Polícia
Casal que matou filho bebê é condenado a 23 anos de prisão após investigação da Polícia Civil
Polícia
Um casal, investigado e indiciado pela Polícia Civil de Mato Grosso pelo homicídio de um bebê de apenas um mês e nove dias, foi condenado, nesta terça-feira (24.3), em Tribunal do Júri realizado em Barra do Bugres, cidade em que aconteceu o crime. Somadas, as penas da dupla chegam a 23 anos de prisão.
Os dois foram condenados pelos crimes de homicídio qualificado e fraude processual. O Conselho de Sentença reconheceu a materialidade, autoria e a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. Em relação ao suspeito, também foi reconhecida a participação de menor importância.
A mulher, de 27 anos, foi condenada a 14 anos de reclusão pelo homicídio qualificado e mais seis meses de detenção e 10 dias-multa pela fraude processual, com regime inicial fechado. Foi ainda decretada sua prisão preventiva e determinada a expedição de mandado de prisão.
Já o homem, de 44 anos, foi condenado a oito anos de reclusão pelo homicídio qualificado (com redução de 1/3 pela menor importância) e mais seis meses de detenção e 10 dias-multa pela fraude processual, em concurso material, com regime inicial semiaberto. A ele foi concedido o direito de apelar em liberdade, desde que não esteja preso por outro motivo.
O crime
O homicídio ocorreu em janeiro de 2021, no bairro Pronav, em Barra do Bugres. A princípio, o casal afirmou que estava ingerindo bebidas alcoólicas, amamentou o bebê, colocou-o para dormir e, depois, o encontrou sem vida.
No entanto, foram encontrados vestígios de sangue no chão da varanda da casa, que passou por perícia da Politec. A suspeita, então, confessou ter sido ela quem derrubou o bebê, mas alegou que foi um acidente.
“Porém, o laudo pericial foi determinante, pois era incompatível com uma queda acidental, já que o traumatismo demonstrava que o bebê teria sido arremessado brutalmente”, afirmou o delegado Rodolpho Bandeira, que investigou o caso.
A perícia revelou, ainda, lesões antigas no bebê, o que apontou que ele já havia sido agredido anteriormente.
Diante dos laudos e de depoimentos do casal, que se contradiziam, e de familiares dos suspeitos, que afirmaram que a mãe seria capaz de fazer algo com o bebê quando ingeria bebidas alcoólicas, pois perdia o controle emocional, o delegado Rodolpho Bandeira indiciou o casal por homicídio qualificado pelo meio cruel e fraude processual.
Devido à confissão da mãe de que ela é quem havia derrubado a vítima, o suspeito do sexo masculino teve sua participação reconhecida como de “menor importância”. Por isso, ele recebeu pena reduzida.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Polícia
Prefeito é agredido durante evento e policial penal com sinais de embriaguez acaba detido
Conteúdo/ODOC – Um policial penal foi detido na noite de quinta-feira (3) após se envolver em uma confusão com o prefeito em exercício de Água Boa (730 km a leste de Cuiabá), Ari Zandoná, durante um evento político no município. O gestor foi atingido na cabeça por um copo e sofreu um corte.
Segundo informações da Polícia Militar, o caso ocorreu durante um adesivaço. A confusão teria começado depois que o policial penal reclamou que o veículo do prefeito estava estacionado em frente à entrada de sua garagem.
Em depoimento à PM, Ari relatou que foi avisado de que um homem estaria riscando seu veículo. Ao se aproximar, constatou que se tratava do policial penal e afirmou que o empurrou para impedir que ele continuasse danificando o carro.
Na sequência, conforme o relato do prefeito, o policial penal arremessou um copo em sua direção. O objeto atingiu Ari na cabeça e provocou um corte. Ele recebeu atendimento médico e passa bem.
De acordo com o boletim de ocorrência, o policial penal apresentava sinais visíveis de embriaguez. Após a confusão, a Polícia Militar entrou em contato com ele e tentou convencê-lo a comparecer à delegacia para prestar esclarecimentos, mas o servidor encerrou a ligação.
Pouco depois, os militares ouviram um disparo de arma de fogo vindo do interior da residência do policial penal. Diante da situação, a equipe iniciou uma negociação para que ele deixasse o imóvel.
Após alguns minutos, o policial abriu o portão da casa e foi contido pela equipe.
Durante buscas no imóvel, os militares apreenderam uma pistola Glock G19, calibre 9 mm, pertencente à Polícia Penal de Mato Grosso, além de dois carregadores. Um deles continha 14 munições e o outro, 15, totalizando 29.
O policial penal foi encaminhado à delegacia, juntamente com a arma e as munições apreendidas, para as providências cabíveis.
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