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Unimed Cuiabá é obrigada a fornecer remédios a idosa leucêmica

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Uma paciente idosa diagnosticada com síndrome mielodisplásica doença grave que pode evoluir para leucemia conseguiu na Justiça o direito de receber medicamentos de alto custo após ter o tratamento negado pelo plano de saúde Unimed Cuiabá.

A negativa havia sido baseada na alegação de que os remédios prescritos eram de uso domiciliar e não estavam previstos no rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). No entanto, o quadro clínico da paciente exigia tratamento imediato para evitar agravamento da doença.

De acordo com o processo, a mulher apresenta anemia e plaquetopenia persistente, condição que aumenta o risco de sangramentos e complicações graves. O laudo médico também apontou que ela não possui indicação para transplante de medula óssea, devido à idade e outras condições de saúde, tornando o uso dos medicamentos essencial para o controle da doença.

Em decisão liminar, foi determinado que o plano fornecesse os medicamentos no prazo de 48 horas, conforme prescrição médica, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A operadora recorreu, defendendo que o contrato permite a exclusão desse tipo de cobertura.

Ao analisar o caso, a relatora Antônia Siqueira Gonçalves destacou que a relação entre paciente e plano é de consumo e deve ser interpretada de forma mais favorável ao consumidor. Ela também ressaltou que o rol da ANS funciona como referência mínima e não limita o acesso a tratamentos necessários, especialmente após mudanças na legislação.

A magistrada enfatizou ainda que cabe ao médico responsável definir o tratamento adequado, e não ao plano de saúde. No caso, os medicamentos possuem registro na Anvisa e foram considerados indispensáveis para evitar a progressão da doença para um quadro mais grave.

Com a decisão, foi mantida a obrigação do plano de saúde de custear integralmente o tratamento, garantindo à paciente acesso aos medicamentos essenciais.

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Saúde mental ganha espaço na medicina e expõe novos desafios

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*UNICAST*
Psiquiatra Antônio Carlos Reiners explica avanço dos diagnósticos, limites dos medicamentos e impactos da tecnologia sobre ansiedade, depressão e burnout

Ansiedade, depressão e burnout deixaram de ser temas restritos aos consultórios psiquiátricos e passaram a fazer parte das conversas em empresas, escolas e famílias. Mas o aumento da visibilidade desses transtornos não significa necessariamente que a sociedade esteja adoecendo mais. Para o psiquiatra Antônio Carlos de Carvalho Reiners, o cenário atual combina maior capacidade de diagnóstico, redução do estigma e mudanças no ambiente em que as pessoas vivem.

Em entrevista ao Unicast, da Unimed Cuiabá, o especialista explicou que transtornos depressivos, psicóticos e de humor sempre existiram. A diferença está, principalmente, na capacidade atual da medicina de identificá-los com maior precisão e no fato de que mais pessoas se sentem à vontade para procurar atendimento.

Ao mesmo tempo, Reiners chama atenção para fatores contemporâneos que aumentam a pressão emocional. O uso permanente de tecnologia, a exposição às redes sociais e o excesso de informações criam um ambiente de estímulos constantes, associado a quadros de ansiedade e angústia.

Um dos pontos destacados pelo psiquiatra é o contato cada vez mais precoce das crianças com telas. Segundo ele, esse processo pode interferir no desenvolvimento de habilidades emocionais importantes, entre elas a capacidade de lidar com limites, negativas e frustrações.

Ao abordar o tema, o médico citou uma máxima atribuída a Carl Jung para resumir a relação entre frustração e busca por alívio: quem não aprende a lidar com as dificuldades da vida tende a procurar esse alívio na farmácia.

A reflexão também ajuda a explicar por que o tratamento da saúde mental não pode ser reduzido ao uso de medicamentos.

De acordo com Reiners, a psiquiatria dispõe atualmente de medicamentos capazes de controlar sintomas de ansiedade e depressão. A medicação, porém, não substitui o trabalho de compreender os conflitos e experiências que estão por trás do sofrimento.

Nesse processo, a psicoterapia tem papel complementar ao tratamento médico, permitindo investigar questões emocionais e padrões de comportamento que não são resolvidos apenas pela ação dos medicamentos. O acompanhamento também pode envolver psicólogos, grupos de apoio e outras formas de suporte.

O especialista também chama atenção para a necessidade de diferenciar sofrimento psicológico de transtornos psiquiátricos. Uma perda, por exemplo, pode provocar um processo natural de luto e não necessariamente representa uma doença.

A avaliação profissional passa a ser especialmente importante quando os sintomas persistem, comprometem a rotina ou aparecem associados a fatores de risco, incluindo predisposição genética.

Outro fenômeno citado pelo médico é a somatização. Pessoas com ansiedade ou depressão podem apresentar insônia, cansaço, dores e outros sintomas físicos e, por isso, procurar diferentes especialidades médicas em busca de uma causa orgânica.

Quando exames e avaliações não identificam alterações físicas que expliquem os sintomas, a investigação psiquiátrica pode ajudar a compreender a origem do quadro.

Assista completo pelo link: https://www.youtube.com/watch?v=ofJhAV8C5Vk&t=262s

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