Polícia
Polícia Civil prende irmãos e amigo envolvidos em homicídio ocorrido no último sábado em Nova Bandeirantes
Polícia
A Polícia Civil prendeu, nesta segunda-feira (29.12), os três envolvidos no homicídio ocorrido no último sábado (27), no distrito de Japurana, em Nova Bandeirantes, esclarecendo o crime em menos de 48 horas.
Dois irmãos, de 37 e 42 anos, e o amigo deles, de 27 anos, foram identificados como autores do crime e tiveram os mandados de prisão decretados por homicídio qualificado.
A vítima, Nelson Vida de Souza, de 61 anos, foi encontrada por volta das 14 horas de sábado (27), já sem vida, dentro do seu veículo Toyota Hilux, com perfurações de disparo de arma de fogo.
Assim que foi acionada dos fatos, a equipe de policiais da Delegacia de Nova Bandeirantes iniciou as diligências para apuração dos fatos, recebendo informações de que a vítima teria sido alvejada em um bar e também sobre os possíveis autores.
Segundo as investigações, no ano passado, a vítima tinha tido conflito com dois dos suspeitos, e desde então, as partes evitavam se encontrar, entretanto, os desafetos acabaram se encontrando em um bar da cidade.
A vítima foi alvejada com tiros dentro do seu veículo e ainda tentou fugir, mas não resistiu aos ferimentos e foi a óbito a aproximadamente 40 metros do local dos disparos.
Com a identificação da autoria, imediatamente foram iniciadas as buscas pelos suspeitos, sendo realizada a prisão em flagrante de um deles (amigo dos irmãos), no mesmo dia dos fatos. Questionado, ele confessou que emprestou a arma para o crime, porém negou a participação na execução da vítima.
O suspeito foi conduzido à Delegacia de Nova Bandeirantes, onde após ser interrogado pela delegada Renata Taise de Carvalho, foi autuado em flagrante pelo homicídio, sendo representado pela conversão em prisão preventiva.
A delegada também representou pelas prisões preventivas dos dois irmãos envolvidos no crime, que foram deferidas pela Justiça, e cumpridas na segunda-feira (29), momento em que os suspeitos se apresentaram na delegacia, para serem interrogados.
Após todos os trâmites cabíveis, os três suspeitos foram colocados à disposição da Justiça.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Polícia
Saiba quem é líder de facção em Mato Grosso preso no Paraguai com apoio dos Estados Unidos
Conteúdo/ODOC – Foi identificado como João Batista Vieira dos Santos o homem apontado pela Polícia Civil como uma das lideranças de uma facção criminosa em Mato Grosso e preso nesta quinta-feira (3), em Assunção, no Paraguai.
Investigado na Operação Raspa Brasil, ele é suspeito de administrar recursos da organização criminosa e também já foi citado em investigações sobre “Novo Cangaço” e um plano para resgatar presos da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.
Foragido da Justiça, João Batista foi localizado após uma ação conjunta da Polícia Civil de Mato Grosso, da Polícia Nacional do Paraguai e da Drug Enforcement Administration (DEA), agência antidrogas dos Estados Unidos.
A prisão ocorreu em cumprimento a um mandado de prisão preventiva e contou ainda com a participação da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO/Draco) e da Gerência de Polinter e Capturas (Gepol).
Segundo a Polícia Civil, João Batista estava usando documentos falsos quando foi encontrado. A mesma prática já havia sido registrada em fevereiro de 2023, quando ele foi localizado em Pontes e Lacerda com um documento público falsificado.
O histórico de investigações contra ele inclui ainda uma apreensão de quase duas toneladas de maconha, em outubro de 2025, em uma chácara vinculada ao investigado. Na ocasião, quatro pessoas foram presas.
“Novo Cangaço” e plano de resgate
João Batista também é suspeito de envolvimento em um roubo a instituição financeira na modalidade conhecida como “Novo Cangaço”.
Em 2022, o nome dele apareceu em uma investigação sobre a escavação de um túnel de aproximadamente 257 metros, construído a partir de uma residência em Cuiabá em direção à Penitenciária Central do Estado (PCE).
Segundo as investigações, o túnel seria utilizado para resgatar integrantes da facção que estavam presos na unidade.
Raspadinhas ilegais
Outro ponto investigado pela Polícia Civil é a suposta atuação de João Batista na administração das finanças da facção, especialmente por meio do esquema denominado “Raspa Brasil Nacional”.
De acordo com a GCCO/Draco, ele era apontado como coordenador estadual do esquema e teria participação na definição de diretrizes financeiras e na expansão da atividade em Mato Grosso.
Monitoramentos realizados durante as investigações registraram João Batista transportando banners e materiais utilizados na divulgação das raspadinhas. A análise de aparelhos celulares também identificou videochamadas e comunicações com outros integrantes envolvidos no esquema.
Segundo a investigação, ele cobrava planilhas com informações sobre os estabelecimentos comerciais, a quantidade de bilhetes distribuídos, os valores arrecadados e os percentuais destinados à organização.
Em caso de descumprimento das determinações, ainda conforme a Polícia Civil, a orientação seria acionar a chamada “disciplina” da facção.

Fuga para o Paraguai
Após deixar Mato Grosso, João Batista teria permanecido por um período no Rio de Janeiro, onde, segundo a Polícia Civil, manteve contato com outros integrantes da organização criminosa.
As diligências posteriormente indicaram que ele havia deixado o Brasil, fazendo com que as buscas avançassem até o Paraguai.
Mesmo foragido, o investigado continuou ativo nas redes sociais utilizando identidades falsas. Em fevereiro de 2026, publicou imagens feitas no Rio de Janeiro ao lado de uma mulher que possuía cinco mandados de prisão em aberto.
Em outra publicação identificada pelos investigadores, João Batista apareceu com uma arma de fogo com características de fuzil. Também foram encontradas postagens relacionadas a atividades físicas, bares e outros aspectos de sua rotina.
Questão judicial
João Batista já apresentou laudos e alegações de incapacidade mental em processos judiciais. A GCCO/Draco afirma, porém, que elementos reunidos ao longo das investigações apontaram comportamentos que, em tese, seriam incompatíveis com uma incapacidade total.
Durante o período em que esteve foragido, ele teria participado de videochamadas, transmitido orientações e feito cobranças a outros integrantes, mantendo, segundo os investigadores, atuação dentro da organização criminosa.
Diante desses elementos, a GCCO/Draco encaminhou informações às autoridades competentes para subsidiar um pedido de revisão dos laudos apresentados nos processos judiciais.
Com a prisão em Assunção, as autoridades deverão adotar os procedimentos de cooperação internacional necessários para o cumprimento das ordens judiciais existentes contra João Batista.
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