Saúde
Mato Grosso contabiliza 86.102 crianças com obesidade entre 0 e 9 anos em 2025
Saúde
No próximo dia 3 de junho, quarta-feira, será celebrado o Dia da Conscientização contra a Obesidade Infantil. A data chama atenção para um problema crescente de saúde pública no Brasil, reconhecido também como um desafio global, e reforça a necessidade da prevenção desde os primeiros anos de vida.
De acordo com os dados do Atlas Global da Obesidade e da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil pode chegar a ser, até 2030, o 5º país no mundo com mais crianças e adolescentes obesos. O estudo também relata que, se não forem tomadas ações reais, as chances de mudar essa situação são de apenas 2%.
O crescimento da obesidade infantil também já é visível nos dados nacionais. Conforme dados do Panorama de Obesidade Infantil e Adolescente, com base nas informações do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), de 2025 (parcial), do Ministério da Saúde, no Brasil foram registradas 1.171.916 crianças com obesidade e 783.017 com obesidade grave.
Isso representa 8,94% das crianças de 0 a 9 anos com obesidade, o que equivale a 9 em cada 100, e 5,97% com obesidade grave, ou cerca de 6 em cada 100 nessa mesma faixa etária.
Cenário em MT – Os dados parciais de 2025 do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) – consultados em 28 de maio de 2026 – mostram que, em Mato Grosso, crianças de 0 a 9 anos apresentam 30% de excesso de peso (incluindo sobrepeso, obesidade e obesidade grave), o que equivale a 30 em cada 100 crianças nessa faixa etária. No mesmo recorte, foram registrados 86.102 casos de excesso de peso infantil no estado.
“Os dados revelam que a obesidade infantil deixou de ser uma situação isolada e se tornou um importante desafio para a saúde pública. Além de ter consequências nos primeiros anos de vida, o excesso de peso na infância pode aumentar significativamente o risco de doenças crônicas na adolescência e na vida adulta, o que reforça a importância da prevenção e do acompanhamento precoce”, destaca a pediatra e membro da Organização Nacional de Acreditação (ONA), dra. Mariana Grigoletto.
Risco e prevenção – No mesmo período, conforme o SISVAN, 8.230.705 crianças apresentavam peso adequado (eutrofia), representando 62,80% do total — cerca de 63 em cada 100 crianças. Embora a maioria esteja dentro da faixa adequada, o dado também acende um alerta: aproximadamente 37% das crianças avaliadas apresentam algum grau de alteração nutricional, incluindo excesso de peso, obesidade ou obesidade grave, reforçando a necessidade de estratégias preventivas desde a infância.
As principais consequências são: aumento do risco para doenças crônicas como diabetes tipo 2, hipertensão arterial e problemas cardiovasculares; impactos psicológicos como baixa autoestima e maior exposição a situações de bullying.
“É fundamental que as crianças sejam acompanhadas por um pediatra. Quando identificamos alterações no peso e nos hábitos da criança logo no início, podemos intervir antes que a situação piore. Com as orientações certas, é possível evitar que a obesidade aconteça na vida adulta e diminuir os riscos de doenças relacionadas, tornando uma vida mais saudável ao longo do tempo”, ressalta dra. Mariana.
Para prevenir a obesidade infantil, a adoção de hábitos saudáveis no dia a dia é fundamental. Segundo a pediatra, manter uma alimentação balanceada, com maior consumo de alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, legumes e verduras, além de diminuir o consumo de alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas, é uma das principais recomendações para a prevenção da doença.
A médica ainda destaca que é fundamental praticar atividades físicas regularmente e limitar o tempo em frente às telas, como celulares, TVs e outros aparelhos eletrônicos.
“Formar hábitos saudáveis desde cedo é um fator decisivo para evitar o desenvolvimento da obesidade e de outras doenças associadas. Embora a predisposição genética também possa influenciar no desenvolvimento da condição, os hábitos de vida e o ambiente em que a criança está inserida têm papel fundamental na prevenção e no controle da obesidade infantil”, complementa a dra. Mariana.
Avanço de hábitos alimentares não saudáveis entre crianças – As alterações no padrão alimentar durante a infância têm refletido nos indicadores de saúde e nutrição do país. Informações do SISVAN ressaltam como esses costumes estão se alterando nos primeiros anos de vida, especialmente em relação à qualidade da alimentação.
