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Coronel Fernanda debate moratória da soja no 3º Congresso Cerealista Brasileiro

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A deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) participou, nesta quinta-feira (27), da programação do 3º Congresso Cerealista Brasileiro, promovido pela Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (ACEBRA), em Chapada dos Guimarães. Nesta edição, que traz o tema “Fortalecendo Conquistas, Ampliando Horizontes”, a parlamentar integrou o debate da Sala Jornada Agro durante a palestra “Moratória da Soja – Entre acordos e restrições: o papel do Brasil no comércio global de grãos”.

Ao abordar o tema, Coronel Fernanda destacou que a discussão sobre a moratória precisa incluir quem mais sente seus impactos, que é o produtor rural. “Em 2023, nós tomamos a iniciativa de discutir a moratória da soja e fizemos inúmeras audiências públicas, principalmente ouvindo os produtores rurais, que são os maiores afetados”, recordou.

A deputada questionou o desequilíbrio histórico gerado por decisões que, segundo ela, ignoram o esforço de quem construiu o agronegócio brasileiro. “Fala-se muito no passado da moratória, mas e o passado do produtor? E os prejuízos que ele carrega até hoje por regras e restrições que foram impostas de forma unilateral?”, afirmou.

Coronel Fernanda também ressaltou histórias de agricultores que começaram sem recursos, mas desenvolveram suas propriedades na legalidade e com trabalho contínuo. “Existem muitas histórias que não são contadas. Produtores que conquistaram suas áreas de maneira honesta, que expandiram suas terras aos poucos, sem invadir nada, cumprindo a lei e produzindo com responsabilidade”, disse.

Ao criticar acordos fechados entre ONGs e indústria, a parlamentar reforçou que o Código Florestal já estabelece regras claras para o uso da terra. “Temos uma legislação que define o que o produtor pode ou não fazer. E, mesmo assim, surge uma moratória em que só um lado tem vontade, isto é, a indústria e ONGs que vendem uma imagem de preservação que não corresponde à realidade”, destacou.

Para ela, o verdadeiro trabalho ambiental está no campo. “O que está sendo preservado hoje nas fazendas e nas empresas do agro é fruto do que os produtores rurais estão fazendo. São eles que preservam, produzem e sustentam esse país”, concluiu.

O Congresso segue até sexta-feira (28) e reúne especialistas, empresários e lideranças para discutir inovação, competitividade e segurança jurídica no agronegócio. A participação da Coronel Fernanda reforça seu compromisso com a defesa do produtor e com o fortalecimento da cadeia de grãos.

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Após 77 anos, moradora de VG inicia processo para regularizar a casa onde nasceu

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A casa onde a aposentada Nair Maria Zaquim Mael, de 77 anos, mora até hoje guarda a história de uma vida inteira. Foi construída pelo pai, que chegou ao bairro da Manga, na região do Grande Cristo Rei, por volta de 1949, vindo da zona rural com a esposa grávida. Pouco tempo depois, Nair nasceu ali mesmo. Cresceu na residência, formou sua família, criou os filhos e hoje vê os netos ocupando o mesmo quintal onde passou a infância.Na noite da última quarta-feira (29), ela abriu uma gaveta antiga, reuniu os documentos já amarelados do imóvel e seus documentos pessoais e, acompanhada da neta, participou da reunião de mobilização do programa Acelera VG Regularização Fundiária, realizada na Igreja Católica da Comunidade São Pedro, na Travessa Manoel Dias.

Depois de mais de sete décadas vivendo na mesma casa, dona Nair está mais perto de receber a escritura que oficializa a propriedade do imóvel onde construiu toda a sua trajetória.

A reunião marcou o início das ações para regularização de 905 imóveis no bairro da Manga. O cadastramento dos moradores será realizado entre os dias 11 e 14 de agosto, das 8h30 às 12h e das 13h às 17h, no mesmo local.

Durante o encontro, a prefeita Flávia Moretti destacou que a escritura representa muito mais do que um documento. Segundo ela, a regularização garante segurança jurídica às famílias, valoriza os imóveis e assegura um direito esperado por muitos moradores há décadas.

“A escritura garante tranquilidade às famílias, dá segurança jurídica e valoriza o patrimônio construído ao longo da vida. Todo esse processo é totalmente gratuito para os moradores. Quero agradecer ao Governo do Estado, ao Intermat, à Assembleia Legislativa, ao Tribunal de Justiça, ao Consórcio e a todos os parceiros que tornaram essa iniciativa possível. Peço que todos participem, façam o cadastramento e aproveitem essa oportunidade. Esse trabalho começou e não vai mais parar”, afirmou a prefeita.

A secretária municipal de Desenvolvimento Urbano, Regularização Fundiária e Habitação, Manoela Rondon, ressaltou que a mobilização representa mais um passo no compromisso da gestão em garantir dignidade e cidadania às famílias várzea-grandenses.

“A regularização fundiária transforma vidas. Ela garante o direito à propriedade, proporciona segurança para as famílias e abre portas para novos investimentos e melhorias nas comunidades. Nossa equipe está preparada para atender todos os moradores e orientá-los durante todo o processo”, disse.

O presidente do bairro da Manga, Wilson Soares da Silva, destacou a expectativa positiva da comunidade com a chegada do programa.

“Os moradores estão muito felizes. Como é possível observar, há um grande fluxo de pessoas e a expectativa é que o movimento aumente ainda mais. Somos imensamente gratos à prefeita por proporcionar este momento, especialmente aos moradores do bairro da Manga. Meu telefone não parava de tocar, com muitas pessoas buscando informações, por isso expressamos nossa profunda gratidão. Os moradores agradecem à prefeita e ao Governo do Estado. Ações como esta são sempre muito bem-vindas em nossa comunidade.”

Com a inclusão da Manga, o Programa Acelera VG Regularização Fundiária alcança 3.282 imóveis mobilizados na região do Grande Cristo Rei. Antes, já haviam sido iniciados os trabalhos nos bairros Alameda, com 1.400 imóveis, e Construmat, com 977 imóveis.

O programa é uma parceria entre a Prefeitura de Várzea Grande, o Governo de Mato Grosso, por meio do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico e Social do Vale do Rio Cuiabá e a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Cadastramento

Os moradores da Manga devem comparecer entre os dias 11 e 14 de agosto, na Igreja Católica da Comunidade São Pedro, localizada na Travessa Manoel Dias, das 8h30 às 12h e das 13h às 17h.

Documentos necessários

Para realizar o cadastro, os moradores devem apresentar um documento que comprove a posse ou a aquisição do imóvel, como contrato de compra e venda, título de posse antigo ou carnê de IPTU, desde que constem a quadra e o lote. Também é necessário apresentar um comprovante de endereço da residência a ser regularizada.

Documentos pessoais, conforme a situação civil:

  • Solteiros: certidão de nascimento, RG e CPF;
  • Casados: certidão de casamento, RG e CPF de ambos;
  • Divorciados: certidão de casamento com averbação do divórcio, RG e CPF do requerente e partilha de bens (se houver);
  • Viúvos: certidão de casamento, certidão de óbito do cônjuge, RG e CPF do requerente e partilha de bens (se houver);
  • União estável: escritura pública ou homologação judicial da união, certidão de nascimento, RG e CPF de ambos.
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