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Temer não descarta aliança entre MDB e PL em Mato Grosso para disputa de 2026

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 O ex-presidente da República Michel Temer afirmou nesta quarta-feira (27) que o MDB mantém diálogo com diversos partidos e não descarta uma eventual composição com o PL, sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro, nas eleições de 2026 em Mato Grosso.

A declaração foi feita durante o Fórum Sustentabilidade e Desenvolvimento Econômico, promovido pela Lide Mato Grosso, que reuniu políticos e empresários no estado. Segundo Temer, o cenário eleitoral ainda está aberto e depende, entre outros fatores, das definições em torno das federações partidárias.

“Há muita conversa, mas as coisas estão muito indefinidas. Os partidos estão dialogando muito entre si, mas as alianças só ficarão claras até abril do ano que vem. O que existe no MDB é diálogo, e diálogo com todos”, ressaltou.

Janaina Riva no centro do projeto

No estado, o MDB trabalha para consolidar a candidatura da deputada estadual Janaina Riva ao Senado. Na semana passada, a parlamentar assumiu a presidência da legenda, após mais de três décadas de comando do ex-deputado federal Carlos Bezerra. A mudança foi vista como parte da estratégia para fortalecer o partido no pleito.

Questionado sobre a força do MDB em Mato Grosso, Temer destacou a tradição da sigla e sua representatividade histórica. “O MDB sempre foi muito forte aqui. Durante muitos anos com o Bezerra à frente, o partido ganhou expressão, inclusive em nível nacional. Para se ter uma ideia, entre os prefeitos, o PSD foi o que mais elegeu, mas logo em seguida vem o MDB”, observou.

Temer também aproveitou para lembrar a trajetória do partido no processo de redemocratização do Brasil. “O MDB foi a sigla que lutou contra a ditadura e defendeu a democracia no país. Até hoje o partido segue atuando nesse sentido e também em favor do municipalismo, que é fundamental para o desenvolvimento”, afirmou.

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Projeto abre crédito orçamentário de R$ 2,3 milhões para órgãos do Poder Judiciário

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O Congresso Nacional analisa projeto (PLN 21/26) que abre crédito especial no Orçamento de 2026 no valor de R$ 2,3 milhões para atender despesas das justiças Eleitoral, e do Distrito Federal e dos Territórios.

Na Justiça Eleitoral, os recursos serão utilizados para compensação financeira entre o Regime Próprio de Previdência Social da União e os regimes próprios de estados e municípios.

Já na Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, o dinheiro será usado para pagar magistrados com aposentadoria compulsória.

“A aposentadoria compulsória por interesse público possui natureza jurídica de medida disciplinar de afastamento definitivo do cargo de magistrado e, por consequência, não pode ser custeada com recursos de regime próprio de previdência social”, explica a mensagem que acompanha o projeto.

Os recursos serão obtidos por remanejamento de despesas dos órgãos e, por isso, não afetam a meta fiscal para o ano, que é um superávit (receitas superiores a despesas) de R$ 34,3 bilhões.

Próximos passos
O projeto será analisado pela Comissão Mista de Orçamento e, em seguida, pelo Plenário do Congresso Nacional (sessão conjunta de Câmara dos Deputados e Senado Federal).

Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Marcelo Oliveira

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