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Polícia Civil deflagra operação para apurar golpe em compra de whiskies

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Estelionato de Várzea Grande desencadeou nessa quinta-feira (10.7), a Operação “Água no Whisky”, para apurar um golpe contra uma empresa de alimentos e bebidas, fornecedora de whiskies, que teve prejuízo de quase R$ 150 mil.

A Polícia Civil foi acionada por um representante da empresa, localizada em Várzea Grande, que informou que a distribuidora havia sido vítima de um golpe por meio de uma negociação realizada por telefone, por uma pessoa que se passou pelo setor de compras de um grande supermercado da cidade.

Somente neste golpe, a empresa havia sofrido o prejuízo de aproximadamente R$ 50 mil em mercadorias. Mas a vítima já havia efetuado transações por telefone acreditando estar fazendo negócios com a rede de supermercados ao menos oito vezes, totalizando um prejuízo de R$ 150 mil.

Nessa quinta-feira (10), quando a fraude foi descoberta, a vítima tinha acabado de entregar uma carga de 336 whiskies. O representante da empresa acionou a Delegacia de Estelionato de Várzea Grande, que conseguiu localizar a carga, o freteiro e dois homens, de 34 e 44 anos, que estavam recebendo a carga.

Os dois foram presos e autuados em flagrante por estelionato, na modalidade fraude eletrônica, e associação criminosa. Um deles possui diversas passagens criminais, inclusive por estelionato na Bahia e no Tocantins.

A carga de whiskies, avaliada em R$ 50 mil, foi recuperada e devolvida ao proprietário. As investigações continuam para finalizar o inquérito policial e desarticular todos os membros da associação criminosa.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia Civil deflagra megaoperação, cumpre 471 mandados e desarticula facção criminosa em Primavera do Leste e região

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (14.1), uma megaoperação, chamada Cartório Central, para o cumprimento de ordens judiciais, com foco na desarticulação de uma facção criminosa voltada à prática de crimes de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, extorsão, agiotagem e controle territorial, em Primavera do Leste e região.

São cumpridos, na operação, um total de 471 mandados, sendo 225 de prisão preventiva, 225 de busca e apreensão domiciliar e 21 medidas de bloqueio e indisponibilidade de valores, expedidos pela 1ª Vara Criminal de Primavera do Leste, com base em investigações da Polícia Civil.

As ordens judiciais são cumpridas em diversas cidades de Mato Grosso e também nos Estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Acre e São Paulo. Para o cumprimento dos mandados, foi mobilizado um grande contingente de policiais civis, com apoio de unidades especializadas e equipes policiais dos outros estados onde os mandados são cumpridos.

A operação tem como principais objetivos desarticular a estrutura da facção criminosa, identificar e responsabilizar seus integrantes, além de interromper o fluxo financeiro ilícito e reduzir o poder de atuação do grupo na região.

Investigações

As investigações foram conduzidas pela Delegacia de Primavera do Leste, por meio da Divisão de Investigação sobre Entorpecentes, iniciadas há pouco mais de um ano e que permitiram identificar a existência de uma facção criminosa, com divisão de funções, hierarquia interna, controle financeiro e logística própria, responsável por coordenar atividades ilícitas no município e na região.

De acordo com as investigações, o grupo atuava de forma estruturada, mantendo um sistema próprio de arrecadação de valores, repasses financeiros e cobrança de dívidas ilícitas, além da organização do comércio de entorpecentes e da imposição de regras internas, com indícios de envolvimento em crimes como extorsão, tráfico de drogas, lavagem de capitais e associação criminosa.

Empréstimos e juros abusivos

Também foram identificadas movimentações financeiras compatíveis com a prática de lavagem de capitais, demonstrando que os valores oriundos do tráfico de drogas eram utilizados não apenas para a aquisição de entorpecentes, mas também para a realização de empréstimos informais a terceiros, especialmente comerciantes locais, com a finalidade de mascarar a origem ilícita dos recursos.

O mecanismo utilizado pela facção se enquadra no crime de usura pecuniária, previsto no artigo 4º da Lei nº 1.521/1951, que tipifica a cobrança de juros ou comissões sobre dívidas em dinheiro superiores ao limite legal.

O esquema era supervisionado por membros de maior escalão, identificados como responsáveis externos pelo financiamento ilegal. As cobranças contavam com o respaldo do “quadro de disciplina” da facção, que articulava represálias e até sequestros contra agiotas independentes.

O delegado Rodolpho Bandeira, responsável pelas investigações, ressaltou que elas continuam e que todo o material apreendido será analisado para subsidiar novos procedimentos, identificar outros envolvidos e aprofundar a responsabilização criminal e patrimonial dos integrantes da organização.

“A operação, com grande número de mandados e suspeitos identificados, representa um passo importante no combate ao crime organizado, na proteção da sociedade e no enfrentamento às facções criminosas que buscam se estruturar no interior do Estado e expandir sua atuação para outras unidades da federação”, disse o delegado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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