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Temer não descarta aliança entre MDB e PL em Mato Grosso para disputa de 2026

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 O ex-presidente da República Michel Temer afirmou nesta quarta-feira (27) que o MDB mantém diálogo com diversos partidos e não descarta uma eventual composição com o PL, sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro, nas eleições de 2026 em Mato Grosso.

A declaração foi feita durante o Fórum Sustentabilidade e Desenvolvimento Econômico, promovido pela Lide Mato Grosso, que reuniu políticos e empresários no estado. Segundo Temer, o cenário eleitoral ainda está aberto e depende, entre outros fatores, das definições em torno das federações partidárias.

“Há muita conversa, mas as coisas estão muito indefinidas. Os partidos estão dialogando muito entre si, mas as alianças só ficarão claras até abril do ano que vem. O que existe no MDB é diálogo, e diálogo com todos”, ressaltou.

Janaina Riva no centro do projeto

No estado, o MDB trabalha para consolidar a candidatura da deputada estadual Janaina Riva ao Senado. Na semana passada, a parlamentar assumiu a presidência da legenda, após mais de três décadas de comando do ex-deputado federal Carlos Bezerra. A mudança foi vista como parte da estratégia para fortalecer o partido no pleito.

Questionado sobre a força do MDB em Mato Grosso, Temer destacou a tradição da sigla e sua representatividade histórica. “O MDB sempre foi muito forte aqui. Durante muitos anos com o Bezerra à frente, o partido ganhou expressão, inclusive em nível nacional. Para se ter uma ideia, entre os prefeitos, o PSD foi o que mais elegeu, mas logo em seguida vem o MDB”, observou.

Temer também aproveitou para lembrar a trajetória do partido no processo de redemocratização do Brasil. “O MDB foi a sigla que lutou contra a ditadura e defendeu a democracia no país. Até hoje o partido segue atuando nesse sentido e também em favor do municipalismo, que é fundamental para o desenvolvimento”, afirmou.

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Cuiabá

Dra. Mara cobra soluções para pontos finais precários do transporte coletivo em Cuiabá

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Fiscalizações realizadas pela vereadora revelaram problemas estruturais, falta de manutenção e condições precárias enfrentadas por motoristas e usuários; audiência buscou identificar responsáveis e cobrar soluções

A situação dos pontos finais do transporte coletivo de Cuiabá esteve no centro de uma audiência pública realizada nesta quarta-feira (3), na Câmara Municipal.

Convocado pela vereadora Dra. Mara, o debate reuniu representantes da Prefeitura, órgãos de fiscalização, concessionárias, trabalhadores e usuários do sistema para discutir problemas que, segundo a parlamentar, se arrastam há anos sem solução definitiva.

A audiência teve como ponto de partida fiscalizações realizadas pela própria vereadora em diferentes regiões da Capital. Durante as visitas, foram constatadas estruturas deterioradas, banheiros em condições inadequadas de uso e ausência de espaços apropriados para descanso e alimentação dos motoristas.

Ao apresentar os relatos, Dra. Mara questionou quem responde pela manutenção dos pontos finais e quais medidas efetivas estão sendo adotadas para corrigir as irregularidades encontradas.
“O que vimos em campo demonstra uma realidade que não pode ser ignorada. Existem trabalhadores cumprindo jornadas extensas sem a estrutura mínima necessária, enquanto a população também enfrenta dificuldades diariamente. Precisamos identificar responsabilidades e cobrar providências”, afirmou.

Durante o debate, uma das principais questões levantadas foi justamente a divisão de atribuições entre o município, as empresas concessionárias e os órgãos responsáveis pela fiscalização do sistema.
Representantes da administração pública e da agência reguladora apresentaram esclarecimentos sobre as competências de cada setor, mas a discussão evidenciou a necessidade de maior integração e fiscalização permanente.

Dados apresentados pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana apontam que o transporte coletivo de Cuiabá movimenta mais de 156 mil passageiros por dia e opera com 91 linhas. Apesar dos investimentos anunciados pela gestão municipal e da renovação da frota, usuários e trabalhadores relataram que problemas estruturais continuam presentes em diversos pontos da cidade.

Outro tema que chamou atenção foi o volume de recursos públicos destinados ao sistema. Segundo informações apresentadas pelo prefeito Abilio Brunini, o custo operacional da tarifa ultrapassa R$ 11 por passageiro, enquanto o usuário paga R$ 4,95, sendo a diferença subsidiada pelo município. O dado reforçou questionamentos sobre a qualidade dos serviços oferecidos diante dos investimentos realizados.

Ao final da audiência, Dra. Mara defendeu que os encaminhamentos não fiquem apenas no campo das discussões e resultem em medidas concretas.
Para a parlamentar, o primeiro passo é garantir transparência sobre as responsabilidades de cada ente envolvido e estabelecer um cronograma de ações para corrigir as deficiências identificadas nas fiscalizações.

“O cidadão paga a tarifa, o município investe recursos públicos e os trabalhadores mantêm o sistema funcionando. O mínimo que se espera é respeito e condições adequadas para todos. Nossa função agora é acompanhar os desdobramentos e cobrar que as soluções saiam do papel”, concluiu.

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