Cultura

Carnaval: Bloco do Reggae celebra Bob Marley e Jimmy Cliff em São Luís

Publicado em

Cultura

Detentora oficialmente do título de Capital Nacional do Reggae, São Luís do Maranhão abre espaço para o ritmo jamaicano também no período carnavalesco. E dois símbolos do reggae vão ser celebrados este ano durante a folia momesca da Jamaica Brasileira: o tradicional Bloco do Reggae — um dos poucos do gênero no país, que em 2026 completa 20 anos — irá celebrar o legado de Jimmy Cliff, que morreu no ano passado, e de Bob Marley, referência não só na disseminação da música, mas da filosofia rastafári no mundo.

O Bloco do Reggae é uma das ramificações do Gdam – Grupo de Dança Afro Malungos, com sede em São Luís, que celebra 40 anos de fundação. O bailarino e coreógrafo Cláudio Adão, que coordena as duas iniciativas, destaca que a escolha dos dois artistas homenageados é uma maneira de levar para o carnaval aquilo que os integrantes dos dois grupos buscam vivenciar no dia a dia. 

“O que a gente tem referência como reis, como espelhos, inspirações para dançar, para pensar, para refletir… até porque as próprias letras, especialmente Bob Marley, é muito clara na hora que se denuncia todas as formas de preconceito, inclusive o preconceito racial. Através das cores do reggae, através das bandeiras, através das letras das músicas, através do som vibrante, das vibrações positivas, mostrar também para o poder público, para a sociedade civil, para a imprensa, que o reggae não é somente uma música qualquer”.

Cláudio reforça que o período carnavalesco materializa o trabalho desenvolvido por toda a cadeia produtiva do reggae, que envolve, além do bloco em si, profissionais de diversas áreas como costureiras, comerciantes, DJs, as equipes do vinil e radiola, os grupos de dança, as bandas e cantores. Ele espera que o trabalho realizado durante todo o ano pelo movimento, por meio de eventos como seminários, oficinas, rodas de conversa, palestras em escolas e debates sobre políticas públicas para a manutenção da cultura reggae, se reflitam em cada brincante regueiro neste carnaval.

“Muita vibração positiva, muita energia e muito respeito com o próximo. E aonde a gente aproveita esse momento carnavalesco, regado ao reggae, e pedir como uma mensagem: não à guerra, feminicídio zero, não à violência contra as mulheres. Essa é uma campanha oficial do grupo Gdam que se estende pelo Bloco do Reggae”.

Um dos locais que irá reunir a massa regueira em São Luís durante o carnaval será o Ladeira Prime, que fica no bairro da Madre Deus, nos próximos dias 14,15 e 17 de fevereiro. Entre as atrações estão a Banda Divino Roots e o cantor Júnior Dread.


Fonte: EBC Cultura

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Cultura

Sétima Feira do Cordel Brasileiro começa neste sábado em Fortaleza

Publicados

em

Em Fortaleza, começa neste sábado (20) a sétima Feira do Cordel Brasileiro, evento que reúne poetas, cordelistas, músicos e pesquisadores ligados à literatura de cordel. A programação é gratuita, segue até o dia 28 de junho e traz shows, exposições e oficinas gratuitas na Caixa Cultural.

Com origens na tradição oral e ligada a expressões como o repente, a cantoria e a embolada, a literatura de cordel é patrimônio cultural imaterial brasileiro. Tradição bastante enraizada em estados do Nordeste como Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Bahia, o cordel é negócio de família para Klévisson Viana, poeta cordelista bisneto, neto e filho de poetas ligados à contação de histórias. Ele organiza a Feira do Cordel Brasileiro há dez anos em Fortaleza, no Ceará. O evento busca conectar novas gerações a essa tradição.

“A nossa feira está sempre um passo à frente, é sempre um pé na tradição e um pé na modernidade. Por isso, o palco muitas vezes é dividido entre um artista adolescente com um decano, procurando mostrar isso para que a criança e o adolescente vejam que cultura popular é uma coisa muito legal e que, para você produzir cultura popular, não tem nada a ver com coisa de velhinho, é para pessoas de qualquer idade”, explica Klévisson.

Entre as atrações está o espetáculo “Eu parece que tô vendo”, do artista paraibano Jessier Quirino, neste fim de semana, e, no dia 25, ocorre a abertura oficial do evento, com recitais, shows e cantorias de nomes como Ivanildo Vilanova, Jonas Bezerra, Mestre Geraldo Amâncio e Chico Pedrosa.

Klévisson Viana destaca o potencial do cordel em instigar a imaginação em uma época em que a inteligência artificial ameaça a criatividade humana:

“Um texto feito pela IA, por mais primorosa que a IA chegue no patamar e que consiga realmente fazer algo bom, ela não vai ter esse tempero, essas minudências, esse sotaque, essa maneira de se expressar que a sua alma tem e que cada alma tem sua maneira peculiar de expressar um sentimento. E a IA é uma coisa pasteurizada, é uma coisa generalizada, é uma coisa de tudo e não é nada.”

A feira traz oficinas de desenho, xilogravura e cordel, além do forró de Cacimba de Aluá e o Teatro de Bonecos da Cia Calunga de Teatro.

O evento, que acontece nas unidades da Caixa Cultural, já passou por Salvador este ano e, depois de Fortaleza, deve chegar às cidades de Brasília e São Paulo. A programação é gratuita e as informações estão no site da Caixa Cultural.


Fonte: EBC Cultura

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA