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Mulher procura delegacia para registrar pedido de medida protetiva e é presa por homicídio

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A Polícia Civil prendeu, nesta sexta-feira (31), em Poconé, uma mulher, de 37 anos, que estava foragida da Justiça de Mato Grosso pelo crime de homicídio.

A prisão foi realizada por volta das 9h45, quando a mulher procurou a Delegacia de Poconé para registrar um boletim de ocorrência por lesão corporal e requerer medidas protetivas de urgência, com base na Lei Maria da Penha.

Porém, enquanto realizava os procedimentos de praxe, a policial civil que atendia o caso constatou que havia um mandado de prisão preventiva contra a mulher, expedido pela Primeira Vara Criminal de Cáceres, pelo crime de homicídio.

Diante da situação, a equipe da Delegacia de Poconé cumpriu o mandado de prisão e a mulher foi conduzida para a cela da unidade policial, onde ficou à disposição da Justiça.

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Núcleo financeiro de WT tem esposa, advogada, ex-assessor da Câmara e influencer, diz PC; confira

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Conteúdo/ODOC – Esposa, advogada, braço-direito, influencer, ex-assessor parlamentar e jogador de futebol amador estão entre os alvos da Operação Replay, deflagrada pela Polícia Civil nesta quinta-feira (30) para desarticular o núcleo financeiro ligado a Paulo Witer Farias Paelo, o WT, apontado como tesoureiro do Comando Vermelho de Mato Grosso.

Ao todo, a ação cumpriu 10 mandados de prisão preventiva e diversas medidas cautelares contra 14 investigados em Mato Grosso, Santa Catarina e Rio de Janeiro.

WT, que já está preso na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, também foi alvo da operação e teve um novo mandado de prisão preventiva cumprido dentro da unidade prisional. Segundo a Polícia Civil, ele continuava comandando a movimentação financeira da organização criminosa mesmo encarcerado.

Entre os presos está Thawany Nunes Silva de Bulhões, esposa de WT. A Polícia Civil também cumpriu mandados de busca e apreensão em três imóveis ligados a ela — um condomínio em Camboriú (SC), um edifício em Itapema (SC) e um apartamento em Cuiabá. Durante as diligências, foram apreendidos bolsas de luxo, joias e dinheiro em espécie.

Também foram presos a advogada Dayane Karol Moreira da Silva, apontada pela investigação como responsável por ocultar e dissimular o patrimônio de WT; o ex-assessor parlamentar da Câmara de Cuiabá Brunno Passos da Silva; o jogador de futebol amador Alex Júnior Santos de Alencar, conhecido como Soldado; Emerson Ferreira Lima, o Gordinho, apontado como braço direito de WT; a influenciadora Katani Adorno Bocardi, esposa de Emerson; Aldemir de Assis Campos, o Tucão; Ygor Henrique da Silva Martins; e Anderson Alves de Sousa.

Katani Adorno foi presa na madrugada desta sexta-feira (31), no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, quando desembarcava de uma viagem a Paris.

Também foram alvo de mandados de busca e apreensão Wellen de Amorim Gomes, Giselly Breier Streck, Jhonatan Alves Ventura, conhecido como Japão, Paulo Vinicius Gabriel de Araújo, o Pisquila, Wires Alves Guerra, Nagilda Cândida Ferreira e Fernando Wagner Moraes Amorim.

A operação

A Operação Replay é um desdobramento das operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra. Segundo a Polícia Civil, a investigação revelou que o grupo utilizava terceiros para ocultar patrimônio, movimentar recursos ilícitos e adquirir imóveis e veículos em nome de pessoas sem capacidade financeira compatível.

Além das prisões, a Justiça autorizou buscas pessoais, domiciliares e veiculares, quebra de sigilo de dispositivos eletrônicos, sequestro de bens, indisponibilidade de imóveis e veículos e bloqueio de ativos financeiros.

As medidas foram cumpridas em Cuiabá, Várzea Grande, Balneário Camboriú (SC), Itapema (SC) e Rio de Janeiro (RJ).

O patrimônio alcançado pelas decisões judiciais é estimado em R$ 17,2 milhões e inclui apartamentos e casas de alto padrão em Mato Grosso e Santa Catarina, três terrenos, quatro veículos e o bloqueio de até R$ 15,324 milhões em ativos financeiros.

De acordo com a Polícia Civil, WT continuava exercendo o comando financeiro e disciplinar da facção mesmo preso, orientando integrantes em liberdade e determinando movimentações de recursos ilícitos. As medidas judiciais têm como objetivo interromper as atividades do grupo, preservar provas e atingir sua base financeira.

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