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Ilha do Marajó recebe Festival Choro Jazz 2025 com quarteto inédito

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Arismar do Espírito Santo, Filó Machado, Gabriel Grossi e Michael Pipoquinha dividirão o mesmo palco em uma apresentação única e inédita no Festival Choro Jazz 2025. A proposta ousada da curadoria do festival reúne o talento multigeracional desses artistas consagrados em um quarteto criado especialmente para esta edição do evento.

O festival acontece em Soure, na ilha do Marajó, entre os dias 8 e 13 de julho e marca a história do festival, como afirma a Aline de Moraes, diretora executiva do Festival Choro Jazz.

Em 2025 a gente volta para o Marajó, no Pará, com o Festival Choro Jazz, que completa 16 anos e que tem por missão a democratização da música instrumental. Para que ela saia desse lugar de elite. A gente conta com o patrocínio da Petrobras nessa empreitada, por meio da Lei Rouanet, do Ministério da Cultura, e temos a parceria com a Prefeitura de Soure. De 8 a 10 são oficinas gratuitas com grandes mestres, e de 11 a 13 os shows, tudo gratuito”.

O show promete não apenas uma fusão sonora entre mestres da música brasileira contemporânea, mas também um momento simbólico de valorização cultural em um dos territórios mais ricos do país.

A expectativa é de que o evento atraia amantes da música instrumental de todas as regiões do Brasil, consolidando o festival Choro Jazz como um dos mais importantes encontros da música de qualidade no cenário nacional.


Fonte: EBC Cultura

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Espetáculo em São Paulo retrata histórias da Guerra de Canudos

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Está em cartaz no Itaú Cultural de São Paulo o espetáculo Restinga de Canudos, que retrata as histórias anônimas da guerra. A montagem da Companhia do Tijolo venceu o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte no ano passado de melhor direção.

Quando se fala em Guerra de Canudos, Antônio Conselheiro é o nome que costuma ser lembrado no conflito entre o exército e a comunidade liderada por Conselheiro. Mas o evento que aconteceu entre 1896 e 1897, no sertão da Bahia, foi vivenciado por figuras anônimas e são essas pessoas o foco da montagem. O diretor do espetáculo, Dinho Lima Flor, comenta a importância das mulheres educadoras de Canudos na consciência crítica da comunidade:

“É muito importante a história dessas mulheres porque quebra versões que diziam que Canudos não tinha escola. Todas as crianças estudavam, tinha muita gente que lia. A educação, o pensamento, são essas figuras que fazem a grande educação de Canudos. O povo sabia que a República, como a monarquia, não iria salvá-los, porque é uma coisa estrutural, a coisa da escravidão. Canudos já tinha esse pensamento pra frente”, diz.

No palco, a narrativa é protagonizada por duas professoras, ao lado de agricultores, beatos rezadores, cantadores, um indígena e um praticante do culto afro-indígena da Jurema Sagrada. Desde que surgiu, há quase 20 anos, a Companhia do Tijolo investiga o pensamento de Paulo Freire, ideia presente no nome. ‘Tijolo’ se refere a como Freire falava sobre a alfabetização de trabalhadores da construção civil. Com a peça sobre Canudos, o grupo mantém as pesquisas sobre educação popular. Dinho Lima Flor comenta a homenagem a todas as pessoas que morreram no conflito:

‘”li era um experimento coletivo onde tudo era de todos e nada era de ninguém. O pensamento de Canudos não foi construído por uma pessoa, mas foi construído por muitas pessoas. Trazer essas pessoas junto com o Conselheiro, dar luz e estudar esses seres que estudaram e praticaram a resistência contra as Forças Armadas”, diz. 

Restinga de Canudos segue em cartaz até o dia 26 de abril, com sessões de quinta-feira a domingo e a reserva dos ingressos é feita na terça-feira da mesma semana da apresentação pelo site do Itaú Cultural.


Fonte: EBC Cultura

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