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Quando o silêncio grita!

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Por Soraya Medeiros

 

Ontem o dia terminou triste. A notícia da partida de Anselmo Carvalho, um dos jornalistas mais geniais que Mato Grosso já teve, caiu como um peso no peito. O silêncio que ficou não é apenas de ausência, mas de reflexão.

Tive o privilégio de conviver com ele na redação. Lembro da sua postura firme, da inteligência afiada e da generosidade em ensinar. Anselmo não guardava conhecimento só para si: compartilhava, orientava, corrigia e inspirava. Foi um grande mestre, e muito do que sou hoje como profissional devo à convivência com ele. Mais do que um jornalista brilhante, era um ser humano que nos ensinava pelo exemplo.

E não posso deixar de lembrar também de outro mestre, o jornalista Luiz Acosta, que há algum tempo também nos deixou. Assim como Anselmo, Luiz foi exemplo de profissionalismo e ética, alguém que acreditava no poder transformador da palavra e do jornalismo. Conviver com ambos foi um privilégio que guardo com gratidão e saudade.

Mas, além do legado, a despedida de Anselmo nos lembra algo que insistimos em deixar para depois: precisamos falar sobre saúde mental.

Eu sei bem o que significa carregar uma dor invisível. Há seis anos caminho entre consultas, terapias e crises. Convivo com a síndrome do pânico e a ansiedade. Sei como é acordar com o coração disparado sem motivo aparente, sei o que é lutar contra a própria mente que insiste em criar medos e fantasmas. Sei também como é difícil explicar ao mundo o que acontece por dentro quanto, por fora, o sorriso esconde a tempestade.

Mas aprendi, nesse mesmo caminho, que a vida pode ser recomeçada todos os dias. Que cada pequena vitória — levantar da cama, respirar fundo no meio da crise, encarar um medo que parecia intransponível — já é um ato de coragem. E que não há fraqueza em pedir ajuda; há força. Não há derrota em admitir que se precisa de apoio; hà humanidade.

Vivemos correndo, distraídos, perdendo a chance de olhar de verdade para quem está ao nosso lado. Quantos amigos, colegas, familiares carregam dores silenciosas sem que a gente perceba? Quantos gritam sem emitir som algum? A partida de Anselmo é dura, mas também é um chamado.

Que a partida de Anselmo não se perca em mais um luto coletivo sem aprendizado. Que sirva como alerta de que precisamos cuidar da saúde mental com a mesma seriedade com que cuidamos do corpo. Falar, acolher, ouvir e estar presente pode salvar uma vida. E talvez essa seja a verdadeira homenagem que podemos oferecer a ele: transformar a dor em consciência.

*Soraya Medeiros é jornalista com MBA em Marketing, formação em Gastronomia e certificação como sommelier. Une comunicação, estratégia e enogastronomia.

 

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A responsabilidade de informar e o compromisso com a verdade Por Wanderley Cerqueira

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Vivemos em um tempo em que a informação circula em velocidade cada vez maior. Em poucos segundos, uma notícia alcança milhares de pessoas e pode gerar esperança, confiança ou, infelizmente, medo e desespero. Por isso, quem ocupa uma função pública precisa compreender que comunicar não é apenas falar — é assumir responsabilidade sobre o impacto que cada palavra causa na vida da população.

Tenho defendido que informar com responsabilidade é, acima de tudo, respeitar vidas. O agente público lida diariamente com pessoas que dependem dos serviços públicos, enfrentam dificuldades e aguardam respostas do poder público. Uma informação errada, incompleta ou divulgada sem cuidado pode aumentar o sofrimento de quem já vive situações delicadas.

Quando falamos de saúde, assistência social ou educação, o cuidado precisa ser ainda maior. Uma notícia mal interpretada pode provocar filas desnecessárias nos postos de saúde, insegurança em famílias que aguardam vaga em creche ou desconfiança em relação às instituições públicas. Não estamos tratando apenas de números ou dados administrativos. Estamos falando de pessoas, de famílias e de histórias reais.

A mãe que espera atendimento para o filho, o idoso que depende do sistema público de saúde, a família que aguarda um benefício social: todos merecem respeito e transparência. A informação oficial precisa chegar de forma clara, correta e acessível, sem ruídos e sem manipulação.

Também acredito que o agente público deve ter sensibilidade para compreender a realidade da população. Estar nas ruas, ouvir as demandas da sociedade e entender as dificuldades enfrentadas pelas pessoas é fundamental para uma comunicação mais humana e verdadeira. O cidadão não pode ser vítima de boatos, interesses políticos ou disputas que apenas alimentam divisão e insegurança.

A política deve servir para construir soluções, não para gerar pânico. Mandatos passam, mas as consequências de uma comunicação irresponsável permanecem na vida das pessoas. Por isso, precisamos fortalecer diariamente o compromisso com a verdade, com a ética e com a transparência.

Na Câmara Municipal de Várzea Grande, seguimos firmes nesse propósito: garantir que a população tenha acesso à informação oficial, transparente e responsável. Porque quando informamos corretamente, protegemos pessoas, fortalecemos a confiança pública e contribuímos para uma sociedade mais consciente e respeitada.

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Informar é um dever. Informar com responsabilidade é um ato de cuidado com a nossa gente.

Por Wanderley Cerqueira, presidente da Câmara de Vereadores de Várzea Grande-MT

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