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Presidente Wanderley Cerqueira faz alerta sobre segurança armada no PS e denuncia desvio de função

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Presidente Wanderley Cerqueira faz alerta sobre segurança armada no PS e denuncia desvio de função

Durante a sessão ordinária desta terça-feira (26), o presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, vereador Wanderley Cerqueira, utilizou a tribuna para relatar sua visita surpresa ao Pronto-Socorro Municipal. O parlamentar destacou preocupação com a forma como os seguranças armados estão atuando na recepção do hospital.

Segundo o presidente, ao chegar ao setor de trauma, por volta das 21h, foi surpreendido ao ser barrado por uma segurança. “Falei para ela: a senhora está cometendo um desvio de função. O segurança foi contratado para dar segurança, não para recepcionar a população. Isso é improbidade administrativa. O pai de família chega desesperado com um filho ou com a mãe infartada e encontra um segurança fazendo o papel de recepcionista. Isso está errado”, afirmou.

Wanderley recordou que já enfrentou um processo de desvio de função em seu mandato anterior e reforçou o alerta: “Eu aviso primeiro, mas se não houver providências, vou tomar medidas mais firmes. O povo de Várzea Grande merece respeito”.

A fala recebeu apartes de diversos parlamentares. O vereador Galibert confirmou a situação, relatando que também já foi impedido de entrar na unidade por um segurança armado, em episódio de “falta de educação e trato grosseiro com o ser humano”.

A vereadora Gisa Barros relatou ter passado por situação semelhante: “Cheguei lá e o guarda me perguntou se eu tinha comunicado para entrar. Eu respondi: comunicar? Vou ter que mandar ofício para entrar no pronto-socorro? Nós, vereadores, temos acesso livre. Não aceito esse tipo de barreira”.

O vereador Carlinhos Figueiredo sugeriu que a gestão substitua os seguranças terceirizados pela atuação da própria Guarda Municipal: “Não precisa de segurança armada para recepcionar. É preciso gente preparada para tratar bem a população várzea-grandense”.

Já o vereador Cilcinho reforçou que continuará fiscalizando e citou até caso envolvendo o senador Jayme Campos, que também teria enfrentado situação semelhante: “Precisamos ser tratados com respeito. Ninguém vai fiscalizar um órgão público com falta de educação. Estamos aqui pelo povo”.

O presidente Wanderley encerrou sua fala reforçando o alerta à prefeita e à secretária de Saúde, Deisi:
“Se acontecer uma tragédia ali, de um segurança armado se exceder e atirar em um cidadão, deixo registrado: eu avisei nesta tribuna. A responsabilidade será de quem mantém essa prática irregular”.

Assessoria de Comunicação – Câmara Municipal de Várzea Grande

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Mato Grosso

TJMT barra eleição do SISMA e impõe multa diária à comissão

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) suspendeu o processo eleitoral do SISMA/MT e impôs multa diária de R$ 500 à comissão eleitoral e ao sindicato por descumprirem a ordem judicial que determinou o retorno da Chapa 01 à disputa.

A crise na eleição do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso (SISMA/MT) ganhou contornos de grave confronto institucional. O desembargador Márcio Aparecido Guedes, da Primeira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), reiterou a ordem de suspensão imediata de todo o pleito sindical do triênio 2026/2029 e fixou multa diária de R$ 500,00 contra o sindicato e os membros da Comissão Eleitoral diante da recusa em reincluir a Chapa 01 na disputa.
A decisão colegiada atesta uma manobra deliberada para contornar a ordem judicial anterior deferida no plantão pelo desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, que já havia determinado a reinserção da chapa encabeçada por Mavenier Benedito Arruda e Silva ou a paralisação do certame. Mesmo intimada formalmente da liminar às 11h45 do dia 7 de outubro, a Comissão Eleitoral manteve o sistema de votação eletrônica ativo exclusivamente com as Chapas 02 e 03.
Para além de ignorar a inclusão da oposição na plataforma virtual, a direção eleitoral publicou uma nota anunciando o prosseguimento da votação e convocou uma Assembleia Geral Extraordinária para o dia 16 de outubro com a intenção de “ratificar ou rejeitar” o indeferimento da Chapa 01. O relator classificou a atitude como uma evidente resistência e tentativa de esvaziar o controle da Justiça, determinando medidas enérgicas para preservar a autoridade judicial:
* Paralisação completa dos atos eleitorais: Fica expressamente suspensa qualquer apuração, contagem de votos, proclamação de resultado ou posse de chapa para a gestão 2026/2029.
* Bloqueio da manobra em assembleia: O tribunal barrou preventivamente qualquer deliberação da assembleia marcada para 16 de outubro referente à impugnação da Chapa 01 e aos atos da Comissão Eleitoral, mantendo os ofícios sob efeito suspensivo.
* Multa pessoal e solidária: A penalidade financeira de R$ 500,00 por dia de descumprimento incide de maneira solidária sobre os patrimônios do sindicato e dos integrantes da própria Comissão Eleitoral.
O despacho do TJMT deixa claro que a tentativa de impor uma votação sem paridade de armas não terá validade jurídica. Ao insistir em conduzir o pleito à margem da determinação legal, os responsáveis pelo processo colocaram a eleição da saúde estadual em total paralisia, respondendo agora sob risco de sanções coercitivas financeiras e eventual anulação definitiva dos votos computados.

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