Cultura

Doutor Capinan: o letrista inventivo da MPB vai ganhar o Honoris Causa

Publicado em

Cultura

Um dos maiores compositores brasileiros, o poeta baiano José Carlos Capinan vai receber o título de Doutor Honoris Causa pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA). A cerimônia acontece na próxima sexta-feira (1), às 17h, na Reitoria do IFBA, no bairro do Canela, em Salvador.

A concessão da honraria reconhece a importância da trajetória de Capinan na cultura brasileira.

Capinan, que é membro da Academia de Letras da Bahia (ALB), é uma personalidade cuja obra entrelaça arte, política, educação e resistência. Poeta, letrista, intelectual público, ele representa a força do pensamento inventivo e da produção cultural baiana no cenário nacional.

Nascido na Bahia em 1941, em Entre Rios, Capinan é uma das figuras centrais do movimento da Tropicália. Colaborou em músicas de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Edu Lobo, João Bosco, Paulinho da Viola, Sueli Costa e Moraes Moreira.

Além da atuação como letrista, foi diretor da TV Educativa da Bahia e do Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab). 

 


Fonte: EBC Cultura

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Cultura

Espetáculo em São Paulo retrata histórias da Guerra de Canudos

Publicados

em

Está em cartaz no Itaú Cultural de São Paulo o espetáculo Restinga de Canudos, que retrata as histórias anônimas da guerra. A montagem da Companhia do Tijolo venceu o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte no ano passado de melhor direção.

Quando se fala em Guerra de Canudos, Antônio Conselheiro é o nome que costuma ser lembrado no conflito entre o exército e a comunidade liderada por Conselheiro. Mas o evento que aconteceu entre 1896 e 1897, no sertão da Bahia, foi vivenciado por figuras anônimas e são essas pessoas o foco da montagem. O diretor do espetáculo, Dinho Lima Flor, comenta a importância das mulheres educadoras de Canudos na consciência crítica da comunidade:

“É muito importante a história dessas mulheres porque quebra versões que diziam que Canudos não tinha escola. Todas as crianças estudavam, tinha muita gente que lia. A educação, o pensamento, são essas figuras que fazem a grande educação de Canudos. O povo sabia que a República, como a monarquia, não iria salvá-los, porque é uma coisa estrutural, a coisa da escravidão. Canudos já tinha esse pensamento pra frente”, diz.

No palco, a narrativa é protagonizada por duas professoras, ao lado de agricultores, beatos rezadores, cantadores, um indígena e um praticante do culto afro-indígena da Jurema Sagrada. Desde que surgiu, há quase 20 anos, a Companhia do Tijolo investiga o pensamento de Paulo Freire, ideia presente no nome. ‘Tijolo’ se refere a como Freire falava sobre a alfabetização de trabalhadores da construção civil. Com a peça sobre Canudos, o grupo mantém as pesquisas sobre educação popular. Dinho Lima Flor comenta a homenagem a todas as pessoas que morreram no conflito:

‘”li era um experimento coletivo onde tudo era de todos e nada era de ninguém. O pensamento de Canudos não foi construído por uma pessoa, mas foi construído por muitas pessoas. Trazer essas pessoas junto com o Conselheiro, dar luz e estudar esses seres que estudaram e praticaram a resistência contra as Forças Armadas”, diz. 

Restinga de Canudos segue em cartaz até o dia 26 de abril, com sessões de quinta-feira a domingo e a reserva dos ingressos é feita na terça-feira da mesma semana da apresentação pelo site do Itaú Cultural.


Fonte: EBC Cultura

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA