Mato Grosso

Wanderley Cerqueira rebate prefeito e reforça prioridade aos idosos vulneráveis

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O vereador Wanderley Cerqueira (MDB), por meio de sua assessoria, divulgou resposta às declarações do prefeito de Nossa Senhora do Livramento, Tiago Almeida. A nota reconhece o compromisso do gestor livramentense com políticas de proteção aos idosos, mas reforça que a crítica inicial do parlamentar tinha um único alvo: a gestão de Várzea Grande.

Segundo o texto, mencionar Livramento foi apenas ilustrativo, sem qualquer intenção de ataque. A resposta destaca que o Lar São Vicente de Paula, em Várzea Grande, acolhe idosos de várias cidades, incluindo Livramento, enquanto “26 idosos varzeagrandenses seguem na fila de espera”, sem solução apresentada pelo Executivo municipal.

A assessoria afirma estranhar que uma crítica direta à gestão de Várzea Grande tenha sido interpretada como afronta a outro município. A nota reforça o papel fiscalizador da Câmara e afirma que, se tivesse competência executiva, “todos os idosos já estariam abrigados”, lembrando que assistência social é política universal.

Wanderley também destaca ações já adotadas pelo Legislativo, como a apresentação de emenda ao Orçamento de 2026 destinando R$ 1 milhão para a criação de um Centro-Dia para atendimento integral de idosos. O texto aponta ainda que a Casa realizou audiência pública com mais de 400 participantes, incluindo representantes do Judiciário, Ministério Público, OAB e conselhos municipais e estaduais.

A Câmara também assinou convênio para ofertar cursos gratuitos de empreendedorismo para idosos e, a partir de 2026, cursos de Cuidador de Idosos. Essas medidas, segundo o presidente, demonstram compromisso concreto com a proteção da população idosa.

A nota reforça que a situação exige ação imediata e que “não falta dinheiro, falta prioridade”. O Legislativo afirma que continuará cobrando providências e não irá se calar enquanto todos os idosos vulneráveis do município não estiverem acolhidos em espaços dignos, seguros e próximos de suas famílias.

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Ex-diretor da Unimed Cuiabá continuará como réu em processo sobre irregularidades contábeis

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Justiça mantém ex-presidente da Unimed Cuiabá como réu em ação sobre supostas fraudes contábeis e rombo de R$ 400 milhões

O ex-presidente da Unimed Cuiabá, Rubens Carlos de Oliveira Júnior, continuará respondendo à ação penal que apura supostas fraudes contábeis e o envio de informações falsas à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A decisão foi proferida pelo juiz federal Jeferson Schneider, da 5ª Vara Federal de Mato Grosso, que rejeitou recursos apresentados por parte dos acusados e manteve o entendimento adotado em maio deste ano, quando negou os pedidos de absolvição antecipada.

De acordo com a denúncia, as irregularidades investigadas teriam causado um prejuízo estimado em R$ 400 milhões à cooperativa médica entre os anos de 2019 e 2023.

Além de Rubens, também são réus no processo Suzana Aparecida Rodrigues dos Santos Palma, Jaqueline Proença Larréa Mees, Eroaldo de Oliveira, Tatiana Gracielle Bassan Leite e Ana Paula Parizotto. O grupo foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) pelos crimes de falsidade ideológica e uso de documento falso.

Os recursos analisados pelo magistrado foram apresentados pelas defesas de Ana Paula, Eroaldo, Tatiana e Jaqueline. Os advogados alegaram supostas falhas na decisão anterior, questionando a validade de provas, perícias e aspectos relacionados à colaboração premiada firmada por uma das acusadas.

Ao examinar os pedidos, o juiz concluiu que não havia qualquer erro, omissão ou contradição na decisão contestada. Segundo ele, as defesas buscaram apenas rediscutir questões já apreciadas pelo juízo, demonstrando inconformismo com as conclusões anteriormente adotadas.

Jeferson Schneider também manteve o entendimento de que a colaboração premiada firmada por Suzana Aparecida Rodrigues dos Santos Palma não apresentou fatos novos capazes de justificar a reabertura do prazo para manifestação dos demais acusados.

Outro pedido rejeitado foi o de inclusão, nos autos, de um vídeo contendo declarações do procurador da República Pedro Melo Pouchain Ribeiro durante uma assembleia da Unimed Cuiabá. Para o magistrado, o material não possui relação direta com os fatos apurados na ação penal.

Durante a tramitação dos recursos, defesa e acusação trocaram acusações sobre possíveis irregularidades processuais. Ao final da decisão, o juiz autorizou tanto os advogados dos réus quanto o Ministério Público Federal a obter cópias integrais dos autos para adoção das medidas que considerarem cabíveis perante as instâncias competentes.

Com a rejeição dos recursos, a ação penal segue seu curso regular na Justiça Federal, mantendo todos os acusados no processo enquanto prossegue a apuração das supostas irregularidades.

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