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Projeto cria regras para fiscalizar pessoas expostas politicamente

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O Projeto de Lei 626/26 cria o Marco Legal de Integridade e Fiscalização de Pessoas Expostas Politicamente (PEPs). A ideia é prevenir e reprimir crimes como corrupção e lavagem de dinheiro por meio de fiscalização baseada em risco.

A proposta define como pessoas expostas politicamente:

  • os detentores de mandatos eletivos;
  • os ministros de Estado;
  • os integrantes do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos tribunais de contas; e
  • dirigentes partidários e sindicais de âmbito nacional.

Protocolos e auditorias
De acordo com o texto em análise na Câmara dos Deputados, órgãos federais de fiscalização tributária, inteligência financeira e controle interno deverão manter protocolos para identificar riscos e realizar auditorias periódicas.

A fiscalização abrangerá familiares até o segundo grau e estreitos colaboradores, continuando por cinco anos após o término das funções públicas.

A atuação de agentes públicos no exercício das funções não configurará violação de sigilo.

Patrimônio
Outro ponto da proposta permite que o Ministério Público requeira à Justiça a notificação de PEPs para esclarecer a origem de bens incompatíveis com seus rendimentos. Esse processo tramitará em segredo de justiça.

A medida será aplicada quando houver suspeita razoável de envolvimento em atividades ilícitas ou quando os bens não constarem na declaração oficial. Caberá ao investigado comprovar a origem lícita dos recursos.

Garantias
O projeto estabelece garantias para servidores públicos que atuam na fiscalização de PEPs. Haverá presunção de legitimidade dos atos funcionais. Punições sem comprovação de dolo específico ou desvio de finalidade serão proibidas.

“O texto consolida regras para que a atividade fiscalizatória e de inteligência financeira sobre PEPs possa ser realizada de forma rotineira e técnica”, disse o autor da proposta, deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP).

Próximos passos
O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Da Reportagem/RM
Edição – Marcia Becker

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Zenaide elogia Conexão Lilás, iniciativa do Senado em defesa das mulheres

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Em pronunciamento no Plenário do Senado nesta segunda-feira (13), Zenaide Maia (PSD-RN) comemorou o lançamento do programa Conexão Lilás – Tecnologia pela Vida da Mulher, iniciativa promovida pelo Instituto Legislativo Brasileiro (ILB) para ajudar no combate à violência contra a mulher.

O programa oferece formação em tecnologia, cidadania e direitos das mulheres para 40 estudantes de 14 a 18 anos de escolas públicas, filhas e netas de trabalhadoras terceirizadas do Senado Federal. Elas vão desenvolver um aplicativo voltado para mulheres ameaçadas pela violência.

Para a senadora, a iniciativa busca ampliar a participação feminina nas áreas de ciência, tecnologia e inovação, além de contribuir para a formação de jovens como agentes multiplicadoras de conhecimento em suas comunidades.

— Nunca permitam que alguém diga que determinado espaço não pertence a vocês. A ciência pertence a vocês. A tecnologia pertence a vocês. As universidades pertencem a vocês. O Brasil precisa da inteligência, da criatividade, da sensibilidade e da determinação das mulheres para enfrentar seus desafios e construir um futuro melhor — afirmou.

Por Bruno Augusto, sob supervisão de Augusto Castro

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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