Segundo Paula, o comportamento dos parlamentares “foi muito feio” e não condiz com o que a população espera de seus representantes. Ela não descarta encaminhar o caso à Comissão de Ética da Casa.
“Foi uma situação desagradável. Somos adultos, formadores de opinião e representamos o povo. Tenho certeza de que não é isso que o povo quer ver. Eu conduzo os trabalhos com educação e, infelizmente, alguns vereadores geram tumultos de forma desrespeitosa”, declarou.
A presidente afirmou já ter conversado com o presidente da Comissão de Ética, vereador Eduardo Magalhães (Republicanos), sobre possíveis medidas disciplinares e defendeu um debate interno sobre o comportamento no plenário.
“Temos uma sala de reuniões, podemos discutir, até de forma acalorada, mas dentro do plenário precisa haver respeito. Muitas vezes, enquanto um fala, outro sai andando. Isso é falta de respeito. Estou decidida a manter o equilíbrio e não é fácil. Quando uma mulher se exalta, dizem que está de TPM; quando um homem grita, é normal. Me policio muito”, afirmou.
Paula reforçou que tem atuado com firmeza para manter a ordem durante as sessões. “Não me falta pulso. Chamo atenção, aperto a campainha, toco o sino, peço por favor, mas eles não têm o senso. É uma legislatura que produz muito, em termos de projetos, requerimentos e indicações, mas esse tipo de conduta mancha a imagem do Legislativo. É algo ruim, negativo”, concluiu.





