediato, com o “Zera-Fila” e o “Atende Já Noturno” no CEMOC, que funcionará até a meia-noite para absorver os casos verdes e azuis da UPA. O segundo é a expansão da rede, com a meta de subir de 17 para quase 30 equipes de Saúde da Família até 2028. Um dado de eficiência financeira chama a atenção: o município gasta hoje R$ 2 milhões por ano apenas em insumos para curativos na rede básica. Com o novo Ambulatório de Feridas (AMBEFC), em parceria com a Faculdade Anhanguera, a gestão pretende especializar o serviço e otimizar esse recurso.

A eficácia do Vira Saúde será medida pela capacidade da gestão de sustentar a meta de 95% de cobertura da atenção primária até o final do mandato. Se bem-sucedido, o programa não apenas zera as filas históricas de catarata e exames laboratoriais em 90 dias, mas muda a cultura de saúde da cidade. A projeção é de 35 mil consultas adicionais por ano através do horário estendido em 17 UBS. Para Sérgio Machnic, o programa é o fiador de sua biografia política; para o cidadão, é a chance de Primavera do Leste finalmente ter uma saúde pública que corresponda ao tamanho de sua pujança econômica.

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