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Quiet Beauty: a beleza que inspira sem gritar

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Por Dra. Thaís Nogueira

Ao longo da última década, vimos nascer e morrer inúmeras tendências estéticas. Houve o tempo em que o Instagram Face dominava as redes, como um molde universal: bocas volumosas, ângulos bem definidos, maçãs do rosto marcadas.

Depois, chegou a fase da Clean Girl Aesthetic, que trouxe frescor, pele leve e maquiagem minimalista. Embora mais sutil, ainda havia a pressão de parecer sempre jovem e dentro de um padrão.

Hoje, surge um movimento que conversa profundamente com aquilo que eu acredito e vivo na prática clínica: o Quiet Beauty. Não é sobre criar novos rostos, nem sobre encaixar pessoas em estéticas prontas. É sobre valorizar o que já existe, respeitar a identidade e ressaltar a beleza de forma silenciosa, refinada e natural.

Quiet Beauty, ou “beleza silenciosa”, não busca chamar a atenção pelo exagero. Ela se revela na sutileza, no equilíbrio, no bem-estar que transparece sem esforço. É a beleza que inspira não pelo impacto imediato de um antes e depois, mas pelo comentário genuíno: “como você está bem”.

Na clínica, esse conceito se traduz em escolhas inteligentes e personalizadas:
• Bioestimuladores de colágeno, que fortalecem a estrutura da pele a mantendo firme mesmo com o passar dos anos.
• Preenchimentos leves, aplicados em pontos estratégicos, apenas para suavizar, harmonizar, embelezar.
• Tecnologias a laser e protocolos regenerativos, que atingem todas as camadas da pele e entregam vitalidade e frescor.
• Skincare avançado, que mantém a pele saudável e luminosa no dia a dia.

Tudo feito de forma individualizada, com delicadeza e respeito à essência de cada rosto.

Quiet Beauty é mais do que estética: é um reflexo cultural. Vivemos uma era em que autenticidade e equilíbrio valem mais do que excessos. As pessoas querem se reconhecer no espelho, querem envelhecer bem, querem autoestima — não moldes.

Como dermatologista, vejo meu papel não em transformar quem me procura, mas em conduzir um processo de revelação: fazer transbordar para fora a beleza que já existe dentro.

Quiet Beauty é sobre viver a estética de forma consciente. É sobre se permitir cuidar, sem medo de perder a naturalidade. É sobre se sentir confiante, plena e única.

A beleza não precisa ser barulhenta para ser admirável. Ela pode ser silenciosa, refinada e profundamente transformadora.

Dra. Thaís Nogueira é médica dermatologista em Cuiabá.

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.

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