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Janaina Riva repudia comentário machista de vereador contra prefeita de Pedra Preta

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Um caso polêmico na Câmara de Pedra Preta (238 km ao sul de Cuiabá) marcou a sessão de segunda-feira (25). O vereador Gilson da Agricultura (União) ofendeu a prefeita Iraci Ferreira da Silva (PSDB) durante um discurso contra o rodeio da cidade, chamando a gestora de “cachorra viciada”, comentário que provocou indignação e repercussão.

Em repúdo, a deputada Janaina Riva (MDB) classificou a fala do vereador como machista e preconceituosa, afirmando ainda que irá acionar formalmente o Ministério Público do Estado (MPE) e outros órgãos competentes para apurar o fato.

“Eu fiquei indignada ao saber que um vereador no mandato tem coragem de chamar uma prefeita – que já foi vereadora, é mulher na política e está ajudando o seu povo – de ‘cachorra viciada’. Não conheço o vereador, mas quero entender o que significa isso. Vamos acionar os órgãos competentes e o Ministério Público deve perguntar ao vereador por que fez essa comparação com uma mulher que ocupa o poder”, afirmou Janaina.

A deputada reforçou que não haverá tolerância para agressões verbais a mulheres na política, destacando que o episódio caracteriza violência política de gênero e pode levar a sanções no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), incluindo a inelegibilidade do agressor.

“Isso é um absurdo. A mulher precisa ser respeitada, seja prefeita, vereadora ou em qualquer posição. Não existe civilidade quando se agride uma mulher. E para ser representante político, é necessário respeito e civilidade”, completou Janaina.

Por meio de nota de repúdio do União Brasil, a deputada federal Gisela Simona e a primeira-dama Virginia Mendes exigiram que o vereador se retrate com a prefeita.

“Reiteramos nosso compromisso com a defesa do respeito, da igualdade e da participação plena e segura das mulheres na política, e exigimos que o ofensor se retrate, sem prejuízo das medidas legais e institucionais a serem tomadas para responsabilizar o autor deste tipo de conduta”, diz trecho da nota.

O episódio segue sob análise da Procuradoria da Mulher, que pretende tomar as medidas legais cabíveis para responsabilizar o vereador. Veja o vídeo de repúdio da deputada:

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Cuiabá

Dra. Mara cobra soluções para pontos finais precários do transporte coletivo em Cuiabá

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Fiscalizações realizadas pela vereadora revelaram problemas estruturais, falta de manutenção e condições precárias enfrentadas por motoristas e usuários; audiência buscou identificar responsáveis e cobrar soluções

A situação dos pontos finais do transporte coletivo de Cuiabá esteve no centro de uma audiência pública realizada nesta quarta-feira (3), na Câmara Municipal.

Convocado pela vereadora Dra. Mara, o debate reuniu representantes da Prefeitura, órgãos de fiscalização, concessionárias, trabalhadores e usuários do sistema para discutir problemas que, segundo a parlamentar, se arrastam há anos sem solução definitiva.

A audiência teve como ponto de partida fiscalizações realizadas pela própria vereadora em diferentes regiões da Capital. Durante as visitas, foram constatadas estruturas deterioradas, banheiros em condições inadequadas de uso e ausência de espaços apropriados para descanso e alimentação dos motoristas.

Ao apresentar os relatos, Dra. Mara questionou quem responde pela manutenção dos pontos finais e quais medidas efetivas estão sendo adotadas para corrigir as irregularidades encontradas.
“O que vimos em campo demonstra uma realidade que não pode ser ignorada. Existem trabalhadores cumprindo jornadas extensas sem a estrutura mínima necessária, enquanto a população também enfrenta dificuldades diariamente. Precisamos identificar responsabilidades e cobrar providências”, afirmou.

Durante o debate, uma das principais questões levantadas foi justamente a divisão de atribuições entre o município, as empresas concessionárias e os órgãos responsáveis pela fiscalização do sistema.
Representantes da administração pública e da agência reguladora apresentaram esclarecimentos sobre as competências de cada setor, mas a discussão evidenciou a necessidade de maior integração e fiscalização permanente.

Dados apresentados pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana apontam que o transporte coletivo de Cuiabá movimenta mais de 156 mil passageiros por dia e opera com 91 linhas. Apesar dos investimentos anunciados pela gestão municipal e da renovação da frota, usuários e trabalhadores relataram que problemas estruturais continuam presentes em diversos pontos da cidade.

Outro tema que chamou atenção foi o volume de recursos públicos destinados ao sistema. Segundo informações apresentadas pelo prefeito Abilio Brunini, o custo operacional da tarifa ultrapassa R$ 11 por passageiro, enquanto o usuário paga R$ 4,95, sendo a diferença subsidiada pelo município. O dado reforçou questionamentos sobre a qualidade dos serviços oferecidos diante dos investimentos realizados.

Ao final da audiência, Dra. Mara defendeu que os encaminhamentos não fiquem apenas no campo das discussões e resultem em medidas concretas.
Para a parlamentar, o primeiro passo é garantir transparência sobre as responsabilidades de cada ente envolvido e estabelecer um cronograma de ações para corrigir as deficiências identificadas nas fiscalizações.

“O cidadão paga a tarifa, o município investe recursos públicos e os trabalhadores mantêm o sistema funcionando. O mínimo que se espera é respeito e condições adequadas para todos. Nossa função agora é acompanhar os desdobramentos e cobrar que as soluções saiam do papel”, concluiu.

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