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Câmara Brasileira do Livro anuncia finalistas do Jabuti Acadêmico

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A Câmara Brasileira do Livro anuncia os nomes dos finalistas da edição 2025 do Prêmio Jabuti Acadêmico. Essa premiação foi criada no ano passado e celebra a produção acadêmica nacional de publicações nas áreas científicas, técnicas e profissionais.

As categorias estão organizadas em dois grandes eixos: Ciência e Cultura, que contempla 23 áreas, como: Artes, Direito, Economia e Geografia; e o eixo Prêmios Especiais, com três áreas: divulgação científica, ilustração e tradução.

Cinco finalistas disputam cada uma das categorias. No total, mais de 250 obras concorrem ao prêmio. 

Além das produções recentes, o Jabuti Acadêmico também celebra – como Livro Acadêmico Clássico – obras consideradas referências. Na edição 2025, o livro “Metodologia do Trabalho Científico”, de Antônio Joaquim Severino, é lembrado como o título literário que permanece relevante após 50 anos de sua publicação.

Já a Personalidade Acadêmica do ano que recebe o prêmio pelo conjunto da obra será o sociólogo paulista e professor emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, José de Souza Martins.

A entrega dos prêmios está marcada para o dia 5 de agosto, no Teatro Sérgio Cardoso, na capital paulista. Os autores premiados vão receber a estatueta, além de um prêmio de R$ 5 mil. As editoras das obras premiadas também recebem uma estatueta do Jabuti Acadêmico.


Fonte: EBC Cultura

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Espetáculo em São Paulo retrata histórias da Guerra de Canudos

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Está em cartaz no Itaú Cultural de São Paulo o espetáculo Restinga de Canudos, que retrata as histórias anônimas da guerra. A montagem da Companhia do Tijolo venceu o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte no ano passado de melhor direção.

Quando se fala em Guerra de Canudos, Antônio Conselheiro é o nome que costuma ser lembrado no conflito entre o exército e a comunidade liderada por Conselheiro. Mas o evento que aconteceu entre 1896 e 1897, no sertão da Bahia, foi vivenciado por figuras anônimas e são essas pessoas o foco da montagem. O diretor do espetáculo, Dinho Lima Flor, comenta a importância das mulheres educadoras de Canudos na consciência crítica da comunidade:

“É muito importante a história dessas mulheres porque quebra versões que diziam que Canudos não tinha escola. Todas as crianças estudavam, tinha muita gente que lia. A educação, o pensamento, são essas figuras que fazem a grande educação de Canudos. O povo sabia que a República, como a monarquia, não iria salvá-los, porque é uma coisa estrutural, a coisa da escravidão. Canudos já tinha esse pensamento pra frente”, diz.

No palco, a narrativa é protagonizada por duas professoras, ao lado de agricultores, beatos rezadores, cantadores, um indígena e um praticante do culto afro-indígena da Jurema Sagrada. Desde que surgiu, há quase 20 anos, a Companhia do Tijolo investiga o pensamento de Paulo Freire, ideia presente no nome. ‘Tijolo’ se refere a como Freire falava sobre a alfabetização de trabalhadores da construção civil. Com a peça sobre Canudos, o grupo mantém as pesquisas sobre educação popular. Dinho Lima Flor comenta a homenagem a todas as pessoas que morreram no conflito:

‘”li era um experimento coletivo onde tudo era de todos e nada era de ninguém. O pensamento de Canudos não foi construído por uma pessoa, mas foi construído por muitas pessoas. Trazer essas pessoas junto com o Conselheiro, dar luz e estudar esses seres que estudaram e praticaram a resistência contra as Forças Armadas”, diz. 

Restinga de Canudos segue em cartaz até o dia 26 de abril, com sessões de quinta-feira a domingo e a reserva dos ingressos é feita na terça-feira da mesma semana da apresentação pelo site do Itaú Cultural.


Fonte: EBC Cultura

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