Mato Grosso

Stopa aponta Emanuel como culpado por rombo fiscal e que ex-prefeito comandava decisões

Publicado em

Mato Grosso

O ex-vice-prefeito de Cuiabá, José Roberto Stopa (PV), afirmou durante depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Fraudes Fiscais, nesta quarta-feira (8), que a responsabilidade pelo descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) durante a última gestão municipal recai sobre o ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD).Stopa explicou que, para autorizar qualquer despesa, era necessária aprovação do Comitê de Eficiência Fiscal, presidido pelo então prefeito. Segundo ele, Emanuel tinha o papel central nas decisões financeiras do colegiado. “Para se empenhar, o Comitê tinha que aprovar. O prefeito era o presidente do Comitê”, declarou.

A oitiva ocorreu após o parecer das contas de governo de 2024 apontar irregularidades, incluindo o registro de R$ 278 milhões em despesas sem empenho — prática que fere o artigo 42 da LRF, o qual proíbe que gestores contraiam dívidas sem cobertura financeira nos últimos dois quadrimestres do mandato.

Questionado pelo relator da CPI, vereador Daniel Monteiro (Republicanos), Stopa reforçou que cabia ao Comitê avaliar a disponibilidade de recursos antes de aprovar novos gastos. “O Comitê deveria ter uma perspectiva de entrada de dinheiro antes de aprovar as despesas. O prefeito era o presidente do Conselho”, disse, acrescentando que cabia ao colegiado e à Secretaria Municipal de Fazenda justificar as falhas.

A presidente da CPI, vereadora Michelly Alencar (União), mencionou que ex-integrantes da gestão anterior já haviam reconhecido a violação da LRF e pediu que Stopa confirmasse o fato. O ex-vice-prefeito respondeu de forma direta: “Não é questão de reafirmar, é um fato. A legislação não foi observada por algum motivo, e é preciso entender as causas que levaram a isso.”

Por fim, Stopa concluiu que, embora não coubesse a ele atribuir responsabilidades formais, o comando do comitê e, consequentemente, das decisões financeiras, era do ex-prefeito Emanuel Pinheiro. “A responsabilidade é do Comitê e, obviamente, se tem um presidente, é ele que tem que responder por isso”, finalizou.

Durante a gestão de Emanuel, Stopa ocupou o cargo de secretário municipal de Obras Públicas e disse ter participado das reuniões do Comitê apenas quando havia temas específicos da sua pasta em pauta.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Mato Grosso

Dr. João emplaca projeto para cortar burocracia e acelerar abertura de empresas em MT

Publicados

em

_
Dr. João emplaca projeto para cortar burocracia e acelerar abertura de empresas em MT

Proposta aprovada em segunda votação busca reduzir burocracia, acelerar abertura de empresas e dar mais segurança ao empreendedor._

Projeto de Lei nº 1989/2023, de autoria do deputado estadual Dr. João (MDB), que institui procedimentos de licenciamento simplificado para o exercício de atividades econômicas no Estado, foi aprovado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso, em segunda votação, na Sessão Ordinária de quarta-feira (15).

O projeto cria, no âmbito dos órgãos e entidades da administração direta e autárquica do Estado, regras para simplificar a emissão de atos de liberação de atividades econômicas, com base na Lei Federal da Liberdade Econômica.

O texto estabelece classificação por níveis de risco, diferenciando atividades de baixo, médio e alto risco, para que o licenciamento seja proporcional à complexidade de cada caso.

Pela proposta, atividades classificadas como baixo risco ficam dispensadas da solicitação de ato público de liberação. Já as de médio risco deverão seguir procedimentos administrativos simplificados, com prioridade para tramitação integrada entre os órgãos responsáveis.

Nos casos de alto risco, seguem valendo as exigências relacionadas à segurança sanitária, controle ambiental, metrologia e prevenção contra incêndios.

Outro ponto central do projeto é a fixação de prazo para decisão sobre pedidos de liberação econômica. Conforme o texto, cada órgão deverá estabelecer prazo de até 60 dias para análise dos requerimentos. Se não houver manifestação conclusiva dentro desse período, poderá ocorrer a chamada aprovação tácita, desde que toda a documentação exigida tenha sido apresentada no protocolo.

Dr. João sustenta que o objetivo é desburocratizar e acelerar a abertura de empresas, reduzindo entraves que hoje dificultam a atividade econômica, afastam investimentos e prejudicam a geração de emprego e renda. “A simplificação do processo ajuda a fortalecer o ambiente de negócios, estimula a livre iniciativa e cria condições mais favoráveis para quem quer empreender em Mato Grosso”.

O texto também prevê que o Poder Executivo regulamente, por decreto, os critérios de classificação dos níveis de risco e poderá disponibilizar, em meio físico ou digital, uma relação simplificada, clara e objetiva das exigências para emissão dos atos públicos de liberação.

A lei, que aguarda sanção do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), entrará em vigor 180 dias após a publicação.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA