Polícia
PC prende suspeitos de furto mediante fraude em atacadista de Várzea Grande
Polícia
Três pessoas, envolvidas em um furto qualificado em um supermercado atacadista em Várzea Grande, foram identificadas e detidas pela Polícia Civil, nesta quinta-feira (25), em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos do município (Derf-VG).
A ação resultou na prisão em flagrante de dois homens pelos crimes de furto qualificado pela fraude e concurso de pessoas e também corrupção de menores e na apreensão de uma adolescente pelo ato infracional de furto com as mesmas qualificadoras.
O crime ocorreu na noite de terça-feira (23), quando os suspeitos utilizaram um esquema fraudulento para subtrair aproximadamente R$ 1 mil em mercadorias do estabelecimento. Conforme apurado, o grupo se dividiu em equipes, encheu dois carrinhos com produtos diversos e se dirigiu aos caixas de autoatendimento.
No local, efetuaram o pagamento apenas de alguns itens de baixo valor para gerar o QR Code que libera a catraca de saída, deixando o estabelecimento com a maior parte dos produtos sem efetuar o pagamento. Assim que acionada, a equipe da Derf-VG iniciou diligências e analisou imagens do sistema de monitoramento do supermercado, identificando um veículo, Fiat Uno, utilizado pelos suspeitos na ação criminosa.
Com base nas informações levantadas, os policiais realizaram diligências e conseguiram localizar e prender os dois suspeitos maiores de idade além de apreender o adolescente de 16 anos envolvido na ação. O veículo utilizado no crime também foi apreendido.
Durante as investigações, representantes do estabelecimento relataram que o principal suspeito já havia praticado furtos anteriores no mesmo supermercado utilizando método semelhante. Segundo o relato, ele costumava entrar no local acompanhado de mulher e crianças para simular uma situação comum de compras em família e dificultar a percepção da ação criminosa.
Em depoimento, um dos conduzidos confessou ter participado do furto a convite do cunhado, acreditando que não haveria consequências, uma vez que o comparsa já teria praticado ações semelhantes anteriormente. O adolescente também confirmou a participação no crime e afirmou que não era a primeira vez que auxiliava o investigado.
Diante das evidências, os suspeitos foram conduzidos à Derf-VG, onde após serem interrogados pela delegada Elaine Fernandes, foram autuados pelos crimes de furto qualificado mediante fraude e concurso de pessoas, corrupção de menores, sendo posteriormente colocados à disposição da Justiça.
Segundo a delegado, os três suspeitos são contumazes nas práticas de crimes. “Um deles possui registro de roubo e tráfico de drogas e o outro por furto qualificado e receptação”, disse a delegada.
A Polícia Civil segue com as investigações para apurar o envolvimento dos conduzidos em outros furtos registrados na região.
Polícia
Desembargador do TJ exonera assessora alvo de operação acusada de venda de decisões
Conteúdo/ODOC – O desembargador Juvenal Pereira da Silva, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), determinou a exoneração da assessora jurídica Mhayra Alves Pacheco Abes após ela ser alvo da Operação Falsa Vantagem, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta quinta-feira (25). A investigação apura um suposto esquema de influência sobre decisões judiciais.
Em nota divulgada pelo TJ-MT, o magistrado afirmou que não havia sido oficialmente informado sobre as investigações e que tomou conhecimento do caso por meio da imprensa. Segundo ele, a exoneração foi determinada assim que soube da possível participação da servidora nos fatos apurados.
Mhayra atuava no gabinete de Juvenal desde agosto de 2022. Além dela, também foram alvos da operação o advogado Ademir Rosa Gomes e um policial penal, cuja identidade ainda não foi divulgada.
No comunicado, o desembargador negou qualquer envolvimento ou conhecimento sobre os fatos investigados e destacou que confia no trabalho das autoridades responsáveis pela apuração.
“O desembargador reafirma seu compromisso com a transparência e a integridade institucional, colocando-se à disposição para colaborar com as autoridades competentes no que for necessário ao completo esclarecimento dos fatos”, diz trecho da nota.
O magistrado também ressaltou que eventuais responsabilidades devem ser apuradas pelas instâncias competentes, com respeito ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa.
“Falsa Vantagem”
A operação cumpriu cinco mandados de busca e apreensão expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias do Polo de Cuiabá.
De acordo com a Polícia Civil, o grupo investigado é suspeito de envolvimento em crimes como extorsão, exploração de prestígio, estelionato, corrupção e organização criminosa.
As investigações apontam que os suspeitos prometiam influenciar decisões judiciais em troca de pagamentos. Em um dos casos apurados, familiares de um condenado teriam sido convencidos de que seria possível anular uma sentença por meio de suposta influência junto a uma servidora responsável por atos processuais.
Para viabilizar a alegada interferência, o grupo teria cobrado R$ 150 mil em dinheiro vivo, valor que, segundo a investigação, foi exigido dessa forma para dificultar o rastreamento.
Apesar da promessa, a decisão judicial resultou apenas na redução da pena do condenado, sem a anulação da sentença. A situação gerou conflitos entre os envolvidos, e o beneficiário passou a cobrar a devolução do dinheiro, fato que também integra as apurações da Polícia Civil.
Leia a nota na íntegra:
NOTA À IMPRENSA
O Poder Judiciário de Mato Grosso informa que, até o presente momento, não foi oficialmente notificado acerca da operação policial denominada “Falsa Vantagem”, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta quinta-feira (25).
A instituição tomou conhecimento dos fatos por meio da divulgação realizada pelos veículos de comunicação.
Tão logo soube da existência das investigações e da possível participação de uma servidora comissionada vinculada ao gabinete do desembargador Juvenal Pereira da Silva, o magistrado determinou sua imediata exoneração do cargo.
O desembargador esclarece que não possuía qualquer conhecimento prévio dos fatos investigados e reitera sua confiança no trabalho das autoridades responsáveis pela apuração do caso.
O Poder Judiciário de Mato Grosso reafirma seu compromisso com a legalidade, a ética, a transparência e a integridade institucional, colocando-se à disposição para colaborar com as autoridades competentes no que for necessário ao completo esclarecimento dos fatos.
Eventuais responsabilidades serão apuradas pelas instâncias competentes, sempre com observância ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa.
-
Várzea Grande3 dias atrásOdair Martins assume Loja Maçônica em VG
-
Esportes18 horas atrásBrasil bate Escócia na estreia de Neymar e vai ao mata-mata da Copa após show de Vini Jr
-
Política6 dias atrásComissão aprova regras para aumentar proteção de motoristas de aplicativo
-
Várzea Grande6 dias atrásVárzea Grande terá horário especial em repartições públicas nesta sexta-feira para jogo da Seleção Brasileira
-
Política6 dias atrásSenado avalia MP sobre piso do frete e anistia por bloqueio de estradas
-
Esportes5 dias atrásMixto perde para o Gama no Dutrinha e se complica para avançar à 3ª fase da Série D
-
Política6 dias atrásNova lei cria política nacional para estudantes com altas habilidades
-
Política7 dias atrásMetroviários denunciam sucateamento dos serviços e precarização do trabalho em meio a privatizações












