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Abilio pede aval da Câmara para criação em regime de urgência de nova secretaria em Cuiabá

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), enviou à Câmara Municipal, em regime de urgência, um projeto de lei complementar que cria a Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Urbano. A proposta reestrutura a atual Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, que passará a se chamar Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento e Planejamento Urbano.

Com a mudança, o antigo Instituto de Planejamento e Desenvolvimento Urbano (IPDU) deixa de ser órgão adjunto e se torna secretaria. O arquiteto e urbanista José Afonso Botura Portocarrero assumirá a nova pasta, enquanto a Secretaria de Meio Ambiente ficará sob responsabilidade da arquiteta Elisangela Fernandes Bokorni, atual presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Mato Grosso (CAU/MT).

Abilio justificou que a divisão dará mais agilidade às políticas de crescimento sustentável. “Separando as duas funções, teremos quem planeja e estuda as leis com mais profundidade e outro mais focado na análise de obras. O Portocarrero cuidará do futuro da cidade e a Lise ficará responsável pelo dia a dia”, afirmou.

Segundo o projeto, as duas secretarias funcionarão de forma híbrida, compartilhando setores administrativos, financeiros e jurídicos, mas atuarão de maneira independente. O Planejamento ficará responsável por projetos estratégicos de desenvolvimento urbano, enquanto o Meio Ambiente continuará com licenciamentos e autorizações de obras.

Portocarrero adiantou que sua prioridade será revitalizar espaços históricos como o Morro da Luz, o Centro Histórico e o Horto Florestal. Já Lise pretende focar no destravamento da construção civil.

O projeto agora aguarda votação na Câmara de Cuiabá.

 

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Cuiabá

Justiça suspende despejo de famílias em Cuiabá após agravo da Prefeitura

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A Prefeitura de Cuiabá conseguiu uma liminar junto ao Poder Judiciário de Mato Grosso para suspender a desocupação de quase 500 unidades habitacionais no Residencial Villas das Minas e nos condomínios Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A medida foi concedida pelo desembargador Rodrigo Roberto Curvo após recurso apresentado pela Prefeitura, por meio da Procuradoria-Geral do Município e reunião do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini na tarde desta sexta-feira (17)

O Agravo de Instrumento com pedido de efeito suspensivo foi protocolado na tarde de hoje e acompanhado do procurador-geral, Luiz Antônio Araújo Jr, e do procurador-geral adjunto, Rober Caio Ribeiro. No encontro o gestor municipal defendeu a suspensão imediata da ordem de desocupação para garantir o avanço da regularização fundiária.

Ao analisar o pedido, o magistrado reconheceu o risco social da retirada coletiva e deferiu parcialmente a liminar. “Defiro parcialmente o efeito suspensivo pleiteado, exclusivamente para suspender a eficácia da ordem de imissão na posse coletiva contida na decisão agravada”, destacou na decisão.

Na prática, a medida impede, neste momento, a desocupação de cerca de 496 unidades habitacionais ocupadas há mais de duas décadas, evitando impacto direto sobre famílias em situação de vulnerabilidade.

O recurso apresentado pela Procuradoria também solicita a retomada do processo de Regularização Fundiária Urbana de Interesse Social (REURB-S), a suspensão de sanções impostas ao Município e o encaminhamento do caso à Comissão de Soluções Fundiárias, com base em diretrizes do Conselho Nacional de Justiça para garantir tratamento humanizado.

Apesar da decisão favorável quanto à suspensão do despejo, o desembargador optou por não analisar, neste momento, o mérito completo da ação, mantendo a paralisação da REURB até manifestação da relatora natural do caso.

Durante a agenda no Tribunal, o prefeito destacou que a prioridade da gestão é assegurar o direito à moradia. “Nós viemos ao Tribunal de Justiça apresentar o nosso recurso e reforçar que o nosso objetivo não é retirar ninguém. O que queremos é garantir a regularização dessas áreas, dar segurança jurídica para essas famílias e assegurar o direito à moradia”, afirmou.

A decisão está alinhada a recomendações da Corregedoria-Geral da Justiça e a entendimentos do Supremo Tribunal Federal sobre conflitos fundiários coletivos, priorizando soluções que evitem despejos em massa sem análise social prévia.

Com a liminar, o Município ganha fôlego para buscar uma solução definitiva para a área, enquanto o processo segue para análise da desembargadora relatora.

https://www.cuiaba.mt.gov.br/noticias/justica-suspende-despejo-de-familias-em-cuiaba-apos-agravo-da-prefeitura

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