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PC mira grupo especializado em fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro; empresa perdeu R$ 33 mil

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Nove mandados judiciais foram cumpridos pela Polícia Civil de Mato Grosso nesta sexta-feira (7), em Várzea Grande, durante a Operação Trafo, que investiga uma associação criminosa especializada em fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro.

Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão domiciliar, duas ordens de quebra de sigilo telemático, duas ordens de bloqueio e indisponibilidade de ativos via Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (Sisbajud) e três ordens de afastamento de sigilo bancário nos bairros Jardim Marajoara II e São Simão.

Os mandados foram expedidos pela Justiça com base em investigação da Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande, que apura a atuação de três moradores do município, suspeitos de integrarem uma associação criminosa voltada à prática de fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro.

Estelionato qualificado

O crime de estelionato qualificado foi registrado em dezembro de 2025, após ser praticado contra uma empresa do ramo de venda de transformadores de energia.

Na ocasião, o golpista entrou em contato com o responsável pela empresa por meio do aplicativo WhatsApp, solicitando informações sobre os produtos.

Passando-se por cliente e representante de uma empresa multinacional brasileira do setor agrícola, o suspeito negociou a compra de transformadores de energia no valor de quase R$ 33 mil, com pagamento previsto para até 28 dias.

Acreditando tratar-se de uma negociação legítima, a vítima concluiu a venda, e os transformadores foram retirados da sede da empresa. Somente depois percebeu que havia sido vítima de fraude.

Em contato com a empresa multinacional, foi informado que, embora a nota fiscal constasse no sistema, não havia qualquer pedido de compra dos equipamentos, tampouco a empresa tinha conhecimento da negociação realizada pelos golpistas.

Investigação

Durante as diligências, os policiais civis da Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande conseguiram identificar três suspeitos envolvidos no crime.

Conforme apurado, os transformadores de energia foram retirados da sede da empresa vítima por um freteiro e levados até um posto de combustível no bairro São Mateus, na região do Distrito Industrial, em Cuiabá, onde foram transferidos para outro caminhão.

No dia seguinte, um segundo freteiro foi contratado para retirar a carga desse caminhão e transportá-la até outro posto de combustível, localizado no bairro 24 de Dezembro, em Várzea Grande, de onde a mercadoria seguiria para o destino final.

Andamento

Após o cumprimento dos mandados e das medidas cautelares, os documentos e materiais apreendidos serão analisados para dar continuidade às investigações. O objetivo é concluir o inquérito policial e promover o indiciamento dos envolvidos.

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Saiba quem é o empresário preso por desviar quase 200 toneladas de soja em MT

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Conteúdo/ODOC – O empresário Dercide Pereira da Silva, proprietário de uma transportadora, é um dos principais alvos da Operação Entreposto, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira (7), em Rondonópolis e Primavera do Leste.

Segundo as investigações, ele teria sido responsável por dar suporte logístico a uma quadrilha especializada em roubos de cargas de soja e por emitir notas fiscais falsas que permitiram o desvio de aproximadamente 197 toneladas do grão.

De acordo com a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, Dercide levava os comparsas até os locais dos assaltos e fornecia documentos fiscais emitidos por sua empresa de armazenagem e transporte para dar aparência de legalidade à carga roubada, possibilitando sua comercialização como se tivesse origem regular.

As investigações apontam que o grupo atuou em pelo menos quatro roubos de cargas de soja registrados nos últimos meses nas rodovias BR-163 e BR-364.

Motorista fingia ser vítima

Entre os investigados está um motorista de caminhão que simulava ser vítima dos assaltos. Conforme a Polícia Civil, ele participava da ação criminosa e ajudava a transportar a soja roubada.

A fraude foi descoberta depois que os investigadores perceberam que o mesmo motorista havia registrado outros três boletins de ocorrência com características semelhantes. A repetição dos casos levantou suspeitas e levou à conclusão de que ele integrava a organização criminosa.

Segundo a investigação, durante os roubos os criminosos rendiam os caminhoneiros, mantinham as vítimas em cárcere privado e transferiam a carga para outros veículos.

Na sequência, os caminhões seguiam viagem escoltados por carros menores, que atuavam como batedores para alertar sobre eventuais fiscalizações da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Funções divididas

Além de Dercide e do motorista infiltrado, os investigadores identificaram outros dois integrantes da quadrilha.

Um deles era responsável pelo planejamento da logística e conduzia a carreta após o roubo. O quarto suspeito foi apontado como o responsável por portar a arma de fogo utilizada nas ações criminosas.

Ao todo, a Operação Entreposto cumpriu quatro mandados de prisão preventiva e ordens de busca e apreensão. Os policiais também apreenderam veículos usados pelo grupo, entre eles uma Toyota Hilux e um Chevrolet Onix, além de celulares, documentos e equipamentos eletrônicos que serão analisados para aprofundar as investigações

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