Política
Abilio diz que homem armado com faca entrou na Prefeitura à procura dele: “Disse que queria resolver as coisas”
Política
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), revelou que um homem armado com uma faca entrou na sede da Prefeitura com a intenção de procurá-lo. A fala ocorreu durante entrevista coletiva, nesta quarta-feira (26), em que o gestor anunciou a ampliação do sistema de monitoramento da Capital, integrando câmeras de diversas áreas públicas para reforçar a segurança.
Segundo Abilio, o episódio aconteceu na semana passada.
“Nós tivemos um caso, em que uma pessoa tentou entrar na prefeitura na semana passada, com uma faca ou canivete. Fez de conta que iria visitar o mirante só que quando ela entrou, as câmeras da prefeitura identificou algumas passagens policias, acendeu um alerta para o nosso GSI”, disse o prefeito.
De acordo com o prefeito, o suspeito estava com um objeto cortante semelhante a um canivete e foi conduzido à delegacia após a chegada da Polícia Militar. Ele avaliou que o homem aparentava estar em surto ou sob efeito de drogas.
“Ele falou que estava vindo intencionado a resolver as coisas com o prefeito”, acrescentou.
Na coletiva, o prefeito defendeu que a integração das câmeras de mobilidade urbana, saúde e educação com os sistemas de segurança pode evitar situações semelhantes.
“Ao invés de a gente criar uma nova central e gastar recursos com isso, vamos fazer quase que um consórcio dentro da Semob. A ideia é que, se uma pessoa procurada pela polícia entrar em qualquer órgão público, seja notificada imediatamente”, afirmou.
A reportagem entrou em contato com as polícias Militar e Civil, que informaram não haver registro da ocorrência descrita pelo prefeito.
Cuiabá
Dra. Mara cobra soluções para pontos finais precários do transporte coletivo em Cuiabá
Fiscalizações realizadas pela vereadora revelaram problemas estruturais, falta de manutenção e condições precárias enfrentadas por motoristas e usuários; audiência buscou identificar responsáveis e cobrar soluções
A situação dos pontos finais do transporte coletivo de Cuiabá esteve no centro de uma audiência pública realizada nesta quarta-feira (3), na Câmara Municipal.
Convocado pela vereadora Dra. Mara, o debate reuniu representantes da Prefeitura, órgãos de fiscalização, concessionárias, trabalhadores e usuários do sistema para discutir problemas que, segundo a parlamentar, se arrastam há anos sem solução definitiva.
A audiência teve como ponto de partida fiscalizações realizadas pela própria vereadora em diferentes regiões da Capital. Durante as visitas, foram constatadas estruturas deterioradas, banheiros em condições inadequadas de uso e ausência de espaços apropriados para descanso e alimentação dos motoristas.
Ao apresentar os relatos, Dra. Mara questionou quem responde pela manutenção dos pontos finais e quais medidas efetivas estão sendo adotadas para corrigir as irregularidades encontradas.
“O que vimos em campo demonstra uma realidade que não pode ser ignorada. Existem trabalhadores cumprindo jornadas extensas sem a estrutura mínima necessária, enquanto a população também enfrenta dificuldades diariamente. Precisamos identificar responsabilidades e cobrar providências”, afirmou.
Durante o debate, uma das principais questões levantadas foi justamente a divisão de atribuições entre o município, as empresas concessionárias e os órgãos responsáveis pela fiscalização do sistema.
Representantes da administração pública e da agência reguladora apresentaram esclarecimentos sobre as competências de cada setor, mas a discussão evidenciou a necessidade de maior integração e fiscalização permanente.
Dados apresentados pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana apontam que o transporte coletivo de Cuiabá movimenta mais de 156 mil passageiros por dia e opera com 91 linhas. Apesar dos investimentos anunciados pela gestão municipal e da renovação da frota, usuários e trabalhadores relataram que problemas estruturais continuam presentes em diversos pontos da cidade.
Outro tema que chamou atenção foi o volume de recursos públicos destinados ao sistema. Segundo informações apresentadas pelo prefeito Abilio Brunini, o custo operacional da tarifa ultrapassa R$ 11 por passageiro, enquanto o usuário paga R$ 4,95, sendo a diferença subsidiada pelo município. O dado reforçou questionamentos sobre a qualidade dos serviços oferecidos diante dos investimentos realizados.
Ao final da audiência, Dra. Mara defendeu que os encaminhamentos não fiquem apenas no campo das discussões e resultem em medidas concretas.
Para a parlamentar, o primeiro passo é garantir transparência sobre as responsabilidades de cada ente envolvido e estabelecer um cronograma de ações para corrigir as deficiências identificadas nas fiscalizações.
“O cidadão paga a tarifa, o município investe recursos públicos e os trabalhadores mantêm o sistema funcionando. O mínimo que se espera é respeito e condições adequadas para todos. Nossa função agora é acompanhar os desdobramentos e cobrar que as soluções saiam do papel”, concluiu.
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