Conforme os indicadores apresentados, as crianças consomem cada vez mais alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas à medida que crescem. Isso mostra que os hábitos alimentares não saudáveis se intensificam ao longo da infância.
“Na prática clínica, observamos que a obesidade infantil raramente acontece de forma isolada. Ela está diretamente relacionada aos hábitos alimentares, à rotina familiar e ao ambiente em que a criança vive. Pequenas mudanças consistentes no dia a dia, especialmente nos primeiros anos de vida, têm potencial de gerar um impacto duradouro na saúde física e emocional da criança”, finaliza a dra. Mariana Grigoletto.
Saúde
Quando a Vida Vira Apenas Sobreviver
A pessoa acorda, trabalha, resolve problemas, sorri quando necessário, conversa, faz comida, organiza a casa, paga contas e continua funcionando normalmente diante de todos. Quem olha de fora dificilmente percebe. Afinal, ela está “dando conta”.
Mas por dentro… já não existe presença. Apenas sobrevivência.
A vida adulta, para muitas pessoas, deixou de ser viver para se tornar sustentar estruturas. Estruturas emocionais, financeiras, familiares e sociais. Somos ensinados desde cedo que ser forte é aguentar tudo calado. Então aprendemos a suportar.
Suportamos o excesso de responsabilidade.
Suportamos a falta de reconhecimento.
Suportamos relações desequilibradas.
Suportamos o peso de cuidar de todos enquanto ninguém percebe quem está cansado.
E, aos poucos, algo dentro da gente começa a se apagar.
O mais assustador sobre o vazio emocional é que ele não chega fazendo barulho. Ele chega silenciosamente. Primeiro a pessoa para de sentir alegria verdadeira. Depois perde o interesse pelas próprias vontades. Em seguida, começa a viver no automático.
Ela sorri, mas não sente felicidade.
Descansa, mas não se recupera.
Conquista coisas, mas continua vazia.
Muitas mulheres vivem exatamente assim.
Trabalham fora, cuidam da casa, administram problemas, sustentam emocionalmente a família inteira e ainda carregam a culpa de desejar descanso. Quando tentam cuidar de si mesmas, são chamadas de exageradas, gastadeiras ou egoístas. Como se existir além da obrigação fosse um privilégio e não um direito.
A verdade é que ninguém nasceu para viver apenas servindo.
Nenhum ser humano permanece emocionalmente inteiro vivendo anos sem acolhimento, parceria, leveza ou reconhecimento. Uma alma cansada continua funcionando por muito tempo, mas deixa de florescer.
E talvez seja por isso que tantas pessoas hoje não se sentem tristes exatamente. Sentem-se vazias.
Não porque sejam fracas.
Mas porque passaram tempo demais sobrevivendo.
Ainda assim, existe esperança em reconhecer isso.
Porque o primeiro passo para voltar a viver é admitir que alguma coisa dentro da gente precisa de cuidado. É entender que descanso não é preguiça. Que querer paz não é egoísmo. Que desejar ser amado, ouvido e valorizado não é carência — é necessidade humana.
Talvez a cura não aconteça de uma vez. Talvez ela comece devagar, em pequenos movimentos:
em uma conversa honesta,
em um limite imposto,
em um momento de silêncio,
em um pedido de ajuda,
ou simplesmente na decisão de não abandonar mais a si mesmo.
No fim, sobreviver não pode ser o destino final de ninguém.
Todos merecem mais do que apenas existir.
-
Coluna VIP MT7 dias atrásEL TEMPLO 2026 Sinti Contas
-
Mato Grosso7 dias atrásWellington Fagundes, Janaína Riva e Thiago Silva transformam show religioso em palco político e público reage
-
Polícia3 dias atrásPM apreende veículo com 200 frascos de perfumes sem nota fiscal em rodovia estadual
-
Coluna VIP MT7 dias atrásSUNSET PRINCIPE DO ALCOOL
-
Entretenimento7 dias atrásExposul 2026 Prefeito Claudio Ferreira garante aporte para entrada gratuita e grandes shows nacionais.
-
Política6 dias atrásCâmara aprova fim da escala 6×1 com jornada máxima de 40 horas semanais; acompanhe
-
Cuiabá7 dias atrásPELA PRIMEIRA VEZ PREFEITO CLAUDIO FERREIRA GARANTE ENTRADA GRATUITA TODOS OS DIAS NA EXPOSUL
-
Mato Grosso5 dias atrásPRÉ-CAMPANHA NÃO É TERRA SEM LEI








