Política
Iniciativa de Wilson Santos consolida Mato Grosso como referência nacional na causa da dislexia
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Há quase uma década, o tema da dislexia começou a ganhar espaço em Mato Grosso e se tornou visível perante a sociedade, inspirando outros estados brasileiros a ampliarem o debate sobre o transtorno e promoverem a inclusão social. Esse avanço tem a contribuição do deputado Wilson Santos (PSD), que desde o início apoiou e participou ativamente das ações em defesa das pessoas com dislexia, ao lado de mães e familiares que enfrentam o desafio do transtorno do neurodesenvolvimento.
Como parte desse propósito de fortalecer e consolidar políticas públicas voltadas à causa, por indicação de Wilson Santos a Assembleia Legialtifva de Mato Groso (ALMT) realizou, nesta segunda-feira (6), no Plenário das Deliberações “Renê Barbour”, a 10ª edição do Simpósio sobre Dislexia. O evento reuniu especialistas, educadores, famílias e representantes de instituições, promovendo palestras, debates e a atualização de informações científicas sobre o tema.
O parlamentar presidiu o Simpósio e destacou que Mato Grosso tornou-se referência nacional na discussão sobre dislexia, resultado de um trabalho contínuo de sensibilização e formulação de leis. “Nosso foco é a educação inclusiva. Precisamos entender que todos os seres humanos são diferentes e merecem um olhar respeitoso e acolhedor. Aqui nasceu a Associação de Dislexia de Mato Grosso, que inspirou o país. Já conquistamos mais de oito leis estaduais em favor das pessoas com o diagnóstico e até uma legislação nacional foi provocada a partir dessa mobilização. Esse é o nosso papel: plantar e regar essa semente”, destacou o deputado.
Wilson Santos relembrou que todo esse movimento começou a partir do encontro com um grupo de mães mato-grossenses, que buscavam espaço para discutir o tema e dar voz às famílias. Uma delas foi Gabrielle Coury de Andrade, hoje presidente de honra da Associação de Dislexia de Mato Grosso. “Houve um tempo em que não tínhamos voz, pouco se falava em dislexia. Eram muitas perguntas sem respostas. Mães e professores não sabiam como agir. O deputado Wilson Santos nos acolheu e, com o apoio de muitas mãos e corações, decidimos lutar”, relatou Gabrielle.
Durante o encontro, a neuropsicóloga e membro da Associação Brasileira de Dislexia (ABD), Inez Ocanã de Luca, abordou as dificuldades enfrentadas pelos disléxicos e os principais comportamentos observados em diferentes fases da vida. “Na alfabetização é possível identificar as dificuldades na leitura, escrita, compreensão de textos, matemática, memória e coordenação motora. É um quadro complexo. Essas pessoas, muitas vezes, sofrem bullying e enfrentam desafios sociais, mas também, possuem grandes habilidades. A dislexia é genética. É preciso que os disléxicos acreditem em si mesmo, são capazes e muito inteligentes, o restante se encaixa”, afirmou.
A superintendente de Equidade e Inclusão da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Paula Cunha, destacou as ações desenvolvidas pelo governo estadual na consolidação da educação inclusiva. “A educação inclusiva é hoje uma prioridade. Instituímos políticas voltadas aos transtornos de aprendizagem e nossos professores vêm sendo capacitados para um olhar mais acolhedor. Somos uma rede com mais de 300 mil estudantes e mapear esses casos é essencial para consolidar uma política pública sólida”, ressaltou.
Wilson Santos reforçou que a dislexia ainda é uma temática recente no campo social, mas que começa a ganhar o devido espaço nas discussões públicas. “Com o trabalho realizado no Parlamento Estadual, conseguimos colocar este assunto na mesa de importantes autoridades e instituições”, concluiu.
Ao final do evento, o parlamentar entregou moções de aplauso a todos os envolvidos na construção de políticas de inclusão em Mato Grosso, em especial àqueles que atuam diretamente na causa da dislexia.
Fonte: ALMT – MT
Mato Grosso
“Alexandre fora”: Medeiros promete colocar impeachment do STF na pauta do Senado
O senador eleito por Mato Grosso José Medeiros (PL), que recebeu 977.777 votos, afirmou nesta segunda-feira (5) que o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) deve ser a primeira pauta do novo Senado. A declaração foi dada em entrevista ao programa Morning Show, da Jovem Pan.
Só o partido dele, o PL, elegeu 19 novos senadores, chegando a 28 parlamentares, a maior bancada do Senado. Questionado se essa nova composição já seria suficiente para trazer equilíbrio entre os Poderes ou se seria necessário levar a pauta adiante, Medeiros foi direto e citou nominalmente os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Gilmar Mendes.
“Bom, antes do Carnaval, se possível, Alexandre fora. Depois do Carnaval, Flávio Dino e Gilmar costeando o alambrado do impeachment”, afirmou.
Críticas a Alexandre de Moraes
Na sequência, o senador eleito relacionou a crítica a episódios da própria campanha em Mato Grosso. Segundo ele, no dia seguinte a um embate com Alexandre de Moraes, teve o tempo de propaganda eleitoral reduzido e passou a sofrer restrições impostas pela Justiça Eleitoral
“O Alexandre, inclusive, pediu a prisão dele durante esse episódio aí, porque ele estava fazendo coação no curso do processo. E, coincidentemente, no outro dia, ele tirou metade do meu tempo aqui no Mato Grosso e eu fiquei proibido de falar aqui pelo TRE. Minhas redes foram tiradas do ar, porque eu disse que eles tinham interferido na eleição aqui”, declarou.
Durante a campanha, uma decisão do STF redistribuiu o tempo de propaganda eleitoral da coligação, que antes destinava cerca de 60% a Medeiros e 40% a Janaína Riva (MDB), passando para divisão igualitária entre os dois candidatos. O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) também determinou a suspensão dos perfis de Medeiros nas redes sociais até o fim do primeiro turno.
“Eles jogam sujo”
Medeiros afirmou que os ministros do STF assumiram prerrogativas que seriam do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e se tornaram protagonistas do processo eleitoral.
“Eles tomaram as prerrogativas do TSE, eles invadiram, eles foram os grandes protagonistas dessa eleição, sendo que devia ser o eleitor, né? Então, assim, não dá, não dá pra conviver com esses caras, eles realmente jogam sujo”, disse.
O áudio vazado
O senador eleito também comentou o vazamento de um áudio enviado por ele ao prefeito de Diamantino, Chico Mendes, irmão do ministro Gilmar Mendes. Na gravação, Medeiros afirma que seu eleitor “bebe detergente e reza pra ET”. Segundo ele, o áudio acabou chegando, de forma recortada, às mãos de uma adversária.
“Esse áudio mesmo meu aí, não tenho dúvida, eu mandei pro irmão do ministro e eu tenho certeza que não foi ele que vazou pra imprensa. Como é que esse áudio chegou e foi parar, provavelmente, na mão da minha adversária e ser todo recortado? Então não dá pra conviver com um juiz apitando o jogo e marcando o gol pro adversário”, concluiu
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