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Missão Mato Grosso à Índia fortalece laços com polos de inovação e tecnologia

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A missão empresarial e institucional de Mato Grosso à Índia, que teve início esta semana, cumpre uma intensa agenda de compromissos, com ênfase em inovação, conectividade e desenvolvimento sustentável. Representantes da Associação Mato-grossense de Municípios (AMM), prefeituras, da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci/MT) e da Assembleia Legislativa do Mato Grosso (ALMT) já participaram de encontros com lideranças políticas, empresas de tecnologia e instituições acadêmicas indianas. A missão técnica teve início em 22 de agosto e seguirá até 1º de setembro, consolidando parcerias e explorando oportunidades de cooperação bilateral.

O principal objetivo da iniciativa é abrir portas para parcerias internacionais, atrair investimentos estratégicos e fomentar o desenvolvimento dos municípios mato-grossenses com base em experiências globais de inovação e tecnologia.

O primeiro dia de agenda, em Mumbai, teve início com uma visita técnica à uma empresa referência em conectividade 5G e Internet das Coisas (IoT), no dia 25. A comitiva conheceu soluções aplicadas em áreas rurais e urbanas, com destaque para tecnologias que podem impulsionar cidades inteligentes e o agronegócio mato-grossense. Ainda em Mumbai, os representantes foram recebidos pelo ministro do estado de Maharashtra e autoridades da cidade de Navi Mumbai, onde discutiram inovação urbana, energia limpa e transformação digital.

A comitiva também participou de um jantar de negócios com empresários indianos. O encontro promoveu networking e explorou oportunidades de cooperação nos setores de tecnologia, infraestrutura e desenvolvimento sustentável, reforçando o interesse mútuo em parcerias estratégicas.

No dia 26, em Pune, a delegação visitou o renomado MIT Pune (Maharashtra Institute of Technology), onde foram discutidas possibilidades de intercâmbio acadêmico, formação tecnológica e qualificação de jovens. De volta a Mumbai, a comitiva conheceu a L&T Smart World & Communication, que apresentou soluções em segurança digital, cidades inteligentes e infraestrutura tecnológica. A agenda se encerrou na Confederação das Indústrias Indianas, com apresentações de startups e rodada de negócios.

O vice-presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo, destacou os significativos avanços que a missão poderá proporcionar a Mato Grosso. “Esta viagem tem sido fundamental para fortalecer conexões com um país tão rico em inovação, conhecimento e experiências, que certamente poderão resultar em benefícios concretos para os municípios de Mato Grosso”, afirmou.

Organização – A missão à Índia é resultado de uma ação conjunta entre a AMM, o Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), e a Câmara Indo-Brasileira, com apoio institucional do TCE-MT, Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e da FIEMT.
A iniciativa reafirma o compromisso com a inovação, educação tecnológica e atração de investimentos internacionais. A troca de experiências internacionais abre caminhos para cooperação em áreas como agronegócio sustentável, biotecnologia, digitalização de serviços públicos e intercâmbio cultural, entre outros setores.

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Cuiabá

Dra. Mara cobra soluções para pontos finais precários do transporte coletivo em Cuiabá

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Fiscalizações realizadas pela vereadora revelaram problemas estruturais, falta de manutenção e condições precárias enfrentadas por motoristas e usuários; audiência buscou identificar responsáveis e cobrar soluções

A situação dos pontos finais do transporte coletivo de Cuiabá esteve no centro de uma audiência pública realizada nesta quarta-feira (3), na Câmara Municipal.

Convocado pela vereadora Dra. Mara, o debate reuniu representantes da Prefeitura, órgãos de fiscalização, concessionárias, trabalhadores e usuários do sistema para discutir problemas que, segundo a parlamentar, se arrastam há anos sem solução definitiva.

A audiência teve como ponto de partida fiscalizações realizadas pela própria vereadora em diferentes regiões da Capital. Durante as visitas, foram constatadas estruturas deterioradas, banheiros em condições inadequadas de uso e ausência de espaços apropriados para descanso e alimentação dos motoristas.

Ao apresentar os relatos, Dra. Mara questionou quem responde pela manutenção dos pontos finais e quais medidas efetivas estão sendo adotadas para corrigir as irregularidades encontradas.
“O que vimos em campo demonstra uma realidade que não pode ser ignorada. Existem trabalhadores cumprindo jornadas extensas sem a estrutura mínima necessária, enquanto a população também enfrenta dificuldades diariamente. Precisamos identificar responsabilidades e cobrar providências”, afirmou.

Durante o debate, uma das principais questões levantadas foi justamente a divisão de atribuições entre o município, as empresas concessionárias e os órgãos responsáveis pela fiscalização do sistema.
Representantes da administração pública e da agência reguladora apresentaram esclarecimentos sobre as competências de cada setor, mas a discussão evidenciou a necessidade de maior integração e fiscalização permanente.

Dados apresentados pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana apontam que o transporte coletivo de Cuiabá movimenta mais de 156 mil passageiros por dia e opera com 91 linhas. Apesar dos investimentos anunciados pela gestão municipal e da renovação da frota, usuários e trabalhadores relataram que problemas estruturais continuam presentes em diversos pontos da cidade.

Outro tema que chamou atenção foi o volume de recursos públicos destinados ao sistema. Segundo informações apresentadas pelo prefeito Abilio Brunini, o custo operacional da tarifa ultrapassa R$ 11 por passageiro, enquanto o usuário paga R$ 4,95, sendo a diferença subsidiada pelo município. O dado reforçou questionamentos sobre a qualidade dos serviços oferecidos diante dos investimentos realizados.

Ao final da audiência, Dra. Mara defendeu que os encaminhamentos não fiquem apenas no campo das discussões e resultem em medidas concretas.
Para a parlamentar, o primeiro passo é garantir transparência sobre as responsabilidades de cada ente envolvido e estabelecer um cronograma de ações para corrigir as deficiências identificadas nas fiscalizações.

“O cidadão paga a tarifa, o município investe recursos públicos e os trabalhadores mantêm o sistema funcionando. O mínimo que se espera é respeito e condições adequadas para todos. Nossa função agora é acompanhar os desdobramentos e cobrar que as soluções saiam do papel”, concluiu.

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