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Câmara na ALMT trabalha em prol da saúde indígena e ampliação do atendimento

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Mato Grosso conta com cerca de 60 mil indígenas e ainda enfrenta dificuldades no acesso à saúde, como falta de transporte, barreiras culturais e escassez de atendimento especializado. Para tratar desses problemas, a Assembleia Legislativa criou, em 2025, uma Câmara Setorial Temática (CST) voltada à saúde indígena.

A iniciativa foi proposta pelo presidente da ALMT, deputado estadual Max Russi (Podemos). O grupo reúne representantes de órgãos públicos, especialistas e lideranças indígenas, com foco em levantar demandas e propor melhorias no atendimento.

Entre as ações já realizadas estão visitas aos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) e a articulação entre instituições federais, estaduais e municipais. Em março de 2026, também foi promovido um curso de capacitação com 35 profissionais de saúde, abordando temas como tratamento de feridas, responsabilidade técnica na enfermagem e legislação aplicada à área.

Outra ação em andamento é o “Abril Indígena”, que inclui arrecadação de roupas, brinquedos e materiais para a Casa de Saúde Indígena (Casai) de Cuiabá, unidade que recebe pacientes vindos de aldeias e do interior do estado.

Também estão em discussão medidas voltadas à saúde mental, diante do aumento de casos de ansiedade, depressão e suicídio entre jovens indígenas. As propostas envolvem parcerias com órgãos como Sesai, Funai, Governo do Estado, universidades e prefeituras.

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Comissão aprova proposta que impede crédito rural a invasores de terra

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A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o substitutivo apresentado pelo deputado e membro da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), José Medeiros (PL), ao Projeto de Lei 4705/2025, que impede invasores de propriedades rurais de acessar políticas públicas da agricultura familiar, como crédito do Pronaf e programas de compra de alimentos.

Em seu parecer, Medeiros, que é relator do projeto, afirma que a proposta busca impedir que invasores de propriedades sejam tratados como agricultores familiares e tenham acesso a recursos públicos.

“Não podemos admitir que criminosos, como os do MST, além de invadir propriedades que não lhes pertencem, ainda consigam acesso a benefícios. Precisamos cuidar para que recursos públicos não sejam usados em propriedades sem legitimidade fundiária, o que acaba incentivando invasões e gerando insegurança no campo”, afirmou o deputado.

O texto aprovado, relatado por Medeiros, proíbe que pessoas envolvidas em invasão de terras sejam beneficiadas por programas governamentais voltados à agricultura familiar. Além disso, exige a comprovação da propriedade ou posse legítima do imóvel e inscrição ativa no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) para participação em programas públicos.

Para Medeiros, a medida corrige falhas que vinham permitindo o acesso irregular a recursos públicos. Segundo ele, a proposta garante que os investimentos cheguem a quem realmente trabalha no campo, evitando que ocupações ilegais sejam beneficiadas.

“Os critérios passam a ser mais rígidos para o acesso a políticas públicas. Isso garante mais segurança jurídica e evita distorções na destinação de recursos”, explicou.

O parecer teve três votos contrários de deputados do Partido dos Trabalhadores (PT). O projeto segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), antes de avançar na tramitação na Câmara dos Deputados.

 

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