Várzea Grande
Prefeita vai a Brasília em busca de recursos para Várzea Grande
Várzea Grande
Moretti fez um diagnóstico das demandas da cidade em várias áreas como mobilidade urbana, saneamento básico, saúde, educação, defesa civil, entre outros assuntos
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), esteve reunida no gabinete de Assuntos Institucionais do governo federal, em Brasília, ontem (8), em busca de recursos para o Município.
Moretti fez um diagnóstico das demandas da cidade – que é a segunda maior do estado de Mato Grosso – ao secretário de Assuntos Institucionais, Gileno Oliveira, sobre mobilidade urbana, saneamento básico, saúde, educação, defesa civil, entre outros assuntos.
“Estou prefeita de Várzea Grande e sei como é fundamental estarmos aqui no Governo Federal buscando recursos para o nosso Município. Independentemente de discussão partidária ou ideologia política, vou sim sentar com governo federal, pois o dinheiro público é do povo e Várzea Grande precisa de recursos para todas as áreas”, disse Moretti.
SAÚDE – A prefeita, acompanhada da secretária da Pasta, Deisi Bocalon, também cumpriu agenda no Ministério da Saúde. Nos encontros, Flávia buscou mais obras para ampliar os serviços à população, além de tentar o reajuste do Teto Financeiro de Média e Alta Complexidade (Teto MAC), recursos financeiros que o Ministério da Saúde repassa mensalmente ao Município para custear serviços de média e alta complexidade no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
Várzea Grande
Agentes comunitários de Várzea Grande reforçam atuação no combate à hanseníase
Os agentes comunitários de saúde de Várzea Grande estão no centro de uma estratégia que busca transformar a realidade de uma das doenças mais antigas ainda presentes no Brasil: a hanseníase. Mais de 80 profissionais participaram, nesta semana, de dois dias de capacitação realizados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, dentro de um projeto piloto idealizado pela Frente Parlamentar de Enfrentamento à Hanseníase.
A iniciativa, presidida pelo deputado estadual Dr. João (MDB), marca o início de uma mobilização que pretende alcançar os 142 municípios de Mato Grosso. Durante o encontro, os participantes receberam treinamento para fortalecer a identificação precoce da doença, ampliar a busca ativa de casos e contribuir para a redução da transmissão.
Segundo o parlamentar, a proposta é estruturar uma rede de profissionais preparados para atuar diretamente nos territórios. “Este é o pontapé inicial para colocarmos em prática a capacitação de todos os profissionais de saúde. Vamos percorrer os municípios, qualificar as equipes, intensificar a busca ativa, realizar diagnósticos e garantir o tratamento, com o objetivo de tirar Mato Grosso dessa triste liderança em casos de hanseníase”, afirmou.
Para quem atua diretamente nas comunidades, o conhecimento adquirido representa mais segurança no atendimento. A agente comunitária Mariazinha da Silva, da unidade do bairro Vila Arthur, destacou a importância da qualificação. “A capacitação é essencial para quem está na ponta, em contato direto com a população. Ela amplia o conhecimento, melhora a identificação precoce dos casos, qualifica a orientação aos pacientes e ajuda a reduzir o preconceito que ainda existe sobre a doença”, relatou.
De acordo com ela, momentos como esse também fortalecem o trabalho em equipe e ampliam a capacidade de acolhimento e acompanhamento dos pacientes.
A enfermeira responsável técnica pela linha de cuidado em hanseníase no município, Adriana Matos, reforçou o papel estratégico dos agentes comunitários. “Essa capacitação é um divisor de águas. O agente está dentro das casas, conhece o território e a rotina das famílias. Ao identificar uma mancha suspeita ou perda de sensibilidade, ganhamos tempo precioso. O diagnóstico precoce não é apenas sobre curar, mas sobre evitar sequelas irreversíveis e interromper a cadeia de transmissão”, destacou.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Janaína Pauli, ressaltou que o enfrentamento da doença depende da atuação integrada entre instituições e do vínculo com a população. “Mato Grosso é considerado endêmico porque realiza busca ativa dos casos. Além do estigma, um dos grandes desafios é o abandono do tratamento. Por isso, é fundamental que os agentes de saúde sejam essa ponte, sensibilizando pacientes que muitas vezes permanecem em casa por vergonha de procurar atendimento”, explicou.
TRATAMENTO PELO SUS – A hanseníase tem tratamento gratuito e cura, disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A qualificação dos agentes comunitários reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado, fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e garantir mais qualidade de vida aos pacientes.
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