Saúde
Unimed Cuiabá é obrigada a fornecer remédios a idosa leucêmica
Saúde
Uma paciente idosa diagnosticada com síndrome mielodisplásica doença grave que pode evoluir para leucemia conseguiu na Justiça o direito de receber medicamentos de alto custo após ter o tratamento negado pelo plano de saúde Unimed Cuiabá.
A negativa havia sido baseada na alegação de que os remédios prescritos eram de uso domiciliar e não estavam previstos no rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). No entanto, o quadro clínico da paciente exigia tratamento imediato para evitar agravamento da doença.
De acordo com o processo, a mulher apresenta anemia e plaquetopenia persistente, condição que aumenta o risco de sangramentos e complicações graves. O laudo médico também apontou que ela não possui indicação para transplante de medula óssea, devido à idade e outras condições de saúde, tornando o uso dos medicamentos essencial para o controle da doença.
Em decisão liminar, foi determinado que o plano fornecesse os medicamentos no prazo de 48 horas, conforme prescrição médica, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A operadora recorreu, defendendo que o contrato permite a exclusão desse tipo de cobertura.
Ao analisar o caso, a relatora Antônia Siqueira Gonçalves destacou que a relação entre paciente e plano é de consumo e deve ser interpretada de forma mais favorável ao consumidor. Ela também ressaltou que o rol da ANS funciona como referência mínima e não limita o acesso a tratamentos necessários, especialmente após mudanças na legislação.
A magistrada enfatizou ainda que cabe ao médico responsável definir o tratamento adequado, e não ao plano de saúde. No caso, os medicamentos possuem registro na Anvisa e foram considerados indispensáveis para evitar a progressão da doença para um quadro mais grave.
Com a decisão, foi mantida a obrigação do plano de saúde de custear integralmente o tratamento, garantindo à paciente acesso aos medicamentos essenciais.
Saúde
Hospital Central capacita equipe no Programa de Robótica do Einstein em São Paulo
Com o treinamento, unidade ampliará especialidades que operam com robô pelo SUS em MT. Meta é realizar 30 procedimentos por mês
Em abril, uma equipe do Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso passará por um treinamento no Programa de Robótica do Einstein Hospital Israelita, em São Paulo. O objetivo é ampliar o quadro de profissionais aptos a operarem com robô pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no estado. Além de urologia, outras especialidades passarão a usar a tecnologia na unidade: ginecologia, cirurgia pediátrica e cirurgia do aparelho digestivo.
Ao todo, 13 profissionais passarão pela capacitação. Serão nove médicos especialistas: três urologistas, dois ginecologistas, dois cirurgiões pediátricos e dois cirurgiões do aparelho digestivo. O time inclui também dois enfermeiros e dois técnicos de enfermagem.
“O treinamento é fundamental para ampliarmos o acesso à cirurgia robótica em Mato Grosso. Nossa meta é alcançar, até a operação plena, uma média de 30 procedimentos por mês”, antecipou a diretora do Hospital Central, Alessandra Bokor.
Em São Paulo, participarão do programa prático em robótica os ginecologistas, os cirurgiões pediátricos, os cirurgiões do aparelho digestivo e os enfermeiros e técnicos de enfermagem. Os urologistas farão a capacitação em Cuiabá, com o robô instalado no Hospital Central.
Antes das aulas práticas, os 13 profissionais passam por aulas online com treinamentos gerais e de suas áreas cirúrgicas específicas. Já os integrantes da equipe de enfermagem serão treinados em todas as especialidades médicas.
Coordenador do Centro Cirúrgico do Hospital Central, Iuri Tamasauskas explica que a capacitação traz importantes benefícios para a saúde pública do estado. “Primeiro, vamos aumentar o número de cirurgias e de pessoas atendidas. Mas também vamos ampliar nossa eficiência, reduzindo custos. Não haverá mais a necessidade de trazermos um instrutor do Programa de Robótica de São Paulo para acompanhar as cirurgias, pois teremos profissionais habilitados na unidade”, enfatizou.
A primeira cirurgia robótica realizada em Mato Grosso pelo SUS foi em fevereiro, executada pelo urologista Fernando Leão. No final de março, ocorreu o segundo procedimento, também uma prostatectomia radical (retirada total da próstata), para tratamento de câncer. “A cirurgia com uso de robô permite uma recuperação mais rápida e com menos dor para o paciente. Para a equipe que atua no procedimento, há mais precisão na execução, o que garante o melhor resultado possível”, explicou Leão.
O Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso é uma unidade de saúde pública do Governo de Mato Grosso que atende 100% pelo SUS. Administrado pelo Einstein, foi inaugurado em dezembro de 2025 e começou os atendimentos em janeiro deste ano.
Sobre o Einstein – O Einstein Hospital Israelita é considerado o 16º melhor hospital do mundo e 1º da América Latina, segundo a última edição do ranking World’s Best Hospitals da revista Newsweek. Com sede em São Paulo, é uma organização filantrópica que leva, há 25 anos, a sua expertise em gestão hospitalar para o SUS. Atualmente, administra 35 unidades públicas, das quais nove são hospitais – um deles o Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso, em Cuiabá.
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