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Presidente avalia punições a vereadores por xingamentos e brigas no plenário da Câmara

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A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Paula Calil (PL), afirmou que estuda punições aos vereadores Baixinha Giraldelli (SD) e Chico 2000 (PL) após o tumulto registrado em sessão desta semana. Durante a discussão, ambos trocaram ofensas e utilizaram palavras de baixo calão, além de ameaças de agressão física.

Segundo Paula, o comportamento dos parlamentares “foi muito feio” e não condiz com o que a população espera de seus representantes. Ela não descarta encaminhar o caso à Comissão de Ética da Casa.

“Foi uma situação desagradável. Somos adultos, formadores de opinião e representamos o povo. Tenho certeza de que não é isso que o povo quer ver. Eu conduzo os trabalhos com educação e, infelizmente, alguns vereadores geram tumultos de forma desrespeitosa”, declarou.

A presidente afirmou já ter conversado com o presidente da Comissão de Ética, vereador Eduardo Magalhães (Republicanos), sobre possíveis medidas disciplinares e defendeu um debate interno sobre o comportamento no plenário.

“Temos uma sala de reuniões, podemos discutir, até de forma acalorada, mas dentro do plenário precisa haver respeito. Muitas vezes, enquanto um fala, outro sai andando. Isso é falta de respeito. Estou decidida a manter o equilíbrio e não é fácil. Quando uma mulher se exalta, dizem que está de TPM; quando um homem grita, é normal. Me policio muito”, afirmou.

Paula reforçou que tem atuado com firmeza para manter a ordem durante as sessões. “Não me falta pulso. Chamo atenção, aperto a campainha, toco o sino, peço por favor, mas eles não têm o senso. É uma legislatura que produz muito, em termos de projetos, requerimentos e indicações, mas esse tipo de conduta mancha a imagem do Legislativo. É algo ruim, negativo”, concluiu.

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Faissal articula bloco de até 12 deputados para apoiar reeleição de Max Russi e disputar primeira-secretaria

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O deputado estadual Faissal Calil (PL) articula a formação de um bloco de até 12 parlamentares para apoiar a reeleição de Max Russi (Podemos) à presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Em contrapartida, o grupo pretende conquistar a primeira-secretaria da Casa, um dos principais cargos da Mesa Diretora.

A eleição está prevista para ocorrer após a posse dos deputados eleitos, marcada para 1º de fevereiro de 2027. A primeira-secretaria é considerada uma das funções mais importantes da estrutura administrativa do Legislativo, com atribuições relacionadas ao orçamento da Assembleia.

Negociação envolve diferentes partidos

A articulação reúne parlamentares do PL, Republicanos e União Brasil. Em entrevista à Rádio Cultura nesta terça-feira (20), Faissal afirmou que pretende reunir os deputados interessados e, posteriormente, apresentar a Max Russi uma proposta conjunta de apoio à permanência do parlamentar na presidência.

“A nossa questão é a primeira-secretaria. E nós vamos fazer um grupo e vamos chamar o Max. Aqui estão os votos que você precisa para ser presidente, e nós queremos a primeira-secretaria”, afirmou o deputado

Além de Faissal, demonstraram interesse em disputar a primeira-secretaria os deputados Diego Guimarães (Republicanos), Dilmar Dal Bosco (União Brasil) e Chico Guarnieri (PSDB). Segundo Faissal, a intenção é construir uma candidatura de consenso entre os integrantes do bloco.

O parlamentar também afirmou que já iniciou conversas com os outros três deputados eleitos pelo PL: Gilberto Cattani, Samanatha Iris e Alcino Barcelos. O deputado Dr. Eugênio de Paiva (Republicanos) também teria manifestado apoio à articulação, embora não pretenda disputar o cargo.

PL reivindica maior espaço na Mesa Diretora

Faissal defende que o PL tenha prioridade na escolha do primeiro-secretário devido ao crescimento da bancada nas eleições deste ano. O partido passou de dois para quatro deputados estaduais eleitos e deverá formar a segunda maior bancada da próxima legislatura, atrás apenas do Podemos, que elegeu seis parlamentares.

Para o deputado, o resultado eleitoral justifica uma participação mais expressiva da sigla nos espaços de decisão da Assembleia.

“O PL tem que ser protagonista em todas as esferas de poder, inclusive na Assembleia Legislativa. A gente tem a segunda maior bancada da Assembleia, nada mais justo de termos a primeira-secretaria”, declarou.

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Faissal também destacou que o PL ainda não ocupou a presidência nem a primeira-secretaria da Assembleia e avaliou que o momento é favorável para o partido conquistar uma das principais posições da Mesa Diretora.

Faissal foi reeleito com mais de 41 mil votos

Em seu terceiro mandato, Faissal afirmou ser o mais experiente entre os quatro deputados eleitos pelo PL e disse estar preparado para assumir a primeira-secretaria.

O parlamentar foi reeleito com 41.039 votos, o equivalente a 2,13% dos votos válidos, segundo os dados mencionados na reportagem.

As negociações devem avançar nos próximos meses, com a expectativa de consolidar o bloco e definir a composição que será apresentada para a eleição da nova Mesa Diretora.

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